Policiais militares do Grupo de Apoio (GAP) do 4º Batalhão prenderam três homens, com idades entre 23 e 28 anos, por associação para tráfico de drogas, na madrugada deste domingo (08.6), em Várzea Grande e Cuiabá. Com o trio, a PM apreendeu tabletes de maconha, 83 comprimidos de ecstasy e 13 frascos de lança-perfume.
Por volta de 00h30, a equipe do GAP do 4º BPM recebeu denúncias sobre um homem que estava realizando tráfico de drogas, na região do bairro Cristo Rei. Os policiais receberam informações das características do suspeito e iniciaram diligências na região.
Após breve busca, os militares localizaram o homem na frente de uma residência. Ao iniciar o procedimento de abordagem, o suspeito fugiu para o interior da casa, sendo interceptado dentro da casa, onde o segundo suspeito também foi encontrado.
Dentro do quarto da dupla, foram encontrados os comprimidos de ecstasy e porções de substância análoga a haxixe. Questionados sobre as drogas, confirmaram fazer a venda dos entorpecentes e que seriam funcionários de um terceiro homem, que residia em Cuiabá e seria o responsável pela distribuição das drogas.
As equipes foram até o local informado pela dupla e abordaram o terceiro homem. Com ele, foram encontradas porções de haxixe e tabletes de maconha. Para os policiais, o homem indicou mais um endereço, onde funcionava o laboratório de drogas da quadrilha.
Neste local, a PM encontrou os frascos de lança-perfume, tabletes de supermaconha, além de cadernos de anotações e materiais para o tráfico de drogas.
Todos os três homens foram conduzidos para a Central de Flagrantes, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais procedimentos cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
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