Um casal de lideranças de facção criminosa, considerado foragido da Justiça, foi capturado pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (4.9), em ação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e Delegacia de Polícia de Aripuanã.
Contra o faccionado, de 24 anos, havia três ordens de prisão em aberto expedidas pela Vara Única de Aripuanã, sendo dois mandados por tráfico de drogas e um por homicídio. A sua companheira, também faccionada, estava com um mandado de prisão em aberto por homicídio.
O casal é apontado como liderança de um grupo criminoso que atuava com o tráfico de drogas na região de Aripuanã. Os criminosos, considerados de alta periculosidade, estavam foragidos e informações indicavam que estavam no Rio de Janeiro.
Na semana passada, os policiais da GCCO/Draco e da Delegacia de Aripuanã após troca de informações, levantaram informações de que os procurados haviam retornado para Mato Grosso e estavam em Cuiabá.
Com base nas informações, foram realizadas diligências para localização dos suspeitos, sendo o casal localizado em uma residência na região do Coxipó do Ouro em Cuiabá. O casal foi conduzido à GCCO/Draco para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.
A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.
Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.
Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.
De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.
Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.
Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.
Nome da operação
O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.
As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
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