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TRE-MT promove mutirão Pop Rua Jud Eleitoral na sexta-feira (19)

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso confirmou a realização do 1º Mutirão Pop Rua Jud Eleitoral. Voltada para atender especificamente a população em situação de rua, a ação acontecerá em uma sexta-feira, dia 19 de abril, das 8h às 14h, na Praça da República, localizada em frente a conhecida Igreja Matriz. Além dos serviços eleitorais e atualização do Cadúnico, será disponibilizado banho e cabide solidários e um café da manhã.  

“Nós nos preocupamos com todos os cidadãos, inclusive com aqueles que estão na rua e são invisibilizados pela nossa sociedade. Estamos olhando para as necessidades de cada população, e é por isso que estamos fazendo essa ação que leva não só cidadania, mas também direitos constitucionais e dignidade humana. A Justiça Eleitoral se preocupa com essa parcela da população que além de ser tratada como invisível, muitas vezes é marginalizada”, explicou a vice-presidente e Corregedora Regional Eleitoral (CRE) de Mato Grosso, desembargadora Serly Marcondes Alves, que está à frente da iniciativa como coordenadora. 

Dentre as participações de órgãos públicos, destaca a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN). Como explica o juiz auxiliar da Corregedoria, Antônio Veloso Peleja Júnior, “essa é uma participação fundamental no mutirão, pois muitas pessoas que estão em situação de rua, já não têm mais seus documentos e para refazer é necessário a certidão de nascimento. Com a presença da ARPEN, isso não será o problema, pois iremos fazer a certidão de nascimento na hora e de forma gratuita”. Os atendimentos acontecerão dentro da unidade móvel da Justiça Eleitoral. 

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O juiz ainda explicou que para garantir o êxito da ação, será realizada a busca ativa das pessoas em situação de rua no centro da capital. Para isso serão utilizadas vans, que irão circular em pontos de concentração dessa população. Dessa forma serão dados os avisos e direcionamentos. Será disponibilizado, também, um ônibus para o transporte desses eleitores. 

“Além da busca nas próprias ruas, iremos fazer uma ponte com organizações que já atuam nessa realidade e por isso já têm contato direto com esta população. Isso impulsiona a informação e assim potencializamos o número de atendimentos”, afirmou Peleja Júnior. 

Essa é mais uma iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) diante do prazo do fechamento de cadastro, programado para o dia 8 de maio. Assim, essa parcela do eleitorado cuiabano resolve suas pendências com a Justiça Eleitoral e ainda garante o direito ao voto na próxima Eleição Municipal de 2024.

Participam da ação a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT), Secretaria de Estado e Assistência Social e Cidadania (Setasc), Secretaria Municipal de Assistência Social Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência (SADHP) e o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT). Também fazem parte as Secretarias Municipal e Estadual de Cultura, Esporte e Lazer, a 13ª Brigada do Exército, e o Instituto Mario Cardi Filho. 

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Pop Rua Jud 

Realizado pela primeira vez em Brasília no ano de 2021, esse tipo mutirão nasceu a partir de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 425/2021. A fim de atender as necessidades da sociedade e promover a evolução dos serviços judiciais, foi realizado um estudo para a elaboração e implementação de uma política de atenção à População em Situação de Rua. 

Mais que uma ação isolada, essa é uma política que se norteia por princípios como: o respeito à dignidade humana, a não criminalização dessa população de rua e a promoção de acesso aos direitos de cidadania e às políticas públicas. Como consta no 1º artigo da resolução, essa política visa “assegurar o amplo acesso à justiça às pessoas em situação de rua, de forma célere e simplificada, a fim de contribuir para superação das barreiras decorrentes das múltiplas vulnerabilidades econômica e social, bem como da sua situação de precariedade e/ou ausência habitacional”. 

Em dezembro de 2023, o TRE-MT participou do 1º Mutirão Pop Rua Jud/MT e Ação de Cidadania, realizado pela DPMT, que ofereceu diversas ações afirmativas de órgãos públicos parceiros. Nesta 1º edição realizada pelo TRE-MT, o mutirão é focado nos serviços eleitorais devido a proximidade do fechamento de cadastro.  

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Daniel Dino)

Fonte: TRE – MT

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A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

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Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

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A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

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Fonte: Política MT

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