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VÁRZEA GRANDE TERÁ COBERTURA DE 100% NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

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Várzea Grande vai dar um passo definitivo na área de saúde pública e ainda em 2023 passará a ter Cobertura de 100% na Atenção Primária à Saúde, que é a porta de entrada dos usuários no Sistema Único de Saúde – SUS, ou seja, o atendimento inicial. Seu objetivo é orientar sobre a prevenção de doenças, solucionar possíveis casos e direcionar os mais graves para níveis de atendimento superiores em complexidade.

“É o filtro capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes de saúde, dos mais simples aos mais complexos, reduzindo o vazio sanitário, otimizando a capacidade das estruturas de atendimento e promovendo a resolutividade dos anseios da nossa gente”, disse o prefeito Kalil Baracat ao receber o relatório de levantamento realizado por técnicos do Ministério da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande e que vai resultar em melhores condições de tratamento das pessoas.

O prefeito lembrou que a Atenção Primária à Saúde (APS) através do Estratégia da Família (ESF) é o acompanhamento de toda a vida do paciente, desde o nascimento, a infância, a juventude, a fase adulta até a terceira idade.

“Quando se tem um histórico de vida dos pacientes fica mais fácil o trabalho de acompanhamento e prevenção, evitando assim os casos mais graves. As Unidades Básicas de Saúde ficam para atendimento e resolutividade de mais de 90% dos casos, ficando as unidades de urgência e emergência para os casos mais complexos e graves”, explicou Kalil Baracat.

O novo formato de Gestão da Atenção Primária à Saúde, coordenado pelo Ministério da Saúde (MS), visa garantir melhor acesso, cuidado, maior número de profissionais (médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde), e melhor utilização dos Recursos Públicos e de parceiros privados que atendem o SUS.

Uma equipe do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), realizou, durante os dias 28 a 31 de agosto, um estudo com as equipes técnicas de Várzea Grande para a viabilidade de implantação da ação de Ampliação e Qualificação da Atenção Primária à Saúde na cidade, sendo Várzea Grande um dos primeiros municípios do Estado de Mato Grosso a implantar esta nova proposta. 

O representante do Ministério da Saúde, José Maria Justo, disse ao prefeito que a cooperação técnica disciplinar vai permitir a utilização dos serviços de saúde de forma racional e inclusiva, com o foco na racionalidade do gasto e na sua sustentabilidade diante de todos os desafios e necessidades da população.

“Este trabalho se trata de uma grande parceria entre o Ministério da Saúde, Estados e municípios, que prevê a ampliação de atendimentos por meio da expansão na quantidade de equipes que atuam nas Unidades Básicas de Saúde e a ampliação do horário de atendimento nestes serviços, ou seja, um reequilíbrio do uso dos espaços, recurso humanos e financiamento por parte do Governo Federal. Para que esta equalização ocorra, foi pensado nos profissionais existentes e a sua necessidade para cobertura da Atenção Básica em 100% da população”, disse.

Justo também explicou algumas técnicas utilizadas durante o diagnóstico situacional, dos atendimentos à saúde na APS, que contribuem para o aumento do investimento destinado pelo Ministério da Saúde ao município.

“Durante as reuniões, proponho a adesão dos programas de Atenção Primária já existentes e que por alguma razão a gestão não implantou, como por exemplo o Saúde na Hora”, ressaltou.

Segundo José Maria Justo, atualmente, em Várzea Grande, uma equipe da Estratégia Saúde da Família atende uma população em média de   3.950 pessoas por equipe. Com a implantação deste novo formato de gestão e a ampliação do número de equipes, o número será reduzido para 2.158 pessoas permitindo com isto maior qualidade no atendimento ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).

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“Hoje o município possui 68 Equipes de Saúde da Família (ESF) e com a ampliação implantará mais 71, atingindo a 139 equipes. Com isso, será possível garantir a cobertura da APS para 100% da população, atendendo 2.158 pessoas por equipe”, destacou ainda o representante do Ministério.

O secretário Municipal de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Aparecido de Barros, disse que o trabalho da equipe do Ministério da Saúde, aliado ao que Várzea Grande já vem executando vai permitir uma atuação na Atenção Primária em Saúde em que se resolve em até 90% dos problemas de saúde da população.

“Para nós, essa ampliação significa que vamos ter vínculo e aproximação dos profissionais com a comunidade e do usuário com os serviços por meio das visitas de médicos e enfermeiros com maior frequência às suas casas. Os serviços vão melhorar e muito. Fizemos o balanço geral do que temos e que vamos ter. E conhecendo a fundo nossas necessidades, podemos também ampliar a cobertura e com isso ampliar o volume financeiro a ser recebido do Ministério da Saúde com o projeto. Espera-se com isso que a população aumente sua confiança e relacionamento com as Unidades Básicas mais próxima de sua residência e passe a buscar ali o apoio profissional para cuidado com sua saúde e de sua família”, disse Gonçalo de Barros.

O Prefeito Kalil Baracat assegurou que Várzea Grande vai colocar em prática o projeto, porque o que é bom para a população, também é bom na aprimoração da Gestão da Saúde.

““Todos os gestores públicos enfrentam problemas na saúde, principalmente na falta de financiamento mesmo investindo mais do que o previsto em lei e ainda não é suficiente para atender toda a demanda que a população precisa. Acredito que além de fortalecer a Atenção Primária vai combater às desigualdades no atendimento das Unidades de Saúde. Com a ampliação das equipes será possível garantir uma cobertura maior dos serviços de Atenção Primária à Saúde centrada na atenção integral ao usuário, melhorando a cobertura das Equipes de Saúde da Família e da Equipe Saúde Bucal por meio de uma melhor proporção de pessoas atendidas por equipe. Sendo referência para uma população menor, as equipes passarão a ter mais condições de conhecer as necessidades da nossa população que vivem nos entornos das unidades existentes”, disse o prefeito.

Segundo ainda Gonçalo de Barros, o projeto em números aumenta também a oferta de serviços, por exemplo, na odontologia. Várzea Grande só tem um Centro de Especialidades Odontológicas. Com a implantação do novo modelo o município sairá de zero equipe bucal nas unidades e passará a ter 34 equipes.

Atualmente no município de Várzea Grande, o Programa Saúde na Hora conta com quatro unidades: duas simplificada e duas ampliada. Com a nova proposta, serão realizadas 25 novas adesões, sendo duas na modalidade simplificada, 14 na ampliada, oito de 60 horas – com funcionamento de até 19 horas – e cinco modalidades de 75 horas, com atendimento ao paciente até às 22 horas.

Estes números que tratam da Atenção Primária a Saúde acontecerão, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS); na Unidades Estratégia Saúde da Família (ESF); na Estratégia Saúde Bucal (ESB) e conta com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

Já unidades como as UPAS IPASE e Cristo Rei, o Hospital Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande e a Maternidade Municipal Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo, são aquelas unidades de urgência e emergência que funcionam 24 horas por dia, todos os dias do ano e que vão se restringir aos casos mais complexos, mesmos todas essas unidades se comunicarem entre sim e dependendo da evolução do quadro de saúde, permitir que haja o devido socorro e o devido tratamento.

Com relação a expansão no número de profissionais na rede municipal de Saúde, serão mais 71 médicos, 71 enfermeiros, 45 técnicos de enfermagem, 30 cirurgiões-dentistas; 27 auxiliares de Saúde Bucal, e 335 agentes comunitários de saúde.

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Gonçalo aponta ainda outras vantagens em aderir o novo modelo de gestão da APS, como a melhoria na resolutividade do atendimento e consequentemente nos avanços na prevenção e promoção da saúde, otimização da capacidade das estruturas físicas existentes, aumento de investimentos do município na Atenção Básica e redução no tempo de espera de uma consulta a outra.

“O mais interessante é que haverá um incremento de 35 mil consultas ao mês, 46.900 visitas domiciliares a serem realizadas pelos 335 agentes comunitários. Ainda serão implantadas 14 equipes multidisciplinares com especialidades médicas e não médicas que estarão vinculadas às equipes de Saúde da Família para garantir a resolução de cerca de 90% das queixas de saúde da população, que, atualmente, superlotam as UPAs e geram filas, além da descentralização do atendimento em saúde bucal inicialmente de 30 equipes, que faz parte de um planejamento maior que visa ampliar o número de equipe saúde bucal em mais de 70 equipes nos próximos anos”, afirmou Gonçalo de Barros.

O titular da Saúde de Várzea Grande, lembrou que o leque de atendimentos terá uma amplitude considerável ao ponto de um clínico-geral em atendimento a paciente que necessite de um especialista como cardiologista, neurologista, geriatra, dermatologista, endocrinologista, psiquiatra entre outras especialidades poderá via teleconferência realizar procedimentos, exames, enfim toda uma gama de atendimento que resultem no tratamento adequado as necessidades do paciente.

O ex-secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, representando a Secretaria de Saúde de Mato Grosso, frisou que o Governo do Estado promove investimentos importantes na consolidação de melhor atendimento no interior 

do Estado para evitar que as pessoas procurem os grandes centros, mas que o fundamental é a unificação de interesses de agir em prol da Saúde Pública e da qualidade dos serviços ofertados.

“Várzea Grande tem desde 2015, um histórico de resultados impressionantes na área de Saúde, graças ao apoio dos gestores públicos municipais, e, por estar localizada na região metropolitana a sua estrutura acaba superlotada pela procura de pacientes de outras cidades. Então quanto melhor for atendimento para os moradores de Várzea Grande, melhor será na outra ponta o atendimento para os moradores de outras cidades que poderão no futuro também aderir a Estratégia Saúde da Família com os avanços necessários na Atenção Primária à Saúde (APS)”, frisou Diógenes Marcondes.

O superintendente do Ministério da Saúde em Mato Grosso, Altir Peruzzo, que foi prefeito de Juína, distante 745 quilômetros de Cuiabá, frisou que conhece a realidade da Saúde no interior de Mato Grosso e que é fundamental o funcionamento tripartite, ou seja, dos Governos Federal, Estadual e Municipal para que a Saúde tem resultados e as pessoas possam ser tratadas e terem solucionados seus problemas.

“Quando se fala em Atenção Primária à Saúde e o acompanhamento às pessoas desde sempre, prevenindo doenças, promovendo melhoria na qualidade de vida, se tentar evitar quadro graves e severos, por isto é fundamental que todos os personagens envolvidos tenham o máximo de dedicação, pois o resultado que interessa a todos é um só, atender bem aqueles que precisam”, disse Altir Peruzzo.

A visita técnica do Ministério da Saúde contou também com o apoio da Superintendência do Ministério da Saúde em Mato Grosso; Governo do Estado de Mato Grosso; Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso e Prefeitura Municipal de Várzea Grande através da Secretaria Municipal de Saúde.

 

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande

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Governador defende redistribuição dos royalties do petróleo no STF

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O governador Otaviano Pivetta se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, para tratar da redistribuição dos royalties do petróleo entre os estados brasileiros.

A reunião foi realizada nesta terça-feira (28.4), em Brasília (DF), com os governadores de Goiás, Daniel Vilela e de Roraima, Edilson Damião Lima, além de representantes de outros Estados. O procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, também acompanhou a agenda.

Os royalties são valores pagos pela exploração de petróleo e gás natural e hoje são concentrados principalmente em estados produtores.

De acordo com o governador, a proposta busca corrigir a forma como esses recursos são distribuídos, garantindo mais equilíbrio entre os estados.

“Mato Grosso tem direito sobre o petróleo, que é patrimônio da União e que hoje é distribuído de forma desigual para os estados brasileiros. Somos 19 estados que, desde 2012, recebem apenas uma pequena parte do que temos direito”, afirmou Otaviano Pivetta.

O governador destacou que o Estado está atuando diretamente para garantir esse direito. “Estamos aqui com a nossa procuradoria para garantir esse direito de Mato Grosso. É uma questão de justiça na distribuição desses recursos e acreditamos que vamos avançar nesse pleito”, disse.

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O tema está em análise no Supremo Tribunal Federal e deve ser julgado nos próximos meses.

Fonte: Governo MT – MT

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