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ALMT realiza exposição de selos postais do Brasil e do mundo

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por meio do Instituto Memória, realiza a exposição “Uma Viagem à Filatelia”. A exposição acontece no saguão de entrada da Casa de Leis e apresenta selos postais do Brasil e do mundo.

De propriedade de colecionadores mato-grossenses, os materiais estão distribuídos por tema e serão exibidos durante três semanas. Na primeira semana, os colecionadores Ruben Fábio Matos Ferreira, Daniel Lopes e Paulo César Serante apresentam uma seleção especial de selos com os temas: poetas da língua portuguesa, barragens e hidrelétricas e Copa do Mundo, respectivamente.

Entre os escritores homenageados por meio dos selos, estão Mário de Andrade, Amoroso Lima, Gilka Machado, Maurício de Souza, Dias Gomes, Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida, Tobias Barreto, Gilberto Freire, Vinicius de Moraes, Ruben Braga, Otto Lara Resende, Antônio Francisco da Costa e Silva Luis da C. Cascudo, Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Mário Quintana, Clarice Lispector, José Américo de Almeida, José do Patrocínio e Monteiro Lobato.

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Na lista de hidrelétricas e barragens constam a hidrelétrica de Três Gargantas, que figura entre as maiores do mundo e está localizada na China; a Central Hidrelétrica de Minas Gerais, primeira usina hidrelétrica brasileira, inaugurada em 1889; a usina Itaipu e a Grand Coulee, localizada nos Estados Unidos, entre outras.

A história das Copas do Mundo será contada por meio de selos que eternizaram as diversas edições da competição, começando por 1950 até as edições mais recentes, incluindo o selo que marca a participação de Cuiabá como cidade-sede, na Copa de 2014.

Colecionador de selos (filatelista) há 40 anos, Paulo César Serante é presidente do Clube Filatélico e Numismático de Cuiabá e dono de uma coleção que conta com milhares de selos. Apaixonado pela atividade, ele destaca a satisfação em torná-la conhecida, por meio da exposição. “Eu comecei a minha coleção em 1982. Eu era office boy e fui trabalhar em um escritório de contabilidade. O gerente desse escritório comprava selos e eu ia aos Correios muitas vezes e acabou despertando esse desejo em mim. Eu fui juntando aos poucos e também já presenteei muitas pessoas. Além de um grande valor sentimental, o meu acervo também tem valor pecuniário, pois muitos selos são raros”, conta.

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Segundo ele, a exposição também é uma forma de homenagem a Ruben Fábio Matos Ferreira, que coleciona selos há 65 anos e, no evento, apresenta sua coleção de “poetas da língua portuguesa”. Na próxima semana, a exposição abordará os temas “selos lançados em Mato Grosso”, “Walt Disney” e “lojas e ilustres maçons”. Já na terceira e última semana, serão expostos selos com as temáticas “uniformes militares”, “povos indígenas do Brasil” e “Natal”.

A superintendente do Instituto Memória do Poder Legislativo, Mara Visnadi, explica que a ação realizada em parceria com o Clube Filatélico e Numismático de Cuiabá tem o objetivo de “promover um espaço de visitação e aprendizagens na Assembleia Legislativa” e faz parte de um projeto maior, denominado “Semear Memória, Colher Cidadania”, que incluirá a realização de exposições itinerantes pelo estado.

Fonte: ALMT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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