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ALMT aprova regularização fundiária de assentamentos na zona rural de Cuiabá

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Foto: ALEXANDRE ALVES ALONSO

Com três sessões ordinárias realizadas nesta quarta-feira (25), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) limpou a pauta com a aprovação de requerimentos, indicações e projetos. Após amplo debate, aprovou, em segunda votação, o Projeto de Decreto Legislativo 2/2026, que trata da regularização fundiária dos assentamentos Lagoa Azul e Ecovila, localizados na comunidade Lagoa Azul Chácara, zona rural de Cuiabá.

A proposta beneficia mais de mil famílias e representa um avanço no processo de titulação das áreas já consolidadas, conforme defendeu o autor da proposta, deputado Wilson Santos (PSD).

Nas últimas semanas, moradores acompanharam a tramitação dessa matéria da galeria do plenário, na busca de que a aprovação garanta segurança jurídica e acesso a políticas públicas. A aprovação representa alívio às famílias. Marcos Barbosa, morador da comunidade Lagoa Azul, comemorou o avanço. “É o primeiro passo de muitos que virão, que dará a base para angariar tudo que almejamos: ter e produzir na nossa terra”, afirmou o morador.

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Wilson Santos destacou que o decreto legislativo resolve uma demanda histórica da comunidade.

“Esse projeto nasceu aqui na Assembleia e se encerra aqui. Não há mais dúvidas de que se trata de um assentamento consolidado, com escola, posto de saúde, centro comunitário, igrejas e infraestrutura. O caminho para evitar o crescimento desordenado é regularizar e documentar o que já existe”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o processo já vinha sendo analisado há anos por órgãos estaduais. “É uma matéria que já tramitava no Intermat [Instituto de Terras de Mato Grosso] há bastante tempo. Quero agradecer aos deputados e ao governo do estado por não haver obstáculos para que pudéssemos aprimorar e votar esse projeto”, completou Wilson Santos.

Outras votações – Ao todo, 65 projetos constavam na Ordem do Dia. Desses, 47 foram aprovados e 12 tiveram pedido de vista. Entre os destaques, foi concedido pedido de vista ao deputado Lúdio Cabral (PT), ao Projeto de Lei Complementar 48/2025 (Mensagem 145/2025), que institui o Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. A proposta será debatida em audiência pública no próximo dia 13, na ALMT.

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Também foi aprovado, em primeira votação, o Projeto de Lei 108/2026, de autoria do deputado Max Russi (PODE), que institui o serviço público de loteria em Mato Grosso e cria a Loteria do Estado (Lotomat). Além disso, os deputados aprovaram, em segunda votação, outros projetos de lei, entre eles os de números 699/2023, 768/2023, 1892/2023 e 2316/2023.

Fonte: ALMT – MT

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Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Procuradoria da ALMT

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Acolher, orientar e encaminhar são alguns dos principais papéis da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Com atendimento especializado e sigiloso, a unidade acolhe mulheres em situação de violência ou violação de direitos e também orienta servidores e demais pessoas que presenciem ou tenham conhecimento de casos.

A Procuradoria atende situações de violência física, psicológica, sexual, moral, patrimonial ou digital, além de casos de assédio, discriminação e violência política de gênero. A equipe também acolhe relatos de ameaça, perseguição, controle, humilhação e outras condutas que possam representar violação de direitos.

Quem pode procurar — O atendimento especializado é destinado às mulheres, mas servidores e outros interessados também podem buscar a Procuradoria quando quiserem ajudar ou encaminhar uma colega, familiar, amiga ou outra mulher que esteja passando por uma situação de violência.

A PEM orienta a que não é necessário saber previamente qual tipo de violência está ocorrendo ou qual órgão deve ser acionado. A equipe realiza a escuta inicial, identifica as necessidades e orienta sobre os caminhos disponíveis.

A mulher pode procurar a Procuradoria mesmo que ainda não tenha decidido registrar uma denúncia. “A Procuradoria Especial da Mulher representa a capacidade de atuação do Poder Legislativo no enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso. É uma resposta concreta do Parlamento diante de uma realidade que ainda entristece e preocupa o nosso estado”, afirma a coordenadora da PEM, Thayara Novaes.

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Os serviços incluem acolhimento e escuta qualificada, orientação jurídica, psicológica e social, encaminhamento e acompanhamento de casos, informações sobre direitos e articulação com os órgãos da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

Foto: Luciano Campbell/ALMT

A Procuradoria também promove palestras, capacitações, campanhas e ações educativas e de prevenção. Outra frente de atuação é o apoio às Câmaras Municipais na criação, implantação e fortalecimento das Procuradorias da Mulher, ampliando a presença dessa estrutura nos municípios.

“Além de oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento nas áreas jurídica, psicológica e social, a PEM atua na prevenção, na articulação com a rede de proteção e junto às Câmaras Municipais, ampliando a capilaridade de um serviço que muitas vezes não chega aos pequenos municípios”, destaca Thayara.

Como funciona — Após o relato da pessoa que buscou o serviço, a equipe avalia a situação e os possíveis riscos, presta as orientações necessárias e, quando cabível, encaminha a mulher aos serviços responsáveis, como Polícia, Delegacia Especializada, Defensoria Pública, Ministério Público, saúde e assistência social. O procedimento, de acordo com a PEM, segue um fluxo de acolhimento, identificação da necessidade e do risco, orientação, encaminhamento e, quando necessário, acompanhamento.

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A Procuradoria ressalta que sua atuação não substitui a dos órgãos responsáveis por serviços especializados. A PEM não realiza investigação policial, não registra boletim de ocorrência, não concede medidas protetivas nem presta atendimento médico de urgência. Quando a demanda não é de sua competência, a equipe orienta sobre o serviço adequado.

Em situações de risco imediato, agressão em andamento ou ameaça à vida, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Posteriormente, a PEM pode atuar no acolhimento, orientação e articulação com a Rede de Proteção.

A Procuradoria Especial da Mulher funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Sala 17, no térreo da ALMT. O contato também pode ser feito pelo telefone (65) 3313-6802, pelo WhatsApp Zap-Delas, no (65) 98134-1655, ou pelo e-mail [email protected].

O atendimento é realizado de forma reservada e sigilosa, preservando a privacidade das mulheres e as informações compartilhadas. Não é necessário agendamento para o acolhimento inicial.

Fonte: ALMT – MT

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