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Assembleia Legislativa homenageia profissionais da enfermagem

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Cerca de 50 profissionais da enfermagem foram homenageados pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) durante sessão especial realizada nesta segunda-feira (18), em comemoração à Semana Brasileira de Enfermagem, celebrada de 12 a 20 de maio. A solenidade foi requerida pelo deputado Enfermeiro Dejamir (PSDB) e realizada no Plenário das Deliberações Renê Barbour.

Durante a sessão, o parlamentar destacou a importância do reconhecimento público aos profissionais da saúde que atuam na linha de frente em postos de saúde, pronto-socorros, Unidade de Pronto Atendimento (UPAs), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e unidades hospitalares de Cuiabá e do interior de Mato Grosso.

Segundo Dejamir, a enfermagem ainda enfrenta desafios como a falta de valorização profissional, casos de agressão no ambiente de trabalho e a demora no avanço de pautas históricas da categoria, como piso salarial, insalubridade de 40%, jornada de 30 horas semanais e aposentadoria especial.

“São pautas que avançam pouco no Congresso Nacional e, quando não avançam em nível federal, acabam ficando estagnadas também nos estados. A enfermagem precisa de valorização profissional”, frisou.

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Entre as principais ações realizadas durante o período em que está no Parlamento, o deputado citou a aprovação de projeto de lei, de sua autoria, que institui a Política Estadual de Combate à Agressão contra Profissionais da Enfermagem no Ambiente de Trabalho.

“Recebemos, com frequência, relatos, vídeos e informações de profissionais que sofrem agressões físicas dentro das unidades de saúde. Por isso, é fundamental garantir mais proteção e respeito a esses trabalhadores”, defendeu.

Maria Aparecida da Silva e Ademilson de Oliveira, diretores do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen-MT) em Cuiabá e Várzea Grande, respectivamente, estiveram entre os homenageados.

Maria afirmou que uma das principais reivindicações da categoria é a implantação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), já que, segundo ela, os salários estão defasados. Ademilson também defendeu a valorização salarial e relatou que muitos profissionais precisam trabalhar em dois ou até três lugares para complementar a renda mensal.

“A enfermagem é uma profissão essencial. Quem cuida das pessoas também precisa ser cuidado, valorizado e respeitado. O ideal seria que o profissional fosse remunerado adequadamente em um único vínculo, com condições de viver bem e exercer a profissão com mais qualidade”, disse.

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Rodrigo Pereira Costa, enfermeiro de Cuiabá, relembrou a atuação dos profissionais da saúde durante a pandemia de Covid-19, período marcado por incertezas, atendimentos graves e perdas de colegas de trabalho. Mesmo diante das dificuldades, afirmou ter convicção da escolha pela enfermagem e disse que a homenagem da Assembleia Legislativa reforça o reconhecimento e o incentivo para continuar atuando.

“A enfermagem foi uma escolha muito pensada. Eu me preparei para chegar até aqui e me dedicar a cuidar das pessoas. Receber essa homenagem é uma satisfação imensa”, declarou.

Fonte: ALMT – MT

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Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Procuradoria da ALMT

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Acolher, orientar e encaminhar são alguns dos principais papéis da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Com atendimento especializado e sigiloso, a unidade acolhe mulheres em situação de violência ou violação de direitos e também orienta servidores e demais pessoas que presenciem ou tenham conhecimento de casos.

A Procuradoria atende situações de violência física, psicológica, sexual, moral, patrimonial ou digital, além de casos de assédio, discriminação e violência política de gênero. A equipe também acolhe relatos de ameaça, perseguição, controle, humilhação e outras condutas que possam representar violação de direitos.

Quem pode procurar — O atendimento especializado é destinado às mulheres, mas servidores e outros interessados também podem buscar a Procuradoria quando quiserem ajudar ou encaminhar uma colega, familiar, amiga ou outra mulher que esteja passando por uma situação de violência.

A PEM orienta a que não é necessário saber previamente qual tipo de violência está ocorrendo ou qual órgão deve ser acionado. A equipe realiza a escuta inicial, identifica as necessidades e orienta sobre os caminhos disponíveis.

A mulher pode procurar a Procuradoria mesmo que ainda não tenha decidido registrar uma denúncia. “A Procuradoria Especial da Mulher representa a capacidade de atuação do Poder Legislativo no enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso. É uma resposta concreta do Parlamento diante de uma realidade que ainda entristece e preocupa o nosso estado”, afirma a coordenadora da PEM, Thayara Novaes.

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Os serviços incluem acolhimento e escuta qualificada, orientação jurídica, psicológica e social, encaminhamento e acompanhamento de casos, informações sobre direitos e articulação com os órgãos da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

Foto: Luciano Campbell/ALMT

A Procuradoria também promove palestras, capacitações, campanhas e ações educativas e de prevenção. Outra frente de atuação é o apoio às Câmaras Municipais na criação, implantação e fortalecimento das Procuradorias da Mulher, ampliando a presença dessa estrutura nos municípios.

“Além de oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento nas áreas jurídica, psicológica e social, a PEM atua na prevenção, na articulação com a rede de proteção e junto às Câmaras Municipais, ampliando a capilaridade de um serviço que muitas vezes não chega aos pequenos municípios”, destaca Thayara.

Como funciona — Após o relato da pessoa que buscou o serviço, a equipe avalia a situação e os possíveis riscos, presta as orientações necessárias e, quando cabível, encaminha a mulher aos serviços responsáveis, como Polícia, Delegacia Especializada, Defensoria Pública, Ministério Público, saúde e assistência social. O procedimento, de acordo com a PEM, segue um fluxo de acolhimento, identificação da necessidade e do risco, orientação, encaminhamento e, quando necessário, acompanhamento.

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A Procuradoria ressalta que sua atuação não substitui a dos órgãos responsáveis por serviços especializados. A PEM não realiza investigação policial, não registra boletim de ocorrência, não concede medidas protetivas nem presta atendimento médico de urgência. Quando a demanda não é de sua competência, a equipe orienta sobre o serviço adequado.

Em situações de risco imediato, agressão em andamento ou ameaça à vida, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Posteriormente, a PEM pode atuar no acolhimento, orientação e articulação com a Rede de Proteção.

A Procuradoria Especial da Mulher funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Sala 17, no térreo da ALMT. O contato também pode ser feito pelo telefone (65) 3313-6802, pelo WhatsApp Zap-Delas, no (65) 98134-1655, ou pelo e-mail [email protected].

O atendimento é realizado de forma reservada e sigilosa, preservando a privacidade das mulheres e as informações compartilhadas. Não é necessário agendamento para o acolhimento inicial.

Fonte: ALMT – MT

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