Um criminoso de alta periculosidade, considerado um das lideranças de uma facção criminosa, nas cidades de Pontal do Araguaia e Araguaiana, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta quinta feira (27.07), em ação dos policiais da 1ª Delegacia de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá).
O suspeito era um dos alvos da Operação Conexão 15, deflagrada pela Polícia Civil em maio deste ano, e estava foragido desde então.
Com informações sobre o paradeiro do foragido, os policiais da 1ª Delegacia de Barra do Garças realizaram diligências conseguindo dar cumprimento ao mandado de prisão em aberto. O suspeito foi conduzido à delegacia, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
Investigações
Durantes as investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Barra do Garças, apurou-se que lideranças da organização criminosa investigada teriam trazido criminosos de outras cidades para “gerenciar” a prática criminosa nas cidades de Pontal do Araguaia e Araguaiana.
Para tanto vários crimes foram praticados pelos criminosos, na tentativa de se instalarem nos municípios, como homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de armas de fogo e apologia ao crime (por meio de pichações em diversos pontos da cidade).
Diante dos levantamentos, foi representado pelos mandados de prisão e busca e apreensão contra os investigados, sendo deferidas 19 ordens pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), de competência da 7ª Vara Criminal Especializada Contra o Crime Organizado de Cuiabá.
As ordens judiciais foram cumpridas no dia 04 de maio, na deflagração da Operação Conexão 15. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Barra do Garças, Araguaiana, Pontal do Araguaia, Jaciara, Guiratinga e Rondonópolis.
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (24.4), uma enfermeira de 38 anos, proprietária de uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Europa, em Cuiabá, suspeita de exercício ilegal da medicina, além da prática de crimes contra a saúde pública mediante a comercialização e utilização de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve início após denúncia registrada junto à Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontava irregularidades graves nos procedimentos realizados na clínica.
Durante fiscalização conjunta, foram constatadas diversas infrações sanitárias, incluindo a realização de procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia, que são privativos de profissionais médicos. Todos os procedimentos eram executados pela investigada, que é enfermeira de formação.
Além disso, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem registro no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como toxina botulínica de fabricação sul-coreana e outros fármacos utilizados de forma irregular. Os produtos eram armazenados em condições inadequadas, sem controle sanitário e parte deles teria sido importada ilegalmente.
“As fiscalizações também evidenciaram que a clínica funcionava sem alvará sanitário, sem controle adequado de resíduos e sem condições mínimas de biossegurança, expondo pacientes a riscos de contaminação por doenças graves”, afirmou o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira.
Segundo o delegado, a manipulação de sangue em ambiente impróprio, especialmente nos procedimentos de PRP, aumentava significativamente o risco de contaminação cruzada, infecções severas, necroses e até morte.
Mesmo após a interdição do estabelecimento pela Vigilância Sanitária, a investigada teria continuado suas atividades de forma clandestina, retirando equipamentos do local interditado durante a noite e passando a atender pacientes em outros endereços, inclusive em clínicas não regularizadas, além de tentar abrir uma nova unidade com outro nome, também localizada no Jardim Europa, sem autorização dos órgãos competentes.
As investigações também apontaram que a suspeita se apresentava nas redes sociais como “Dra.”, divulgando procedimentos invasivos em regiões como rosto, glúteos e seios, atraindo pacientes mediante pagamento antecipado via Pix, sem qualquer comprovação de habilitação médica para tais práticas.
Além da prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário, a pedido do delegado titular da Decon, foram determinadas diversas medidas cautelares, incluindo o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a interdição imediata da clínica de estética, a suspensão do registro da empresa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a suspensão das redes sociais da investigada e de seu registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).
A investigada também já possuía passagem pela polícia por tráfico de drogas e estava usando tornozeleira eletrônica no momento da prisão nesta sexta-feira (24.4).
Segundo o delegado Rogério Ferreira, as investigações continuam e outros profissionais da área de estética que estiverem praticando exercício ilegal da medicina, bem como utilizando ou comercializando medicamentos irregulares, especialmente produtos voltados para emagrecimento, poderão ser alvo de novas operações policiais, inclusive com representação por prisão preventiva.
Denúncias
Denúncias sobre exercício ilegal da medicina ou comercialização de medicamentos irregulares podem ser feitas pela população por meio do telefone 197, pela Delegacia Digital ou pessoalmente em qualquer delegacia de polícia.
Também é possível procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor – Decon, localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo e-mail [email protected].
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