Nos oito primeiros dias de ações da Operação Nacional Átria, em Mato Grosso, a Polícia Civil prendeu 47 autores de crimes de violência doméstica e realizou ações educativas que alcançaram um público de quase 1,4 mil pessoas, além de atendimentos a 340 vítimas mulheres.
As atividades, realizadas em todas as 15 regionais da Polícia Civil, têm foco nas ações de amparo e instrução às vítimas de violência e ainda na investigação e responsabilização criminal dos autores.
Os atendimentos incluíram ainda visitas às mulheres assistidas pelo programa Ser Família Mulher, programa idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, que concede um auxílio-moradia às vítimas de violência doméstica que tenham medida protetiva e estejam em vulnerabilidade socioeconômica.
As ações da Operação Átria são organizadas pela Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis da Polícia Civil. O trabalho da instituição conta com o engajamento das Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher que levaram a experiência profissional às mais diversas cidades e empresas de Mato Grosso com palestras e esclarecimentos sobre a Lei Maria da Penha e como funciona a rede de proteação e enfrentamento à violência.
Números parciais da Operação em MT 340 vítimas atendidas 279 boletins de ocorrência registrados 218 inquéritos concluídos 193 inquéritos instaurados 187 medidas protetivas de urgência 47 prisões em flagrante 13 mandados cumpridos (prisões e buscas) 05 armas de fogo apreendidas
Planejada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Átria foi deflagrada em todo país no dia 1o de março, nas 27 unidades da federação.
Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis
Instituída pela Lei Complementar 787, de janeiro deste ano, a coordenadoria tem como nova função dentro da Polícia Civil promover o alinhamento de políticas públicas e ações preventivas no âmbito da violência doméstica e familiar.
Subordinada à Diretoria-Geral Adjunta, a coordenadoria concentra as informações e orientações das demandas relacionadas às temáticas e públicos prioritários. Um dos focos principais da nova coordenadoria é interiorizar a qualificação no atendimento as vítimas de violência de gênero contra mulheres, crianças, adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiências, população LGBTQIA e discriminações raciais.
“Além de desenvolver a conscientização, prevenção, nivelamento de trabalho, de atendimento e manifestação da Polícia Civil, sobre o tema em todos os municípios de Mato Grosso, visando o fortalecimento institucional”, explica a coordenadora, delegada Jannira Laranjeira.
A unidade trabalhará também com a criação de indicadores e mapeamentos junto às delegacias especializadas, núcleos e salas de atendimento especializado instaladas no estado, para entendimento das respectivas realidades e necessidades, e proposição de ações preventivas.
Outras atribuições institucionais da coordenadoria são acompanhar as redes de atendimento, proteção e controle social; articulações com o Poderes Legislativo e Judiciário e interlocução entre as forças de Segurança Pública, a partir das demandas relacionadas ao público prioritário.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (23.6), a Operação Gateiro, para apurar o desvio de energia elétrica, popularmente conhecido como “gato”, em Várzea Grande. Durante a operação, um empresário, de 53 anos, e a gestora de um Centro de Recuperação para Dependentes Químicos acabaram presos em flagrante.
A princípio, a operação, realizada pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), visava cumprir um mandado judicial de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá em desfavor de um técnico eletricista, de 54 anos, apontado como o responsável por instalar um esquema de desvio de energia elétrica em uma empresa do ramo de carnes localizada em Várzea Grande.
O mandado judicial, expedido pela 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, foi um desdobramento da Operação Curto-Circuito, deflagrada em 2025, que revelou um esquema de fraudes em medidores de energia elétrica em estabelecimentos comerciais da região metropolitana de Várzea Grande.
Durante a busca, os policiais realizaram uma varredura na residência do suspeito e apreenderam o aparelho celular dele, material que passará a compor os autos do inquérito policial em andamento e poderá subsidiar novas linhas de investigação.
Na sequência das diligências, a equipe da DEE-VG deu continuidade às ações fiscalizatórias, em conjunto com a Energisa e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), voltadas à apuração de eventuais fraudes em medidores de energia elétrica em empresas do segmento de distribuição de bebidas, restaurantes e em uma casa de recuperação de dependentes químicos da região.
Em um dos estabelecimentos, um restaurante no bairro Jardim Eldorado, a equipe da DEE-VG, acompanhada do delegado Ruy Guilherme Peral, flagrou um medidor de energia elétrica fraudado. Diante disso, o proprietário do local, de 53 anos, foi preso em flagrante por estelionato.
Também foi localizado um medidor de energia com fraude em um centro de recuperação para dependentes químicos no bairro Capão do Pequi. A gestora e tesoureira da ONG, de 44 anos, foi presa em flagrante. Os dois presos nesta terça-feira são reincidentes no crime de estelionato por fraude de energia elétrica.
“A Operação Gateiro é um desdobramento natural e técnico das investigações iniciadas na Operação Curto-Circuito. Identificar e responsabilizar aqueles que implementam as estruturas físicas das fraudes é fundamental para desarticular por completo esses esquemas criminosos que causam prejuízo milionário às distribuidoras de energia e, em última análise, a toda a sociedade”, afirmou o delegado Ruy Guilherme Peral, coordenador do Núcleo de Inteligência da DEE-VG.
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