A cidadã e o cidadão podem acessar de maneira rápida informações sobre os 28 partidos políticos registrados no estado. Os dados estão disponíveis no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na seção Partidos, localizada na área superior da página inicial do Tribunal. Além destes, é possível consultar também partidos do país inteiro, que hoje somam 29.
Após clicar na aba Partidos, seis links são disponibilizados, entre eles estão:
Contas partidárias: traz as prestações de contas e os balancetes mensais das legendas, informações sobre o Fundo Partidário, além de normas, regulamentos e instruções referentes ao tema;
Criação de Partido Político: informações referentes à criação de partidos políticos, assim como lista de partidos em formação e consulta a apoiamento;
Federações partidárias: oferece os nomes e o acesso aos dados das federações partidárias existentes (endereço, telefone, e-mail, site), bem como ao estatuto, às suas alterações e à certidão de registro no TSE;
Filiação partidária: contém a relação e as estatísticas de filiadas e de filiados; bem como as normas para a filiação;
Partidos registrados no TSE: permite o acesso às informações partidárias e ao histórico dos partidos desde 1945. Ao clicar na sigla de cada partido, a pessoa terá acesso aos dados do diretório nacional da agremiação (endereço, telefone, página na internet, e-mail), bem como ao estatuto, às suas alterações e às eventuais normas complementares;
Propaganda partidária: traz o calendário de divulgação da propaganda das legendas, nas emissoras de rádio e de televisão, ao longo de 2025, e de anos anteriores. Em ano eleitoral, a propaganda partidária só ocorre no primeiro semestre. Em ano não eleitoral, ela é divulgada ao longo do período.
Importante ressaltar, como visto acima, que cada um dos links dispõe de diversos submenus, com informações que podem ser consultadas pela usuária ou pelo usuário do serviço on-line. Vale destacar também que as prestações de contas e as propagandas partidárias ainda não incluem as de 2024, mas seguem atualizadas até o ano de 2022.
Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Daniel Dino)
Informações do TSE
#DescriçãodaImagem: Com o fundo branco e azul, ao meio está escrito “Partidos”.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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