O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, afirmou que “o programa Tolerância Zero trouxe nova mentalidade para a segurança pública no enfrentamento integrado às facções, com uma gestão diferenciada de um Governo que caminha lado a lado com suas forças de segurança”. A declaração foi realizada durante entrevista ao podcast MT Conectado, apresentado pelos jornalistas Camilla Zeni e José Lucas Salvani.
O coronel Fernando ressaltou que o empenho integrado das forças de segurança é um diferencial que tem contribuído para os índices de redução de criminalidade, em todo o Estado, e destacou alguns pontos da diminuição de crimes.
“Zeramos as invasões de terras, levando dignidade ao produtor rural para que ele possa produzir com a certeza de que ninguém vai tomar seu maior bem. Zeramos os roubos às instituições financeiras, reduzimos os homicídios. O programa Tolerância Zero vem atender aos anseios da sociedade mato-grossense e colocar o Estado em uma condição muito melhor e um caminho correto de segurança”, enfatizou.
Durante a entrevista, o comandante-geral da PM também destacou que os investimentos em armamentos e equipamentos, alinhados com benefícios aos policiais militares, também se tornam motivações para que a corporação esteja mais preparada para atuar nas ruas.
“Nós, policiais militares, somos apaixonados em proteger a sociedade, mas também é muito importante que investimentos como vem ocorrendo, como entrega de novos armamentos e equipamentos, e o fator motivacional de termos gestores que caminham lado a lado com a segurança pública, são fatores que possibilitam que nós tenhamos o resultado que estamos alcançando hoje”.
Ainda no podcast, o coronel Fernando parabenizou a iniciativa da primeira-dama, Virgínia Mendes, na formalização de uma parceria institucional, com as Secretarias de Assistência Social e Cidadania e Segurança Pública, que garante o pagamento de horas extras a policiais militares e de outras forças de segurança para a atuação no combate ao crime de violência contra a mulher.
“A primeira-dama Virgínia Mendes lançou esse convênio e isso representa um fortalecimento da rede de enfrentamento ao combate a violência das mulheres e vulneráveis, para que possamos potencializar as nossas ações em todo o Estado. Já possuímos a jornada extraordinária com várias operações dentro do Estado e agora de forma específica para atuação na violência contra a mulher”, pontuou.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.
Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.
Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.
Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.
Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.
“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.
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