A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Polícia Civil do estado do Pará, cumpriu nesta sexta-feira (23.02), o mandado de prisão preventiva do autor do homicídio ocorrido na primeira quinzena do ano, no bairro Alvorada em Cuiabá.
O suspeito que morava na mesma residência que a vítima fugiu de Cuiabá logo após o crime e teve o mandado de prisão cumprido na Ilha do Marajó, na cidade Cachoeira do Arari (PA).
Os trabalhos de investigação e localização do investigado contaram com apoio das equipes das Delegacias de Lucas do Rio Verde, Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo e da Delegacia de Cachoeira do Arari, estado do Pará.
O crime que vitimou Eduardo Barbosa Pereira de Sena ocorreu no dia 15 de janeiro, em uma residência no bairro Alvorada em Cuiabá. O corpo da vítima foi localizado em um dos cômodos da casa com ferimentos causados por objetos perfurocortante. No local do crime foi apreendida uma faca tipo açougueiro de cabo branco com vestígios de sangue.
Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da DHPP iniciou as diligências levantando informações de que o suspeito foi a última pessoa a ser vista em companhia da vítima e mesmo morando na residência em que ocorreram os fatos, não estava no local no momento em que o corpo do seu amigo foi localizado.
Por meio de imagens de câmeras de segurança, foi possível observar o momento em que o suspeito deixou a residência, horas antes do homicídio ser descoberto, levando consigo uma mochila e uma sacola nas mãos.
Diante das evidências, foi representado pelo mandado de prisão do suspeito, que desde então estava foragido. Com a ordem de prisão decretada pela Justiça, os policiais da DHPP intensificaram as diligências para localizar e prender o suspeito, realizando buscas nas cidades de Lucas do Rio Verde, Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo.
Após informações de que o suspeito estava na cidade de Cachoeira do Arari, onde tem vínculo familiares, a equipe da DHPP solicitou apoio da Polícia Civil do Pará, que conseguiu localizar e dar cumprimento ao mandado de prisão do procurado. Após ter a ordem de prisão cumprida, o suspeito foi apresentado ao Poder Judiciário e passará por audiência de custódia.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.
Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.
Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.
Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.
Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.
“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.
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