POLÍCIA

Polícia Civil reúne 135 servidoras em evento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

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A Polícia Civil, por meio das Coordenadorias de Gestão de Pessoas e de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, realizou, nessa terça-feira (18.3), o 2º Encontro das Mulheres da Polícia Civil, que reuniu 135 servidoras na Academia da instituição (Acadepol), em Cuiabá.

O evento, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, teve como tema em 2025 o empoderamento feminino e foi realizado com o objetivo de levar as servidoras a refletir sobre os avanços dos direitos das mulheres e o papel delas em todas as áreas de suas vidas.

“É um momento para conversarmos assuntos que, na correria do dia a dia, não conseguimos abordar, mas que em um momento como esse, exclusivamente voltado para mulheres, talvez nos sintamos à vontade para falar. Um momento de conversar, de expor e também de comemorar que nós evoluímos muito da realidade que tínhamos como mulheres lá na década de 90. Hoje nós somos muito mais respeitadas, valorizadas e desenvolvemos trabalhos únicos”, comemorou a delegada-geral da Polícia Civil de Mato Grosso, Daniela Silveira Maidel.

A delegada-geral entrou na Polícia Civil em 2001 e é a primeira mulher no comando da instituição em 180 anos de história. Nessa terça-feira (18.3), ela se emocionou ao palestrar para um público formado somente por mulheres.

“É uma honra poder falar para um auditório que só tem mulheres. Especialmente para mim, que vivo em um ambiente predominantemente masculino. E confesso que ouvir o hino da Polícia Civil de uma forma diferente me emocionou”, afirmou Maidel.

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Atualmente a Polícia Civil conta com 1.034 policiais femininas e 37 unidades são comandadas por delegadas titulares mulheres. Para a delegada-geral, as policiais têm sido fundamentais na instituição, pois a mulher tem um olhar diferente diante das situações.

“Talvez pelas várias tarefas que a gente desenvolve fora do trabalho, mas somos preparadas para enfrentar situações muito difíceis no dia a dia policial com uma certa leveza, com mais facilidade. E as mulheres estão em várias áreas na Polícia Civil. Embora estejam muito ligadas à violência contra a mulher, nós temos profissionais em todos os tipos de investigações, de crimes de homicídio, contra facções criminosas, estelionato… Nós temos mulheres em todas as áreas e precisamos muito do trabalho feminino, desse olhar diferenciado da mulher”, frisou a delegada-geral.

A delegada Mariell Antonini Dias Viana, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis e uma das organizadoras do 2º Encontro de Mulheres, concorda com a delegada-geral. Para ela, as mulheres policiais conseguem pensar em detalhes que, muitas vezes, os homens não veem.

“É uma sensibilidade maior, a questão de lidar com servidores com mais sensibilidade, com mais paciência. É o desenvolvimento da gestão com mais afeto, com mais cuidado, mas, ao mesmo tempo, com garra, com competência, com compromisso. As mulheres estão tão capacitadas quanto os homens para desempenhar as suas funções, mas a mulher é dotada tanto da competência, da capacidade, como da sensibilidade, do cuidado. Então acho que esse olhar é diferenciado”, afirmou a delegada Mariell.

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Tanto Maidel quanto Mariell acreditam que, embora a sociedade ainda seja, em sua maioria, machista, as mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço e respeito dentro da Polícia Civil. E que essa luta pela igualdade de gênero não pode parar.

“Hoje nós temos 16 senadoras eleitas, um número ainda baixo, perto dos 81 senadores da república. Temos a primeira delegada-geral eleita, em mais de 180 anos de Polícia Judiciária Civil. Então, essa evolução vem acontecendo, é paulatina, e nós não podemos parar no tempo, nós não podemos retroceder àquilo que nós tínhamos”, disse Mariell.

Maidel, que foi citada durante o encontro diversas vezes como inspiração para as mulheres presentes, diante de sua posição no maior cargo na instituição e, também, pela igualdade que sua gestão traz, afirmou esperar que ter uma diretora mulher sirva de incentivo para as futuras gerações.

“Tomara que sirva de incentivo, de inspiração, o fato de eu estar à frente da gestão. Tomara que outras policiais se inspirem com esse momento, especialmente as mais jovens, que entram em uma polícia que tem uma mulher como delegada-geral, que elas se inspirem e que isso se torne cada vez mais comum, menos exceção”, finalizou.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Condenado por Tragédia do Baldo é preso em ação integrada entre Polícias Civis de MT e RN

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Uma investigação conjunta entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e a Polícia Civil de Mato Grosso resultou na prisão de Aluísio Farias Batista, condenado por um dos episódios mais trágicos da história da cidade de Natal (RN), a Tragédia do Baldo, que resultou na morte de 19 pessoas, durante o Carnaval de 1982.

Aluísio Farias Batista, atualmente de 68 anos de idade, conduzia um ônibus que resultou no atropelamento das vítimas. Natural de Riachuelo (RN), ele tinha 24 anos na época do acidente e estava há mais de 40 anos foragido. Após o fato ganhar repercussão nacional, o condenado deixou o seu estado de origem e veio para Cuiabá, onde usava documento falso, em nome de uma pessoa já falecida.

A prisão ocorreu após contato e troca de informações entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte com a equipe da Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso, solicitando apoio para localização o condenado.

Investigações e prisão

A partir desse contato, as equipes passaram a atuar de forma integrada para confirmar a identidade e o paradeiro do foragido. Após semanas de levantamentos realizados pelo Núcleo de Inteligência, análises em sistema de reconhecimento facial e diligências realizadas pelo setor operacional da Gerência de Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso, foi localizada uma pessoa com características compatíveis com as do procurado.

No entanto, apenas a semelhança física não era suficiente, sendo necessário aprofundar as diligências. O Núcleo de Inteligência contou com o apoio de outros órgãos de segurança pública, entre eles a inteligência da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e as diretorias de Habilitação e de Veículos do Detran-MT, que contribuíram para a confirmação da identidade do investigado.

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Paralelamente, equipes realizaram diligências em campo para reunir imagens e outras informações que levassem ao paradeiro do condenado. Na sexta-feira (26), os policiais da Gerência Estadual de Polinter localizaram uma residência no bairro Jardim Presidente I, em Cuiabá, onde Aluísio vivia discretamente e já havia constituído uma nova família.

Após ter o mandado de prisão cumprido, o preso foi encaminhado à Polinter para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Tragédia

O acidente aconteceu quando um ônibus atingiu foliões que participavam do tradicional bloco Puxa-Sacos, provocando a morte de 19 vítimas e deixando dezenas de feridos. Entre as vítimas estavam o neto do então senador Dinarte Mariz e cinco sargentos da Polícia Militar. Na ocasião, em razão da gravidade da tragédia, o Governo do Estado decretou luto oficial de três dias.

Segundo o relato de Aluísio, havia intensa movimentação de Carnaval no bairro Alecrim e diversos ônibus estavam à disposição dos foliões. Ele afirmou que já havia encerrado sua jornada de trabalho quando foi solicitado por um superior para substituir outro motorista que não poderia realizar uma viagem.

Ainda conforme sua versão, ao chegar à região conhecida como Baldo, enfrentou uma descida com pouca iluminação e conduzia um ônibus lotado de integrantes de outra escola de samba. Em determinado momento, precisou desviar de um veículo Volkswagen Fusca que estava à sua frente. Ao retornar para sua faixa de rolamento, encontrou outra escola de samba caminhando na via e, segundo ele, não houve tempo nem espaço para evitar o atropelamento.

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O episódio ganhou repercussão nacional e foi amplamente divulgado pela imprensa. De acordo com Aluísio, após o caso ser exibido no programa Linha Direta, ele deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá, onde permaneceu por vários anos.

Integração entre os estados

A Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso mantém contato permanente com as demais Polinters e Delegacias de Capturas do Brasil, compartilhando informações sobre foragidos da Justiça e prestando apoio às investigações interestaduais.

A delegada titular da Polinter de Mato Grosso, Silvia Maria Pauluzzi de Siqueira, destacou a importância da cooperação entre as unidades especializadas de capturas em todo o país.

“A implantação do Núcleo de Inteligência fortaleceu significativamente o trabalho da Gerência de Capturas, proporcionando maior eficiência na pesquisa, análise de dados e apoio às equipes operacionais, o que tem resultado em importantes prisões de foragidos da Justiça”, destacou a delegada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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