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Voto Maduro: a força da experiência na democracia brasileira

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Em Mato Grosso, os eleitores e eleitoras acima de 60 anos representam uma parcela significativa do eleitorado, com 16% do total de pessoas aptas a votar no estado. Entre histórias de vida marcadas por décadas de participação política, destacam-se relatos inspiradores de cidadãos que, mesmo com o voto facultativo a partir dos 70 anos, continuam a exercer o direito ao voto com orgulho e determinação.

Benedito, 78 anos, moradora de Cuiabá, é um exemplo dessa dedicação. Ele conta que não perde uma eleição desde que completou 18 anos. “Lembro-me de quando votei pela primeira vez. Era tudo muito diferente, mas a emoção de participar e poder escolher quem iria nos representar sempre foi a mesma. Não abro mão de votar, mesmo que agora seja facultativo. Sinto que é minha responsabilidade contribuir para o futuro das próximas gerações”.

Ieda, 73 anos, aposentada e ex-professora, reforça a importância do voto consciente, destacando a necessidade de continuar participando ativamente no processo democrático. “Eu sempre ensinei aos meus alunos que o voto é uma ferramenta poderosa de mudança. Agora, que estou na terceira idade, acredito ainda mais nisso. Votar é uma forma de garantir que as nossas necessidades sejam atendidas e que os nossos direitos sejam respeitados. Não importa a idade, sempre temos algo a contribuir para a sociedade”.

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Já Rosalina, 69 anos, vê o ato de votar como uma forma de honrar aqueles que lutaram por essa democracia. “Cresci ouvindo histórias de um tempo em que as mulheres não podiam escolher seus governantes. Hoje, posso exercer esse direito e, mais do que isso, quero continuar exercendo. É uma questão de respeito por aqueles que vieram antes de mim e por aqueles que virão depois”.

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que completa 75 anos em 2025, é um exemplo vivo de que a idade não é um obstáculo para a participação ativa na vida civil e no processo democrático. “A experiência dos eleitores e eleitoras mais velhos é um patrimônio que fortalece a nossa democracia. Eu mesma, aos 74 anos, tenho a honra de presidir a Justiça Eleitoral em Mato Grosso e sei o quanto a participação ativa de todos é fundamental para que tenhamos eleições justas e transparentes. A idade não limita, pelo contrário, enriquece o processo democrático com sabedoria e responsabilidade”.

Dados do TRE-MT revelam que, dos 2.588.666 eleitores aptos no estado, 418.441 estão na faixa etária entre 60 e 79 anos. Destes, 134.447, embora não sejam obrigados a votar, continuam a exercer seu direito de forma consciente e dedicada.
O juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Antônio Veloso Peleja Júnior, destaca a importância desse grupo para a consolidação da democracia. “O eleitorado idoso tem uma importância fundamental na consolidação das eleições. O percentual de 5% de eleitores facultativos que optam por votar demonstra um interesse genuíno em participar das decisões do país. A Justiça Eleitoral continua a desenvolver ações para garantir que todos, especialmente os mais vulneráveis, possam exercer seu direito ao voto de maneira acessível”.

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Campanha: Voto Maduro

A assessoria de comunicação do TRE-MT exibirá a partir de segunda-feira (30 de setembro) nas redes sociais uma série de vídeos onde a sociedade poderá acompanhar histórias de eleitores e eleitoras que há décadas participam ativamente da política, demonstrando que o “Voto Maduro” não é apenas um direito, mas uma responsabilidade que deve ser mantida em todas as etapas da vida. A campanha busca valorizar e incentivar a participação contínua desse público, destacando que cada voto, independentemente da idade, é essencial para o fortalecimento da democracia.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#DescriçãodaImagem: A imagem mostra uma senhora e um senhor, ambos idosos apoiados em uma urna eletrônica e como texto principal: “Campanha voto maduro”.

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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