A Polícia Civil deflagrou na quarta-feira (13.09), em Vera, a Operação Megera de repressão a atividades criminosas, entre elas tráfico de drogas e homicídios, cometidas por integrantes de uma facção que age no município. Uma mulher que liderava a venda de entorpecentes foi presa preventivamente.
Foram cumpridas 12 ordens judiciais, entre buscas domiciliares e prisões preventivas. Dois alvos da investigação foram presos por mandados e outros quatro suspeitos, sendo dois homens e duas mulheres, em flagrante pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas.
As equipes policiais apreenderam aparelhos celulares, diversas porções de entorpecentes, um simulacro de arma de fogo, balanças de precisão, máquinas de cartão de crédito e R$ 300, o que caracteriza a venda de entorpecentes.
As ordens judiciais também incluíram o sequestro de um veículo Prisma, que era utilizado no transporte de entorpecentes.
As investigações iniciaram em meados de maio, e, após análises de informações e diligências, a equipe da Delegacia de Vera identificou a hierarquia no tráfico de drogas na cidade e a líder das atividades criminosas, que foi presa na operação.
Os presos passarão por audiência de custódia e serão colocados à disposição da Justiça. As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos.
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos. Uma vida longa — e, em grande parte, dedicada a servir, vestindo a missão da Polícia Civil de Mato Grosso, em uma trajetória marcada por coragem, disciplina e amor ao que fazia.
Mais do que números, sua história é feita de vínculos: oito filhos, 16 netos e oito tataranetos — uma família construída ao longo dos anos, lado a lado com a profissão que escolheu.
Conhecido como “cana dura”, pela postura firme e leal, seu Antônio fala do passado com brilho nos olhos. As lembranças vêm carregadas de um tempo em que, segundo ele, o respeito era parte da rotina. “Era um tempo muito bom. Eu gostava muito do meu trabalho. Naquele tempo, o sujeito (o infrator) respeitava a gente”, diz, com a serenidade de quem viveu intensamente cada momento.
Entre tantas histórias, uma permanece viva na memória: o dia em que entrou sozinho na casa de um magistrado, em Juína, diante de um pistoleiro armado. “Eu entrei com a arma longa e falei: ‘é a polícia, você está preso’. E ele se entregou. Aí algemei e coloquei ele na veraneio (modelo das viaturas da época)”, recorda. Um episódio que resume bem o tipo de policial que foi: firme, direto e destemido.
Natural de Poconé, seu Antônio construiu sua carreira em diferentes cidades de Mato Grosso — Cuiabá, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop e Guarantã do Norte — até fixar raízes em Juína, onde também encerrou sua trajetória profissional, em 2003. Durante essa trajetória foi condecorado diversas vezes em razão do comprometimento com a instituição.
Mas a aposentadoria não o afastou daquilo que sempre fez parte de sua vida. Hoje, morando no complexo habitacional anexo à Delegacia de Juína, ele segue presente. Caminha pelos corredores, conversa com os policiais da ativa e compartilha histórias que atravessam gerações.
Ali, entre colegas e lembranças, onde é comumente chamado apenas por “Assunção”, ele ganhou um novo nome — talvez o mais simbólico de todos: “Lenda Viva”, por conta dos seus feitos, talentos e proezas notáveis, que o tornou uma pessoa icônica na instituição.
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