A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), realizou novas diligências nesta segunda-feira (16.6), para apurar o crime de maus-tratos contra gatos praticado por uma mulher na Capital.
Durante a ação, mais dois corpos de animais foram localizados próximos do endereço da suspeita, no bairro Porto. A diligência foi realizada em parceria com representantes de uma organização não-governamental (ONG) de proteção a animais de Cuiabá.
Para dar continuidade às investigações e concluir o inquérito, a Dema representará judicialmente pela medida cautelar de quebra de sigilo de dados telefônicos dos celulares apreendidos, bem como o namorado da suspeita será novamente intimado para prestar esclarecimentos. A mulher continua presa de forma preventiva.
O caso
Na última sexta-feira (13), uma mulher, de 28 anos, foi presa em flagrante por maus-tratos contra animais.
As investigações tiveram início depois da denúncia de que um casal estava descumprindo um ato verbal de formalidade de adoção de animais.
O acordo era que os tutores deveriam informar sobre o estado do animal adotado, porém ambos não estavam dando notícias, razão pela qual a denunciante procurou a Polícia Civil para que fosse investigado o paradeiro dos animais entregues ao casal.
Então, uma equipe da Dema foi até a residência da suspeita, no bairro Porto, em Cuiabá. No local, foi constatado que o gato adotado havia sido morto, e o corpo descartado em um terreno na rua de baixo da casa.
Ao ser localizada, a suspeita não colaborou com os policiais e ficou em silêncio. Na casa dela, foi encontrado um filhote de cachorro e várias rações para gato, mas nenhum felino foi localizado. Um lençol com sangue também foi encontrado.
No dia da prisão, o namorado da suspeita, mencionado na denúncia, foi localizado, prestou esclarecimentos e foi liberado em seguida.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, entre os dias 8 e 12 de junho, a primeira fase da Operação Incarceratus de 2026, que resultou no cumprimento de 19 mandados de prisão preventiva contra investigados por diversos crimes. A ação reforça o trabalho de repressão qualificada e combate à atuação de criminosos no Estado.
A operação, realizada com base em levantamentos realizados pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) ocorreu dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE) e da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, resultando no cumprimento de mandados de prisão contra criminosos que já se encontram no sistema prisional.
Entre os alvos estão criminosos, que embora já sentenciados, possuem novas ordens de prisão decretadas por crimes graves como homicídio, infanticídio, roubo, associação criminosa, estupro de vulnerável, tráfico de drogas e estelionato.
A estratégia impede que detentos prestes a receber liberdade condicional ou progressão de regime retornem às ruas caso possuam pendências judiciais em outros processos. A delegada titular da Polinter, Sílvia Pauluzi de Siqueira, ressaltou que o levantamento minucioso das equipes permitiu identificar as ordens judiciais em aberto.
“Os policiais civis dedicaram por semanas com foco na identificação dos mandados contra criminosos que praticaram os mais variados delitos e que estão prestes a receber a liberdade condicional, mas que respondem a outros processos e tiveram novas prisões decretadas”, explicou a delegada.
Inteligência e Colaboração
O trabalho de investigação foi realizado em parceria com as Diretorias de Inteligência, Metropolitana e do Interior, reforçando a importância da atribuição estadual da Polinter no cumprimento dessas ordens judiciais, que visam o fortalecimento da segurança pública.
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