A Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, em apoio à Polícia Civil de Goiás, cumpriu nesta quarta-feira (29.1), 15 mandados judiciais contra um grupo criminoso investigado pelo golpe do ‘falso intermediário’ de vendas.
Foram cumpridos, nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, três mandados de busca e apreensão, seis de prisão preventiva e seis ordens de bloqueios de bens.
O Grupo Especial de Investigações Criminais da Polícia Civil de Itumbiara, em Goiás, identificou o golpe aplicado contra um morador da cidade goiana que imaginava adquirir um veículo Honda Civic, avaliado em R$ 113.000,00 e anunciado em rede social. Na realidade, a vítima sofreu o golpe e acabou depositando o valor para um terceiro, no caso o golpista. Durante o cumprimento de um dos mandados, uma equipe da Delegacia de Estelionatos localizou no endereço de um dos alvos da operação, três suspeitos, um deles com passagens por tráfico de drogas, flagrados com entorpecentes e cestas básicas.
Em buscas no imóvel, os policiais civis localizaram drogas fracionadas e prontas para uso, balança de precisão, R$ 1.017,00 em espécie e 18 cestas. Nenhum dos suspeitos possui ocupação lícita.
Os alimentos costumam ser distribuídas, em assistencialismo, para pessoas carentes por ordem de traficantes, que se aproveita da vulnerabilidade econômica e social para cooptar pessoas ao crime organizado.
Os conduzidos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa e serão encaminhados para a audiência de custódia nas respectivas comarcas.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Falso 9, para cumprimento de ordens judiciais contra investigados por extorsão na modalidade conhecida como “sextorsão” praticados contra uma influenciadora digital do interior de Mato Grosso.
Na operação são cumpridas cinco ordens judiciais, dentre eles, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de quebra de sigilo telemático. Os mandados são cumpridos nos municípios de Juína e Castanheira.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), apontam que os suspeitos utilizavam identidades falsas em aplicativos de mensagens, se passando por um jogador de futebol famoso, para estabelecer contato com a vítima, uma influenciadora digital e modelo do interior do Estado.
Após conquistarem a confiança da vítima, os criminosos obtiveram imagens privadas e passaram a exigir dinheiro, chegando a cobrar R$ 20 mil para não divulgar o conteúdo. Sob intensa pressão psicológica, a vítima chegou a realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil.
Durante as investigações, foi possível identificar o principal responsável pelas extorsões, morador de Juína e outros possíveis envolvidos no município de Castanheira.
Com base nos elementos produzidos durante a investigação, que apontaram a atuação coordenada dos suspeitos na prática do crime de extorsão, o delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. “A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, disse o delegado.
As investigações prosseguem para elucidação de todos os fatos e a identificação de outros possíveis vítimas e envolvidos.
Nome da operação
O nome da operação “Falso 9” faz referência ao principal artifício empregado pelos criminosos, que se passavam por um jogador de futebol para criar um vínculo de confiança com a vítima e, posteriormente, praticar a extorsão mediante ameaça de divulgação de imagens íntimas.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes em todo estado.
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