Um homem de 31 anos foi preso pela Polícia Civil, suspeito de agredir e ameaçar sua ex-companheira de morte, nesta segunda-feira (16.6), no município de Nova Xavantina.
Segundo a vítima, de 47 anos, a agressão vinha sendo praticada há anos pelo seu ex-companheiro. A mulher chegou a solicitar medida protetiva contra ele, ficando um período rompida a relação. Contudo, acabou reatando vínculo afetivo mas, cerca de alguns meses atrás, o suspeito voltou a ser violento, inclusive, ameaçando-a de morte, fazendo com que ela rompesse novamente a relação.
O último ato violento praticado pelo suspeito ocorreu por volta das 18h30 desta segunda-feira (16), quando, mesmo já separado, o homem invadiu a casa da vítima, passando a quebrar móveis e danificar a sua motocicleta.
Ao tentar impedir o ato de destruição, a vítima acabou sendo agredida pelo suspeito com socos e chutes nas costas, dizendo que ela deveria morrer. Além disso, o suspeito também quebrou o celular da vítima, o que a impediu de pedir socorro naquele momento.
Diante das circunstâncias, a vítima foi até a Delegacia de Polícia Civil de Nova Xavantina para registrar a ocorrência. Após conhecimento do fato, os policiais realizaram diligências, identificando e localizando o suspeito, que foi preso e mantido à disposição da Justiça, devendo responder pela Lei Mari da Penha.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30.4), a Operação Rede Difusa para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular uma rede de distribuição de entorpecentes, pulverizada em pontos de comercialização em diversos bairros de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificou a existência de uma estrutura criminosa caracterizada pela atuação pulverizada, com pequenos núcleos independentes de venda de drogas. Embora de baixa complexidade individual, os pontos formavam uma rede difusa de abastecimento e distribuição de entorpecentes na capital.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, o cumprimento das ordens judiciais busca não apenas a responsabilização dos investigados, mas também a apreensão de substâncias ilícitas, valores oriundos da atividade criminosa e outros objetos relacionados ao tráfico de drogas.
“A operação busca o enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, sobretudo às estruturas que, mesmo de pequeno porte, contribuem significativamente para a disseminação da criminalidade, como ocorrências de furtos, roubos e homicídios, e seus reflexos sociais”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal dos integrantes da rede.
Rede Difusa
O nome da operação faz referência à forma de atuação do grupo investigado, que operava de maneira descentralizada, espalhando pontos de venda em diferentes regiões da cidade, dificultando a repressão estatal e ampliando o alcance da distribuição de entorpecentes.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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