A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Alto Araguaia (425 km de Cuiabá), deflagrou entre os dias 10 de junho e 14 de julho, a Operação Kamikaze, surpreendendo investigados ligados ao tráfico de drogas e a facções criminosas no município.
A ofensiva resultou no cumprimento de 18 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão domiciliar, apreensão de bens e quebra de sigilo de dados, expedidos pelas 1ª e 2ª Varas da Comarca local.
A ação integra a Operação Estadual Interpartes, voltada ao combate ao tráfico de drogas e às facções criminosas em todo o Estado.
As investigações tiveram início a partir de denúncias anônimas e informações obtidas por meio do serviço de inteligência da Polícia Civil, indicando que algumas residências estavam sendo utilizadas como pontos de comercialização de entorpecentes.
O intenso fluxo de usuários e membros de facção criminosa em determinados locais reforçou as suspeitas. Após monitoramento e coleta de provas, a Polícia Civil obteve autorização judicial para realizar buscas nos endereços identificados.
Os alvos da operação já possuem antecedentes criminais, incluindo tráfico de drogas, associação para o tráfico e furtos. Um dos principais pontos de venda de entorpecentes funcionava a menos de 50 metros da sede da Delegacia da Polícia Civil, evidenciando a ousadia das atividades ilícitas.
De acordo com o delegado Marcos Paulo, responsável pela operação, a estratégia diferenciada, com o cumprimento dos mandados ao longo de vários dias, e não de forma concentrada, foi decisiva para o sucesso da ação.
“Agregamos o fator surpresa e obtivemos um resultado expressivo. Foram apreendidos celulares, drogas e efetuada a prisão em flagrante de um dos investigados, além da condução de outros dois por desobediência”, destacou.
As investigações continuam e novas operações já estão sendo planejadas.
“Com as informações coletadas e o monitoramento contínuo, identificamos novos envolvidos e outros pontos de venda. Seguiremos com ações semelhantes no âmbito do Programa Tolerância Zero, reforçando o combate ao tráfico e às facções na região”, finalizou o delegado.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.
Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.
Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.
Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.
Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.
“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.
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