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Polícia Militar realiza a segunda maior promoção de praças e oficiais da história da instituição em Mato Grosso

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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na noite desta quarta-feira (23.4), a solenidade de promoção de graduação de 1.058 militares da instituição. A cerimônia, realizada na Arena Pantanal, é a maior promoção de policiais desde o ano de 2019, quando, 1.124 militares ascenderam a novos postos dentro da corporação.

A solenidade foi realizada em alusão ao dia de Tiradentes, celebrado em 21 de abril, patrono das polícias militares de todo o país. No evento, foram oficializadas as promoções de 961 praças e oficiais por antiguidade e de 97 militares pelo critério de requerimento, antes de suas aposentadorias.

O governador Mauro Mendes parabenizou os novos promovidos e destacou que a maior promoção de policiais militares também ocorreu dentro de sua gestão, em 2019. Durante o discurso, o governador ressaltou a importância da sanção da nova Lei Orgânica da Polícia Militar, que possibilitou o aumento dos promovidos, com novas vagas para ascensão na carreira e um abono de permanência aos militares.

“Parabenizo a cada um dos militares que alçaram novos postos dentro da instituição, na nossa segunda maior promoção da história de Mato Grosso. Me honra muito ter, novamente, na condição de governador, a oportunidade de presenciar esse importante avanço na Polícia Militar e, possibilitado fazer alterações nas normas legais do Estado, permitindo que esses valorosos homens e mulheres pudessem ascender às carreiras profissionais dedicando suas vidas em garantir a segurança da população mato-grossense, nos 142 municípios do Estados”, exclamou o governador.

Crédito: Christiano Antonucci/Secom-MT

Para o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel César Augusto Roveri, o avanço na Segurança Pública, com a grande promoção dos policiais militares, só foi possível devido a gestão inteligente e eficiente do governador Mauro Mendes. O secretário também parabenizou os policiais militares e destacou os importantes investimentos e a valorização dos servidores militares.

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“É um ato que entrará para história do nosso Estado, que vive uma realidade muito diferente do que era há alguns anos. O Governo de Mato Grosso sempre priorizou a Segurança Pública desde o início da gestão, com a regularização dos salários, entregas de armamentos, viaturas e equipamentos de segurança. O Programa Tolerância Zero é resultado de uma gestão inteligente e eficiente, que resgata a sensação de segurança pública de quem vive no Estado”, afirmou o secretário Roveri.


Crédito: Christiano Antonucci/Secom-MT

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tonico, parabenizou a promoção dos militares e destacou a importância dos policiais em atingirem novas graduações dentro da corporação.

“Hoje é um dia de festa e nos alegramos muito de comemorar um dia tão especial, a promoção dos nossos colegas de farda. Isso representa a valorização profissional que o governador Mauro Mendes tem com a Polícia Militar. A promoção é algo importantíssimo, que faz com que o profissional militar possa se desenvolver na carreira, atingir novos cargos, novas funções e colocar suas habilidades em prática”, enfatizou o comandante-geral.

O coronel Fernando destacou a valorização profissional que também passa pelos investimentos recebidos na PM, vindos do Governo do Estado. “Os investimentos que o Estado de Mato Grosso fez nos últimos anos, nos trouxe a capacidade para as nossas equipes possam fazer frente às facções criminosas e a qualquer tipo de crime que queira entrar no nosso Estado, utilizando o treinamento e a força necessária para combater e servir a população mato-grossense da melhor forma possível”, finalizou.

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Crédito: Christiano Antonucci/Secom-MT

Na solenidade, foram oficializadas as promoções de 136 policiais ao posto de cabo, 300 militares ao posto de terceiro-sargento, 10 policiais para a graduação de segundo-sargento, 291 militares para o posto de primeiro-sargento e 200 militares para a graduação de subtenente, o último posto entre os praças.

Além disso, 24 oficiais subiram para as patentes de major. A cerimônia também contou com a ascensão dos 30 alunos da 22ª turma do Curso de Formação de Oficiais (CFO) para o posto de cadetes, que simboliza a entrada ao ano final do curso de formação.

Estiveram presentes na solenidade o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim; o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini; a vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa; o deputado estadual Elizeu Nascimento; o secretário adjunto de Segurança Pública, coronel PM Héverton Mourett; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel BM Flávio Gledson Vieira Bezerra; o comandante-geral adjunto da PMMT, coronel André Willian Dorileo; o subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, coronel José Nildo de Oliveira; o corregedor-geral da PMMT, coronel Noelson Carlos Silva, entre demais autoridades.


Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

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A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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