A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (12.05), em Cuiabá, a segunda fase da Operação L7 para cumprimento de quatro mandados de busca contra investigados por constituir um grupo criminoso especializado em golpes de estelionato.
A segunda fase é resultado de investigações complementares do inquérito instaurado no ano passado, quando a Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes desarticulou uma central de golpes que funcionava em uma residência no Jardim Vitória. Dez pessoas foram detidas na ocasião, sendo sete delas indiciadas pela Polícia Civil por integrar organização criminosa, estelionato e corrupção de menores e se tornaram rés perante a 7a Vara Criminal de Cuiabá.
De acordo com o delegado Pablo Carneiro, com a análise dos materiais apreendidos na primeira fase, a investigação identificou outros quatro suspeitos de envolvimento em golpes de estelionato e resultou na instauração de um segundo inquérito.
Central de golpes
No ano passado, em uma casa no Jardim Vitória, as equipes da Delegacia de Estelionatos apreenderam máquina de cartão, 15 aparelhos celulares, seis cadernos com anotações e dados de possíveis vítimas, 92 chips de telefonia celular ainda intactos e outros 17 chips usados.
Em depoimento, um dos indiciados disse em interrogatório que o grupo movimentou uma expressiva quantia em dinheiro e viu a oportunidade de faturar, sendo que em apenas uma ação criminosa chegou a pegar mais de R$ 8 mil de uma vítima do Rio de Janeiro. O valor era dividido em 40% para quem aplicava, 20% para a pessoa que emprestava a conta para receber os valores e o restante dividido para quem faz o saque e o organizador do esquema criminoso, que mirava vítimas de outros estados para dificultar ser pego na investigação.
A Polícia Civil de Mato Grosso prestou apoio à Polícia Civil do Ceará, nesta quinta-feira (18.6), e participou da deflagração da Operação Torniquete, realizada com o objetivo de desarticular uma facção criminosa de origem carioca com atuação na região Norte do Estado do Ceará e em outras unidades da federação.
A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Norte (CE) (Draco-Norte) e pela Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD) (CE), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP)(CE) e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, integrando esforços de diversas forças de segurança em âmbito nacional.
Em Rondonópolis, as equipes da Polícia Civil cumpriram um mandado de busca e apreensão e dois mandados de prisão no bairro Jardim Sumaré, tendo como alvos um homem de 27 anos e uma mulher de 34 anos.
Contra o casal foram cumpridos mandados de prisão preventiva pelos crimes investigados no âmbito do crime de organização criminosa, expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza (CE). Durante o cumprimento das ordens judiciais, dois aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à análise investigativa para subsidiar o aprofundamento das investigações.
A Operação Torniquete foi realizada simultaneamente nos estados do Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, resultando em mais de 40 prisões até o momento.
Ao todo, a ação prevê o cumprimento de 77 mandados de prisão e 198 mandados de busca e apreensão contra investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Além das prisões, a operação tem como foco a descapitalização financeira da facção criminosa. As investigações identificaram imóveis de alto padrão, veículos de elevado valor econômico e contas bancárias vinculadas aos investigados, que estão sendo alvo de medidas judiciais de bloqueio, sequestro e indisponibilidade patrimonial.
“A atuação integrada entre as Polícias Civis dos estados envolvidos demonstra a importância do compartilhamento de informações de inteligência e da cooperação interestadual no enfrentamento ao crime organizado, fortalecendo as ações de combate às facções criminosas e à lavagem de dinheiro em todo o país”, afirmou o delegado Fábio Nahas.
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