Um homem de 57 anos foi preso pela Polícia Civil por descumprir medida protetiva de urgência. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (18.9), na cidade de Sorriso, em decorrência de cumprimento de decisão judicial expedida pelo juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Sorriso.
De acordo com a delegada Layssa Crisostomo, a medida foi requerida pela vítima, de 53 anos, em junho deste ano. Conforme o relato da vítima, ela e o suspeito mantiveram um relacionamento afetivo por quase 13 anos. Mas, com o passar do tempo, a relação foi se desgastando, surgindo o interesse dela em terminar. Contudo, o ex-companheiro não aceitava o término e passou a torturá-la psicologicamente com ameaças de morte.
Ainda de acordo com relato da vítima, foram anos de sofrimento psicológico até que, em outubro de 2024, resolveu procurar a polícia e denunciar as perseguições e ameaças sofridas. A ação resultou na determinação da medida de proteção de urgência pela Justiça, em que o suspeito deveria se manter afastado da vítima. Contudo, o suspeito continuou com as ações, descumprindo a determinação judicial, configurando, em tese, o crime previsto no artigo 24-A da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), que tipifica a conduta de descumprimento de medida judicial protetiva.
A medida protetiva foi deferida nos autos de processo e o investigado, seu ex-companheiro foi regularmente intimado das determinações judiciais no dia 24 de junho de 2025, conforme certidão emitida pelo Oficial de Justiça, estando, portanto, plenamente ciente das restrições impostas, especialmente a proibição de contato e aproximação da vítima.
No entanto, no dia 17 de agosto de 2025, por volta das 22h, enquanto a vítima participava de uma festa no pavilhão da igreja, no distrito de Primaverinha, o investigado se aproximou da comunicante, perseguindo-a e proferindo ameaças expressas, do tipo “Se você não voltar comigo de hoje para amanhã, dois vão morrer e não vai ser eu que vou te matar”, violando a medida protetiva vigente em desfavor do suspeito.
¿¿A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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