Foram alvos de sequestro judicial de bens, camionetes, caminhões, veículos de passeio e maquinário agrícolas. Uma das camionetes apreendidas, um modelo Toyota Hilux, estava estacionada em frente à cadeia pública de Primavera do Leste. Com essa camionete, um dos principais alvos investigados, Janderson dos Santos Lopes, de 30 anos, saía da unidade prisional e circulava livremente pela cidade gerenciando sua transportadora, construções imobiliárias e fazendas, como se fosse um cidadão livre. Ele passava o dia fora da cadeia e retornava apenas no período noturno.
A investigação que resultou na Operação La Catedral reuniu relatórios financeiros e investigativos e identificou atividades ilegais envolvendo, principalmente, presos e o diretor da cadeia pública de Primavera do Leste. Foi criado um esquema criminoso para comprar facilidades, movimentar dinheiro obtido ilegalmente e, ainda, ofertar vantagens ilícitas a servidores públicos. Para legitimar os valores recebidos, os investigados utilizaram pessoas jurídicas e físicas para movimentar os valores ilícitos e adquirir veículos, imóveis, gado e construções, a fim de dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito.
O esquema, liderado por Janderson Lopes, contou com a participação do diretor da cadeia pública, também investigado e alvo de ordens judiciais de afastamento do cargo pública, busca e apreensão e bloqueio de valores e sequestro de bens. Incluía a venda de benefícios dentro da unidade prisional e, principalmente, a autorização de trabalho externo e alojamento privilegiado na cadeia. A equipe policial apurou que Janderson tinha autorização judicial para trabalhar externamente e frequentar a faculdade em Primavera do Leste. No entanto, no período apurado, foi constatado que ele não compareceu ao trabalho e nem às aulas do curso.
Janderson estava cumprimento de pena privativa de liberdade, na cadeia de Primavera do Leste, após ser condenado a 39 anos de reclusão, resultado de investigações em duas operações anteriores da Polícia Civil que apuraram os crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Mesmo recluso, ele tinha total liberdade para continuar com suas atividades criminosas lideradas a partir da cadeia em Primavera e constituir patrimônio.
Lopes e sua esposa tiveram os bens confiscados nas duas operações anteriores da Polícia Civil. Ele era responsável pela lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas por meio da criação de empresas de fachada.
Contudo, a investigação atual da Derf de Primavera do Leste apontou que ele adquiriu patrimônio considerável mesmo preso, usando nomes de terceiros, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Entre os bens sequestrados pela Polícia Civil, ligados a Janderson, estão diversos veículos, imóveis, tratores e mais de 150 cabeças de gado bovino, além do bloqueio de valores.
Dados analisados na investigação, do relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), demonstraram transações realizadas entre os próprios investigados, corroborando, assim, os vínculos típicos de associação criminosa. Entre fevereiro de 2022 e novembro do ano passado foram feitas movimentações bancárias em valores que vão de 485 mil a 24 milhões de reais. Além das transações entre si, os investigados também receberam créditos e efetuaram depósitos em contas bancárias de presos ou familiares de presos.
A equipe de investigação identificou uma propriedade rural, próxima ao município de Dom Aquino, em que o criminoso criava gado bovino de corte. “O gado em confinamento representa um ativo de fácil liquidez, pois é comercializado em várias etapas na cadeia produtiva. Dessa maneira, o criador pode escolher o melhor momento para comprar e vender o animal, aproveitando-se do fato de que não é um produto perecível e também devido à existência de vários fornecedores e consumidores”, apontou a equipe de investigação.
Além das ordens de bloqueio de valores e sequestro de bens, Janderson e a companheira tiveram as prisões preventivas decretadas. A Justiça também determinou, após a representação da Polícia Civil, a transferência dele e de outros três investigados para diferentes unidades prisionais do Estado.
Uma jovem envolvida em um homicídio ocorrido em Aripuanã, foi presa pela Polícia Civil, no início da noite de quarta-feira (10.6), no município de Acorizal.
Com mandado de prisão em aberto, a procurada, de 19 anos, foi presa pela equipe da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, após informações repassadas pela Delegacia de Polícia de Aripuanã.
A suspeita teve a ordem de prisão preventiva decretada pelo juízo da Comarca de Aripuanã pelo crime de homicídio qualificado.
Prisão
Os investigadores da Polinter realizavam diligências quando foram acionados pela Delegacia de Aripuanã, para interceptar um ônibus de transporte intermunicipal que havia partido de Juína com destino a Cuiabá.
Com base nas informações de que a suspeita estaria dentro do ônibus, os policiais civis deslocaram até a Rodovia MT 010 e conseguiram avistar o veículo na rodoviária de Acorizal.
Durante a abordagem a equipe localizou a foragida que seguia como passageira na poltrona de nº. 21. Após ser devidamente identificada, a procurada foi presa por força do mandado de prisão.
Em seguida ela foi conduzida à Polinter para providências cabíveis, sendo posteriormente encaminhada para audiência de custódia e colocada à disposição do Poder Judiciário.
Homicídio
O crime ocorreu no dia 3 de junho, na cidade de Aripuanã, ocasião em que Ana Beatriz Silva Lopes, de 22 anos, foi sequestrada e executada por integrar de uma facção criminosa.
Informações apontam que a vítima estava em uma boate quando foi rendida pelos criminosos e em seguida assassinada. O corpo da jovem foi encontrado dentro de um imóvel envolto em um lençol.
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