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ALMT leva discussões sobre o BID Pantanal a Rosário Oeste

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Nilma Silva, Maurício Munhoz e o deputado estadual Wilson Santos

Foto: Alexandre Alonso / Assessoria de Gabinete

O Cinema Municipal de Rosário Oeste (104 km de Cuiabá) abriu as portas na noite de terça-feira (26) para uma apresentação diferente. Em audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a população pôde conhecer mais de perto o programa BID Pantanal e as possibilidades que ele representa para a região. Mais do que ter acesso à teoria, os participantes foram provocados a sugerir ações que possam receber os recursos previstos pelo projeto, aproximadamente 200 milhões de dólares. A reunião foi realizada em conjunto com o município de Nobres.

A trabalhadora rural Marcilene Santos, representante da Associação Bons Amigos de Rosário Oeste, aproveitou a audiência para tirar dúvidas sobre o BID Pantanal e registrar o interesse da sua comunidade em participar do projeto. “Temos uma história de trabalhos desenvolvidos na região. Não sabia que ainda é possível sugerir propostas e isso me deixou animada. Nossos membros são pequenos produtores de milho, mandioca e soja. Queremos ampliar as produções, mas precisamos de investimentos, maquinários, estrutura. O BID pode ser um caminho”, disse Marcilene.

Fernando Francisco de Lima, conhecido como Ceará, é pescador há mais de 25 anos e participou da audiência pública ao lado de outros companheiros de profissão. Além da preocupação com a degradação ambiental e a redução do número de peixes nos rios da região, eles preveem dificuldades para os próximos anos em virtude da lei n° 12.197/2023, a chamada Lei do Transporte Zero, que proíbe a pesca em Mato Grosso a partir de janeiro de 2024. Segundo Ceará, as colônias de pescadores têm se organizado para discutir alternativas de geração de renda, como a criação de hortas comunitárias e individuais. Para isso, eles têm contado com a apoio da representante do setor pesqueiro no estado, Nilma Silva, que participou da audiência pública.

O prefeito de Rosário Oeste, Alex Berto (União Brasil), acredita que os recursos do BID Pantanal vão impulsionar o desenvolvimento da cidade e tirá-la da estagnação econômica dos últimos anos. “Vamos crescer, criar oportunidades para que os filhos desta terra queiram ficar por aqui, fazer carreira e colaborar com a história do município. Hoje, nossos jovens vão embora na primeira oportunidade, porque não veem perspectiva. Isso é algo que queremos transformar”, explicou Alex. Ele também destacou a participação do deputado estadual Wilson Santos (PSD) na inclusão de Rosário entre as cidades contempladas pelo BID Pantanal. 

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Wilson Santos assinou, em coautoria com o deputado Eduardo Botelho (União Brasil), o requerimento de realização da audiência pública para discutir o BID Pantanal em Rosário Oeste. Na abertura da reunião, Santos explicou que, inicialmente, a cidade não estava entre as contempladas, o que exigiu uma tratativa junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) pela inclusão. A presença de diversas nascentes na região foi um dos argumentos. “Não faria sentido deixar o município de fora. Aqui nasce o rio Cuiabá, um dos principais rios que irrigam o Pantanal de Mato Grosso”, afirmou o parlamentar.

O superintendente do Mapa em Mato Grosso, Maurício Munhoz, participou da audiência pública e explicou como tem funcionado o processo de consulta desenvolvido pelo ministério junto às prefeituras das cidades contempladas pelo BID Pantanal. Ele reforçou as características que um projeto precisa ter para ser aprovado, o que passa pelo viés coletivo, com foco em geração de renda e sustentabilidade ambiental. De acordo com Munhoz, um dos objetivos das equipes do Mapa é ouvir a população e priorizar iniciativas que levem em conta a tradição, que também é uma das riquezas do estado. Nesse sentido, as audiências públicas promovidas pela ALMT fortalecem o processo de participação popular.

“Mato Grosso é um estado marcado por desigualdades regionais. Dois estados convivem dentro dos mesmos limites, a riqueza de um lado e a miséria de outro. Os recursos do BID Pantanal podem amenizar as disparidades e alavancar a economia da Baixada Cuiabana”, disse Munhoz.

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As informações coletadas pelo Mapa junto aos municípios resultarão em uma carta-consulta que será concluída até o final deste ano, seguida pela tabulação das propostas. Ainda no primeiro semestre de 2024, os resultados desse trabalho serão apresentados em Washington, nos Estados Unidos, onde está a sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A expectativa é que os primeiros projetos comecem a ser executados no segundo semestre de 2024.

O programa BID Pantanal vai aplicar 400 milhões de dólares para o Pantanal brasileiro, ficando 200 milhões para Mato Grosso e outros 200 milhões para Mato Grosso do Sul. Haverá recursos também para investimento no desenvolvimento sustentável da agropecuária nas regiões Norte e Nordeste do país. Em Mato Grosso, as cidades contempladas serão Acorizal, Barão de Melgaço, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Nobres, Nossa Senhora Livramento, Poconé, Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande. 

A próxima audiência pública da ALMT sobre o BID Pantanal deve ser realizada em Acorizal, em conjunto com o município de Jangada. A data ainda será definida.

Ação Direta de Inconstitucionalidade – Durante a audiência pública em Rosário Oeste, a representante do segmento pesqueiro, Nilma Silva, afirmou que um grupo de advogados trabalha para apresentar Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) a respeito da Lei n° 12.197/2023 (Lei do Transporte Zero). Segundo Nilma, para a proposição da ADI, os pescadores de Mato Grosso já possuem os apoios da Confederação Nacional de Pescadores e Aquicultores (CNPA) e do Partido Social Democrático (PSD), em nome do presidente nacional, Gilberto Kassab. 

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) é proposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) para arguir a inconstitucionalidade de lei, ato normativo federal ou estadual. Pode ser proposta pelo presidente da República, pelos presidentes do Senado, da Câmara ou de assembleia legislativa, pela Ordem dos Advogados do Brasil, pelo procurador-geral da República, por partido político e por entidade sindical de âmbito nacional.

Fonte: ALMT – MT

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Realidades do interior podem inspirar reportagens para o Troféu Parlamento

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As diferentes realidades dos municípios de Mato Grosso podem render boas pautas para a segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A proximidade com as comunidades, o conhecimento das particularidades locais e o acesso a personagens e histórias do cotidiano são características que podem contribuir para reportagens relevantes e de interesse estadual.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Itamar Perenha, a participação de profissionais do interior amplia a diversidade de trabalhos apresentados na premiação. Segundo ele, apesar da concentração da mídia corporativa na capital, os jornalistas que atuam nos municípios estão diariamente diante de situações que podem resultar em reportagens de qualidade. “O Troféu Parlamento, ao incluir esses trabalhos, amplia o reconhecimento e incentiva a prática de um jornalismo cada vez mais qualificado”, afirma.

A coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Rosceli Kochhann, destaca que a diversidade regional é uma oportunidade para estudantes e profissionais desenvolverem um olhar mais atento para as demandas da população. “Boas pautas nascem da pluralidade de experiências e da amplitude das percepções de mundo. O Mato Grosso é um estado diverso, onde cada região tem suas particularidades”, frisa.

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Segundo Rosceli, uma pauta que surge em um município nem sempre está restrita àquela localidade. “Uma ação desenvolvida em uma comunidade específica pode, por vezes, inspirar ações que resolvam problemas encontrados em outros espaços e realidades”, afirma.

Essa perspectiva dialoga diretamente com o tema desta edição, “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”. Para a professora, o jornalismo tem papel importante ao tornar acessíveis informações sobre leis, projetos e debates do Legislativo e mostrar como eles repercutem na vida da população.

Inscrições – O Prêmio ALMT de Jornalismo recebe, até 9 de novembro, trabalhos em cinco categorias: reportagem em texto, fotojornalismo, telejornalismo, radiojornalismo e universitário. Podem participar trabalhos publicados em veículos de imprensa ou produzidos em instituições de ensino superior sediadas em Mato Grosso.

Para Itamar, os profissionais do interior devem aproveitar a oportunidade para apresentar suas melhores produções. “Para participar do Troféu Parlamento, tanto na edição presente quanto nas edições futuras basta disposição, boa vontade e aplicação”, afirma.

Na categoria universitária, o prêmio também estimula estudantes a conhecerem o trabalho do Legislativo e seus impactos na sociedade, contribuindo para o amadurecimento das pautas. “Eles se sentem motivados a buscar informação sobre projetos que estão sendo propostos, promovem debates buscando compreender a aplicabilidade prática desses projetos para, assim, amadurecerem suas pautas”, afirma Rosceli.

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Segundo ela, a premiação também reconhece produções que muitas vezes não encontram espaço para publicação. “Circular as suas produções em espaços como os prêmios torna-se uma forma de reconhecer o trabalho por eles desenvolvido e estimular a produção de novas boas pautas”, diz.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.trofeuparlamento.com.br, onde também está disponível o regulamento.

Serão premiados os três melhores trabalhos de cada categoria. O primeiro lugar receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e placa de homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e placa de homenagem.

Na primeira edição, foram inscritos 293 trabalhos de 19 municípios mato-grossenses, reforçando a diversidade da produção jornalística no estado.

Fonte: ALMT – MT

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