Policiais militares de Sorriso prenderam um homem e uma mulher, ambos de 32 anos, por porte ilegal de arma, tráfico de drogas e promoção de organização criminosa, na tarde desta quarta-feira (20.03). Com os suspeitos, que são irmãos gêmeos, a PM apreendeu uma espingarda, porções de maconha e 75 kits de limpeza e cesta básica.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe do 12º Batalhão de PM recebeu denúncias, dos setores de inteligência do Bope e da Polícia Federal, sobre um homem que estaria distribuindo cestas básicas para uma organização criminosa. Segundo as informações, o suspeito realizava a entrega dos kits em uma motocicleta.
Os policiais militares iniciaram diligências e encontraram o suspeito transitando com o veículo, no bairro Morada do Sol. O homem foi abordado na frente de uma residência onde afirmou residir com a sua irmã após ter cumprido pena em uma penitenciária.
No local, os policiais entraram em contato com a mulher, que confirmou a situação relatada pelo seu irmão e autorizou a equipe a fazer buscas pela casa. Em um dos quartos, a PM encontrou uma espingarda artesanal, que a dupla revelou estar guardando para um membro da organização criminosa na qual eles faziam parte.
Ainda pelo imóvel, os militares localizaram 38 cestas básicas e 37 kits de limpeza. Questionado sobre o material, o suspeito disse ter recebido de membros da facção criminosa para fazer a distribuição em alguns bairros do município. Entre as sacolas, a PM também localizou uma embalagem contendo seis porções de maconha.
Diante da situação, os dois irmãos receberam voz de prisão em flagrante e foram conduzidos para a Delegacia de Sorriso, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.
Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.
Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.
De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.
Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.
Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.
Nome da operação
O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.
As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
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