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Polícia Militar estoura boca no Altos da Serra e apreende 1,5 kg de pasta base

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DANA CAMPOS
Ascom/PMMT

A Polícia Militar de Mato Grosso estourou mais ponto de tráfico doméstico de drogas em Cuiabá. Conhecido como ‘boca do Siqueira’, o local de comércio de entorpecente funcionava numa casa situada na rua Itamarati, no bairro Altos da Serra, região da Grande Morada da Serra. No local foi preso em flagrante Elcino Leandro Baldez Xavier, de 25 anos, tido como um dos membros da quadrilha do traficante conhecido como ‘Siqueira’, que atua na região, mais especificamente nos bairros Novo Horizonte e Planalto.

Segundo o comandante interino do 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o major Sebastião Carlos Rodrigues Silva, cinco viaturas e aproximadamente 12 policias participaram da ação que resultou na prisão de Elcino. “Ele foi avisado assim que chegamos ao local. Com isso, tentou fugir numa motocicleta, mesmo assim, conseguimos prendê-lo na entrada do bairro Planalto”, relatou Carlos.

Ao ser detido, os policiais retornaram até a casa de onde Elcino havia fugido. No local foram encontrados cerca de 1,5 quilo de substância semelhante a pasta base de cocaína, um revólver calibre 38, cuja numeração estava raspada, 15 munições intactas, 15 trouxinhas de entorpecente, uma balança de precisão, aparelhos celulares, aproximadamente R$ 2,4 mil em espécie, além de materiais utilizados para embalar a droga (tesoura, tubo de linha, sacola plástica).

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Conforme o major, o Serviço de Inteligência do 3º BPM, há cerca de seis meses, realizava o monitoramento dos locais onde os integrantes da quadrilha de Siqueira transitavam. Entre eles, a casa onde Elcino foi visto. “Há muito tempo que a PM vinha monitorando os comparsas do Siqueira, e ontem tivemos a informação concreta da comercialização de droga no local e conseguimos fazer a prisão de um deles em flagrante”, disse Carlos.

“Esse trabalho é resultado de um planejamento estratégico traçado pelo comandante geral, o coronel Farias, que tem focado as ações policiais no combate intenso às bocas de fumo, de maneira que temos conseguido coibir de forma mais intensa a comercialização de drogas em Cuiabá. Tudo isso como meta do Programa de Ação de Segurança, implantado pelo Governo do Estado”, explicou o major Carlos.

De acordo com o comandante, Elcino foi encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária Civil, onde foi constatado que ele possuía cinco passagens pela polícia, sendo duas por tráfico de entorpecentes, duas por porte ilegal de arma e uma por agressão (Maria da Penha). Após os procedimentos legais, Elcino foi conduzido até o Centro de Ressocialização de Cuiabá, antigo presídio do Carumbé.

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Fonte: PM MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

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A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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