Policiais militares do 15º Batalhão prenderam um homem, de 40 anos, por ameaça e posse irregular de arma de fogo, na noite deste domingo (12.3), em Alto Araguaia. Com o suspeito, foram apreendidos dois revólveres de calibres .32 e .38, 141 munições de diversos calibres e R$ 2.200 em dinheiro.
A equipe policial foi acionada para atender a uma ocorrência de violência doméstica no bairro Atlântico. Os policiais se deslocaram até o local e localizaram a vítima, uma mulher de 25 anos, que relatou que foi ameaçada de morte pelo companheiro.
De acordo com as informações, o homem chegou à casa dela embriagado e iniciou uma discussão. Logo após, ele deixou a residência conduzindo um veículo Chevrolet S-10, portando uma arma de fogo. Durante o atendimento, a vítima recebeu novas ameaças do suspeito por ligação.
Os militares iniciaram diligências em busca pelo homem e, com apoio de uma equipe da Polícia Militar de Santa Rita do Araguaia (GO), localizaram o suspeito em frente à sua residência.
Durante a abordagem, nada de ilícito foi encontrado com ele. Questionado sobre estar armado, o homem informou ser CAC (caçador, atirador e colecionador) e que possuía armas de fogo registradas, indicando o local onde estariam guardadas. No entanto, ele se recusou a abrir um cofre existente na residência.
Em seguida, em buscas no imóvel, a equipe policial encontrou uma caixa com sete munições de calibre .22, 12 munições de calibre .32, 24 munições de calibre .38 e 36 munições de calibre .357, além de outras 62 munições deflagradas. Em relato à PM, o suspeito entrou em contradição e confessou que as armas não possuíam registro.
Diante dos fatos, o homem foi encaminhado à delegacia, junto com o material apreendido, para as providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.
Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.
Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.
De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.
Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.
Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.
Nome da operação
O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.
As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
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