A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (17.12), em Água Boa, um fugitivo, de 29 anos, considerado de alta periculosidade, com dois mandados de prisão em aberto pela Justiça do Estado do Pará.
O fugitivo estava sendo procurado pela Polícia Civil do Pará, que identificou que ele, possivelmente, estaria trabalhando em fazendas da região de Cocalinho e entrou em contato com a Polícia Civil de Mato Grosso.
Diante disso, policiais da Delegacia de Cocalinho iniciaram investigações e identificaram que o foragido havia se mudado para alguma fazenda no município de Nova Nazaré, repassando a informação para as equipes da Delegacia de Água Boa.
Nesta terça-feira (16.12), as equipes da Delegacia de Água Boa começaram as buscas em fazendas da região informada e encontraram o local de trabalho do procurado. Porém, ele conseguiu fugir para uma área de vegetação densa.
A gerência da propriedade rural onde o fugitivo estava trabalhando foi informada de que havia mandados de prisão em seu desfavor e foi orientada a redobrar a atenção, tendo em vista a periculosidade que o referido indivíduo representava para a sociedade, visto que ele tinha dois mandados de prisão em aberto, um por homicídio qualificado e um por tráfico de drogas.
As buscas continuaram e, nesta quarta-feira (17.12), o foragido foi localizado e preso em uma pensão de Água Boa. Ele foi encaminhado para a delegacia e está à disposição da Justiça.
“A Polícia Civil destaca a importância da participação da sociedade de bem na solução de crimes e na prisão de criminosos, no sentido de prestar informações úteis ao trabalho policial, mantendo o sigilo necessário à total proteção dos colaboradores”, afirmou o delegado Regional de Água Boa, Valmon Pereira da Silva.
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos. Uma vida longa — e, em grande parte, dedicada a servir, vestindo a missão da Polícia Civil de Mato Grosso, em uma trajetória marcada por coragem, disciplina e amor ao que fazia.
Mais do que números, sua história é feita de vínculos: oito filhos, 16 netos e oito tataranetos — uma família construída ao longo dos anos, lado a lado com a profissão que escolheu.
Conhecido como “cana dura”, pela postura firme e leal, seu Antônio fala do passado com brilho nos olhos. As lembranças vêm carregadas de um tempo em que, segundo ele, o respeito era parte da rotina. “Era um tempo muito bom. Eu gostava muito do meu trabalho. Naquele tempo, o sujeito (o infrator) respeitava a gente”, diz, com a serenidade de quem viveu intensamente cada momento.
Entre tantas histórias, uma permanece viva na memória: o dia em que entrou sozinho na casa de um magistrado, em Juína, diante de um pistoleiro armado. “Eu entrei com a arma longa e falei: ‘é a polícia, você está preso’. E ele se entregou. Aí algemei e coloquei ele na veraneio (modelo das viaturas da época)”, recorda. Um episódio que resume bem o tipo de policial que foi: firme, direto e destemido.
Natural de Poconé, seu Antônio construiu sua carreira em diferentes cidades de Mato Grosso — Cuiabá, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop e Guarantã do Norte — até fixar raízes em Juína, onde também encerrou sua trajetória profissional, em 2003. Durante essa trajetória foi condecorado diversas vezes em razão do comprometimento com a instituição.
Mas a aposentadoria não o afastou daquilo que sempre fez parte de sua vida. Hoje, morando no complexo habitacional anexo à Delegacia de Juína, ele segue presente. Caminha pelos corredores, conversa com os policiais da ativa e compartilha histórias que atravessam gerações.
Ali, entre colegas e lembranças, onde é comumente chamado apenas por “Assunção”, ele ganhou um novo nome — talvez o mais simbólico de todos: “Lenda Viva”, por conta dos seus feitos, talentos e proezas notáveis, que o tornou uma pessoa icônica na instituição.
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