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Unidade móvel atende 4,6 mil reeducandos e amplia combate à tuberculose em MT

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A unidade móvel de prevenção à tuberculose, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), atendeu 4.650 Pessoas Privadas de Liberdade em 2025, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

A equipe da unidade móvel realizou exames de Teste Rápido Molecular (TRM) e de raio-X de tórax em todos os atendidos.

O projeto, criado em 2021 com o objetivo de auxiliar no diagnóstico precoce da doença nas penitenciárias de Mato Grosso, vai continuar em 2026.

“Esta iniciativa é fundamental para o início rápido do tratamento da tuberculose dentro dos presídios, onde o risco de transmissão da doença é maior. Assim, conseguimos proteger a saúde das Pessoas Privadas de Liberdade, dos profissionais do sistema prisional e da comunidade como um todo”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Segundo o assessor especial da SES, Diógenes Marcondes, os laudos dos exames de raio-X de tórax começaram, em 2025, a serem feitos através da plataforma do programa Saúde Digital, o que traz ainda mais celeridade e precisão no diagnóstico.

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“O veículo possui equipamentos laboratoriais e de imagem que possibilitam o diagnóstico precoce da tuberculose, no momento do atendimento no sistema prisional. Caso o reeducando teste positivo para tuberculose, o tratamento é realizado na própria penitenciária, quando esta dispõe de uma equipe de saúde, ou pela Unidade Básica de Saúde (UBS) do município”, explicou.

As novidades previstas para 2026 são os exames de sangue por meio do point of care (aparelhos que fornecem resultado imediato) e de retinografia pela teleretinografia do Saúde Digital.

“Os exames de retinografia podem detectar precocemente doenças oculares graves, como a retinopatia diabética, glaucoma, degeneração macular e lesões de córnea”, acrescentou.

Nas ações, os servidores da SES realizam a coleta de amostra de escarro [catarro] de todos os reeducandos da unidade. De acordo com a responsável técnica pela unidade móvel, Andreia Ferreira, o caminhão é equipado com tecnologia de ponta, com a máquina Genexpert, que realiza Teste Rápido Molecular (TRM) e raio-X digital.

“Temos capacidade para atender 80 pessoas por dia, mas a quantidade diária é determinada pela direção da unidade prisional agendada”, afirmou.

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Neste início de ano, a unidade vai atender reeducandos de unidades prisionais de Alta Floresta, Arenápolis, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Chapada do Guimarães, Colíder, Colniza, Diamantino, Juara, Juína, Nobres, Nortelândia, Peixoto de Azevedo, Porto dos Gaúchos, Tangará da Serra e Santo Antônio de Leverger.

A equipe da unidade móvel é composta por biomédico, técnico de raio-x, coordenadora, médica radiologista (do programa Saúde Digital) e dois motoristas.

Sobre a doença

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. Ela afeta prioritariamente os pulmões (forma pulmonar), embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas.

A forma extrapulmonar, que afeta outros órgãos que não o pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas vivendo com HIV, especialmente aquelas com comprometimento imunológico. É uma infecção que pode ser prevenida e curada, mas ainda prevalece em condições de pobreza e contribui para perpetuação da desigualdade social.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Médicos do Hospital Municipal de Cuiabá denunciam atraso salarial e cobram repasses da Prefeitura

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Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.

Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.

De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.

Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.

Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.

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A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.

Fonte: Redação

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