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Zona Eleitoral de Juína realiza mutirão no IFMT com foco no alistamento de jovens

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Com o objetivo de promover a participação política de jovens eleitores e eleitoras, a 35ª Zona Eleitoral realizou um mutirão no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) – Campus Juína, no último dia 07 de março. Na ocasião, foram atendidas 107 pessoas, que utilizaram diversos serviços, dentre os quais, o alistamento (confecção do 1º título), que foi o foco da atividade.

A iniciativa foi coordenada pelo juiz da 35ª Zona Eleitoral, Vagner Dupim Dias, em acolhimento às diretrizes da Coordenadoria Regional Eleitoral (CRE-MT), que trata da necessidade de novos esforços visando à elevação do índice do cadastramento biométrico nas Zonas Eleitorais e à promoção da participação política de jovens eleitores e eleitoras. Além do alistamento, foram realizados serviços de transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados, cadastro da biometria, regularização de título cancelado, emissão de certidões e guias de multas eleitorais, entre outros.

O evento contou com o apoio do diretor do IFMT, professor mestre João Aparecido Ortiz de França, que disponibilizou toda rede lógica e espaço físico adequados.

A biometria

Em Mato Grosso, a coleta biométrica já é realidade em todos os municípios. Atualmente, do total de2.506.028 do eleitorado no estado, 2.078.957 milhões de pessoas estão biometricamente cadastradas, representando 82,96%. No entanto, ainda há 427.071 mil eleitores e eleitoras que não realizaram a coleta biométrica. No caso do município de Juína, do total de 34 mil eleitores e eleitoras, 60,53% (ou 20.582) já cadastraram a biometria.

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Importância do voto jovem

O número de jovens com 16 anos de idade em Mato Grosso é de 54.182, de acordo com os dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir desta idade, o voto não é obrigatório, mas já pode ser exercido. Apesar disso, apenas 9,98% dos e das jovens fizeram o título eleitoral, ou seja, 5.408, conforme dados da Justiça Eleitoral. Isso significa que 90% das pessoas com essa idade ainda não se alistaram.

Já o total de pessoas com 17 anos de idade no estado é de 55.600 e, destas, 15.242 (27,41%) já possuem o título de eleitor. O alistamento eleitoral pode ser feito por todos e todas que completam 16 anos ou que vão completar até o dia da eleição que, neste ano, será em 06 de outubro. Inclusive, neste caso, o(a) jovem que se alistar já poderá votar. Entre o eleitorado de 18 a 20 anos de idade, faixa etária em que o voto passa a ser obrigatório, 69% têm o título, o que corresponde a 112.393 pessoas do total de 162.896, também de acordo com dados do IBGE e da Justiça Eleitoral.

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) tem intensificado ações para conscientizar jovens sobre a importância de participar do processo eleitoral. Uma delas é o programa Voto Consciente, desenvolvido pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), que conta com palestras, ações de alistamento jovem nas escolas, eleições parametrizadas em escolas e visitas guiadas ao TRE-MT. Nessas visitas, estudantes conhecem a estrutura da Justiça Eleitoral, como o depósito de urnas e o funcionamento delas, o Memorial, que conta a história das eleições e também participam de votação simulada. As atividades se estendem ao interior do estado, como é o caso desta iniciativa de Juína.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra uma sala de aula, com atendentes da Justiça Eleitoral sentadas atrás de uma mesa, mexendo em computadores. Na frente delas e na lateral, aparecem duas estudantes, sentadas em cadeiras, uma sendo atendida e uma guardando. No corpo do texto, há uma outra foto da sala de aula, de outro ângulo, também retratando o atendimento aos e às jovens estudantes.

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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