Cinco homens envolvidos no furto de carnes bovinas destinadas a um supermercado em Barra do Garças foram presos pela Polícia Civil na quarta-feira (4.3), em ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município.
Associados para cometer os crimes reiteradamente, o motorista do caminhão da transportadora, seu ajudante e outros três funcionários do supermercado foram autuados em flagrante por furto qualificado e associação criminosa.
Investigação
A Derf de Barra do Garças foi acionada por meio de boletim de ocorrência para investigar a subtração de peças bovinas inteiras, cortes especiais de carnes nobres embaladas em caixas de 20 quilos, pertencentes a um supermercado.
Durante a investigação, apurou-se que um motorista de uma transportadora local aliciou funcionários do supermercado responsáveis pelo recebimento de mercadorias e, em conjunto, conseguiam deixar volumes de carne no interior do caminhão.
Assim, o funcionário responsável pelo recebimento assinava a nota fiscal como se todo o volume tivesse sido descarregado no depósito e repassava o documento ao setor responsável pelo lançamento no estoque.
Com a carga, o motorista do caminhão e seu ajudante deixavam o local e seguiam a rota traçada pela transportadora. Após concluir as entregas, eles se encontravam com o receptador em outro local e lhe entregavam os produtos, recebendo valores pela venda. Os funcionários do supermercado recebiam suas respectivas parcelas pela atuação criminosa.
Flagrante
Durante monitoramento dos suspeitos, os policiais civis conseguiram surpreender o grupo logo após o furto de 14 caixas contendo peças bovinas, de um total de 85 volumes de carnes que o supermercado havia adquirido.
Diante dos fatos, o motorista, seu ajudante e três funcionários do supermercado foram presos. O caminhão foi apreendido juntamente com a mercadoria recuperada, além de 19 notas fiscais referentes aos produtos furtados.
Os cinco homens foram encaminhados à Derf de Barra do Garças para esclarecimentos, onde foram interrogados e autuados pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa. Após a confecção dos autos, os presos foram colocados à disposição da Justiça.
Conforme o delegado adjunto da Derf, Joaquim Leitão Júnior, as prisões em flagrante confirmam a existência de associação entre funcionários das empresas para a prática criminosa, o que representa prova robusta para as investigações em curso na delegacia.
“Somente nos últimos quarenta dias, estima-se um prejuízo de aproximadamente meio milhão de reais para a empresa vítima. As investigações continuam visando identificar outros possíveis envolvidos”, completou o delegado.
A Polícia Civil de General Carneiro cumpriu, nesta quinta-feira (7.5), quatro ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido no município, em abril deste ano.
Na ação foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão contra suspeitos apontados como envolvidos no crime.
Os suspeitos foram encaminhados para as providências legais cabíveis e deverão passar por audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.
A investigação
A vítima, um homem de 29 anos, foi encontrada morta no quintal de uma residência localizada na Avenida Marechal Rondon, em General Carneiro, no dia 28 de abril de 2026. A vítima apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo na testa, braço e axila.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Polícia Civil iniciou diligências investigativas que resultaram na identificação de dois suspeitos, ambos apontados como integrantes de facção criminosa com atuação na região. Um dos investigados, de 54 anos, foi preso em General Carneiro, enquanto o segundo suspeito, de 21 anos, foi localizado e preso em Barra do Garças.
Durante as investigações, os suspeitos também foram identificados como envolvidos em um crime de tortura praticado contra uma mulher. Segundo apurado, a vítima teria sido submetida a agressões conhecidas como “salve”, ocasião em que sofreu queimaduras provocadas por bitucas de cigarro nos seios.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o delegado responsável pelo caso representou pelas prisões preventivas dos investigados e pelos mandados de busca e apreensão, medidas que foram deferidas pelo Poder Judiciário.
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