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Audiência pública em Sorriso discute instalação de polo da Unemat no município

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A Assembleia Legislativa dE Mato Grosso (ALMT) discutiu com a população e autoridades locais a instalação da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Sorriso durante audiência pública no município, a cerca de 400 km de Cuiabá. O debate foi promovido na Câmara de Vereadores na noite da última sexta-feira (7), por requerimento do deputado estadual em exercício Xuxu Dal Molin (União).

Hoje, a presença da Unemat em Sorriso se dá por meio do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), com a oferta de cursos à distância. Na audiência, foi reivindicado o aumento das ações da universidade no município para que haja também cursos presenciais. “Os nossos estudantes atualmente precisam ir lá para Sinop. Esse é um deslocamento que além de custo, ainda é perigoso”, afirmou a secretária de Educação de Sorriso, Adriana Reichert. Ela também avaliou que apesar da oferta de outras instituições como o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e faculdades privadas, ainda não há vagas suficientes para atender toda a demanda da cidade e que é necessária a criação de cursos para voltados para tecnologia agrícola.

“Eu acho que a Unemat é o sonho da sociedade de Sorriso, porque traz novas oportunidades para o jovem, para as pessoas que buscam se profissionalizar, buscam ter um curso superior. A universidade vem para possibilitar o acesso ao mercado de trabalho”, colocou o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes (União).

Na audiência, o chefe da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci/MT), Allan Kardec, garantiu que o governo do estado vai inaugurar a Escola Técnica de Sorriso em agosto deste ano já com parcerias. “Nós temos um compromisso de inaugurar a nossa escola e colocar o máximo possível de instituição dentro dela. Seduc [Secretaria Estadual de Educação] e Seciteci, já está pactuado e já temos uma pactuação também com a Unemat. Então, haverá um núcleo acadêmico da Unemat no ato da inauguração”, afirmou.

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O secretário explicou que o núcleo estará fixado em Sorriso e trabalhará para ofertar cursos. “Os professores podem ser tanto os que estão lotados em Sinop ou professores que serão contratados por um determinado período de tempo, de dois a quatro anos. Se a gente tiver demanda para manter professores fixos aqui, aí sim a gente começa a falar em concursos. Mas a princípio são turmas especiais de duas ou três entradas de cada segmento. Por exemplo, vamos abrir uma turma de agronomia ou um tecnólogo em informática. Formou a primeira turma, abre a segunda, formou a segunda, o mercado precisa disso? Então nós vamos abrir a terceira”, ilustrou Kardec.

O campus em Sinop será responsável por dar apoio para instalação e funcionamento do núcleo. O diretor da unidade, Júlio Benatti, adiantou que devem ser ofertados em Sorriso cursos relacionados à área de negócios e de produção agrícola, mas isso ainda passará por análise.

Ele também esclareceu a razão de a Unemat não pensar em instalar um campus em Sorriso agora. “Nós entendemos que aquele campus tradicional, como há 13 da universidade, não faz sentido a gente colocar numa cidade onde a gente está trazendo ensino superior atualmente, porque é uma estrutura um pouco engessada, que é necessária existir porque sem ela a gente não consegue oferecer esses cursos nos outros municípios. Diante disso, é mais interessante que a gente tenha oferta de turma única, que é uma turma que a gente consegue adaptar à demanda do município. Então oferta, por exemplo, a primeira vez um curso de agronomia, depois eu venho com pedagogia, depois uma turma da matemática e vou adaptando essa oferta em função das demandas do município”, disse o diretor da Unemat Sinop.

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O deputado Xuxu Dal Molin comemorou a notícia de instalação do núcleo da universidade em agosto. “Nós sugerimos a utilização do prédio da Seciteci para que também a Unemat pudesse vir definitivamente para Sorriso. O secretário deu ok, o governador está dando ok e a Assembleia com certeza vai dar todo o apoio para a gente trazer definitivamente uma estrutura da Unemat para a cidade. Será uma revolução, realizando o sonho de muitos jovens que poderão estudar, fazer cursos de qualidade, públicos, gratuitos”, comentou o parlamentar.

“Pelo o que nós entendemos, se você edificar um campus, com aqueles cursos engessados, você não vai poder atender as demandas que evoluem rapidamente. Então nós tendo aqui uma estrutura de pessoas que vão aqui permanecer aqui, ouvindo em campo as demandas e construindo os novos cursos, talvez é muito melhor do que um campus para esse momento. E ali na frente, pode se transformar num campus. Então o primeiro passo, e definitivo, foi dado”, completou Xuxu Dal Molin.

“Eu quero agradecer imensamente a Assembleia Legislativa, o executivo e as entidades que estão fazendo parte disso. Você não tem como falar de planejamento com empresários, com produtores, com o setor industrial se você não tiver um planejamento e uma universidade que vai garantir mão de obra para essa cadeia”, concluiu o presidente da Câmara Municipal de Sorriso, vereador Rodrigo Materazzi (Republicanos).

Fonte: ALMT – MT

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Governo pede aprovação de projeto emergencial para conter alta do combustível

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), entregou na manhã desta terça-feira (28), ao presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), mensagem acompanhada de projeto de lei que autoriza o estado a aderir à cooperação financeira com a União, nos termos da Medida Provisória nº 1.349, de 7 de abril de 2026, que instituiu o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis.

A proposta tem como objetivo permitir a concessão de subvenção econômica ao óleo diesel, como forma de reduzir os custos do combustível e minimizar os impactos no transporte e na produção. Além disso, o projeto prevê a extensão de tratamento previsto na Lei nº 7.263, de 27 de março de 2000, incluindo o congelamento do valor da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) até 31 de dezembro de 2026, para fins de recolhimento das contribuições ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

O governador explicou que as medidas representam redução de tributos e renúncia de receitas por parte do Estado. Segundo ele, Mato Grosso deverá aportar aproximadamente R$ 150 milhões para subsidiar o óleo diesel e cerca de R$ 350 milhões com o congelamento do Fethab, totalizando uma redução de impostos estimada em torno de R$ 0,5 bilhão neste ano.

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“O que nós estamos fazendo hoje é diminuir a carga tributária. Sempre que nós pudermos diminuir o peso do Estado sobre o cidadão mato-grossense, nós faremos isso com muita alegria”, afirmou Pivetta.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, informou que o projeto será submetido à apreciação dos parlamentares já na sessão ordinária desta quarta-feira (29), com possibilidade de votação em regime de urgência.

Foto: Ronaldo Mazza

“Amanhã vamos fazer a leitura em plenário e, se houver consenso entre os deputados, buscar a votação. O governador pediu urgência porque quer uma resposta rápida. Vamos dialogar com os parlamentares para agilizar a tramitação, pois se trata de um projeto importante para Mato Grosso, com impacto direto na diminuição de impostos para o cidadão”, destacou o parlamentar.

O governador destacou ainda que a medida busca evitar o aumento do preço do combustível e reduzir os impactos nos custos do transporte e da produção. Ele explicou que a diminuição do preço ao consumidor dependerá das distribuidoras, que são as responsáveis por receber os subsídios, e que órgãos de controle poderão atuar caso haja irregularidades.

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De acordo com o documento encaminhado ao Legislativo, a União instituiu o regime emergencial para atenuar os efeitos da volatilidade dos preços decorrentes de conflitos geopolíticos e garantir o abastecimento nacional de combustíveis. Nessa disposição, a participação de Mato Grosso corresponde a 6,12% da contribuição conjunta dos estados e do Distrito Federal, perfazendo o limite de R$ 122.400.000 (cento e vinte e dois milhões e quatrocentos mil reais).

O projeto foi encaminhado com pedido de urgência, diante da necessidade de aplicação rápida das medidas para reduzir custos e evitar impactos econômicos no estado.

Fonte: ALMT – MT

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