Policiais militares do Grupo de Apoio (GAP), do 4º Batalhão, apreenderam, nesta quinta-feira (4.9), oito tabletes de skank (super maconha), outras 68 porções do mesmo entorpecente, um simulacro de arma de fogo e prenderam um casal, suspeito por tráfico ilícito de drogas, em Várzea Grande. A ação gerou um prejuízo de R$ 300 mil ao crime.
Durante patrulhamento tático em decorrência da Operação Tolerância Zero, as equipes flagraram o suspeito, de 28 anos, conduzindo um veículo HB20, em alta velocidade, na Avenida Filinto Muller, sendo detido em seguida na Rua Governador Pedro Pedrossian.
Ao ser abordado, as equipes identificaram que ele possuía um mandado de prisão em aberto. Já em busca veicular, foi encontrado um tablete de skank em baixo do banco do motorista. Questionado sobre o entorpecente, ele alegou possuir uma espécie de laboratório para extração de cannabis e comercialização das drogas.
Os militares se deslocaram até a casa do suspeito, no bairro Paiaguás, e apreenderam dois tabletes de skank, 48 porções de maconha, uma de cocaína, uma caixa térmica de insumos de maconha, um simulacro de pistola, além de outros materiais para embalagem dos ilícitos.
À PM, o homem confessou a localização de uma mulher, de 41 anos, que também era responsável pelo fornecimento de entorpecentes na região. A suspeita foi detida em flagrante portando outras diversas porções de maconha, além de novos tabletes de skank. Ambos suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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