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Comissão de Direitos Humanos da ALMT limpa pauta e aprecia 193 proposições

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A Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania, Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na manhã desta terça-feira (20), reunião para deliberar 193 proposituras, entre projetos de lei complementar, projetos de lei e projetos de resolução. Entre os temas abordados, está a criação da Comenda Mulher Destaque e a instituição da campanha Maio Laranja, de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

De autoria da Mesa Diretora da ALMT, o Projeto de Resolução nº 301/2025, aprovado pela comissão, cria a Comenda Mulher Destaque do Poder Legislativo. A honraria será concedida a mulheres que atuam em defesa de causas sociais, políticas, culturais, econômicas, religiosas, esportivas e outras áreas de relevância no estado.

Segundo o deputado Sebastião Rezende (União), presidente da Comissão, a proposta reforça o papel da Assembleia em reconhecer o protagonismo feminino na sociedade. “É uma forma de valorizar a contribuição de tantas mulheres que atuam em prol da população mato-grossense”, afirmou.

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O parlamentar também destacou o projeto de sua autoria, que prevê a veiculação, nos canais de comunicação da ALMT, de informações sobre as redes de enfrentamento e prevenção à violência contra a mulher. A medida busca ampliar a divulgação de serviços e orientações disponíveis às vítimas.

Durante a reunião, foram aprovados 133 projetos de resolução. Rezende explicou que o Regimento Interno da Casa estabelece os critérios para a apresentação de proposições desse tipo, como o número de honrarias e títulos de cidadania que cada parlamentar pode propor. “Houve um acúmulo de matérias porque não tivemos reunião ordinária anteriormente, mas conseguimos limpar a pauta com participação efetiva dos membros da Comissão”, disse.

Outro destaque da reunião foi o Projeto de Lei nº 954/2024, de autoria do presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), que cria a campanha Maio Laranja no estado. A proposta, aprovada pela Comissão, quer instituir ações anuais no mês de maio voltadas à conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A campanha inclui a iluminação de prédios públicos na cor laranja e a realização de palestras, eventos e atividades educativas.

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A próxima reunião da Comissão de Direitos Humanos está agendada para o dia 17 de junho, às 10h, na Sala de Reuniões das Comissões “Deputada Sarita Baracat” – 226, na sede do Parlamento estadual.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública apresenta diagnóstico técnico e define encaminhamentos para Reserva Guariba-Roosevelt

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Moradores do distrito de Guariba, em Colniza, lotaram o Centro de Eventos da Igreja Assembleia de Deus, nesta segunda-feira (29), para acompanhar a audiência pública que apresentou o Diagnóstico Técnico Integrado sobre a Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt e os encaminhamentos que deverão orientar as próximas discussões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Entre as principais conclusões do relatório estão a existência de ocupações rurais consolidadas anteriores à ampliação da reserva, a presença histórica de comunidades tradicionais e a necessidade de adoção de um modelo híbrido de redimensionamento territorial, conciliando preservação ambiental e regularização fundiária. O estudo também servirá de base para a análise do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 11/2025, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).

O diagnóstico foi apresentado pelo antropólogo Joany Arantes, responsável pelo estudo antropológico e psicossocial realizado na região. Segundo ele, o levantamento reuniu informações de campo, entrevistas e análises técnicas para compreender a realidade social, econômica e ambiental existente na área.

”O estudo identificou a presença de comunidades tradicionais ribeirinhas, mas também constatou a existência de ocupações consolidadas anteriores à ampliação dos atuais limites da reserva, além de sobreposições fundiárias que precisam ser enfrentadas com responsabilidade”, explicou Arantes.

De acordo com o antropólogo, a proposta não prevê a redução da proteção ambiental, mas busca alternativas para solucionar conflitos históricos. “Reduzir conflitos não significa reduzir proteção. O que propomos é a construção de soluções que garantam segurança jurídica às famílias, preservem o meio ambiente e assegurem os direitos das populações tradicionais”, afirmou.

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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Com base nos levantamentos realizados, o estudo sugere o redimensionamento da área da unidade de conservação, com a exclusão de aproximadamente 48 mil hectares. “Caso essa proposta seja aprovada pela Assembleia Legislativa, após os debates necessários, a Resex passaria dos atuais cerca de 164 mil hectares para aproximadamente 111 mil hectares”, acrescentou Arantes.

Autor do requerimento da audiência pública e presidente da Comissão Especial que acompanha o tema, o deputado Cattani destacou que o relatório representa um importante instrumento técnico para subsidiar as decisões do Parlamento.

“O principal objetivo é corrigir uma injustiça histórica, garantindo segurança jurídica às famílias assentadas pelo próprio Estado antes da criação da reserva”, declarou.

Cattani ressaltou ainda que a proposta em discussão não prevê a extinção da unidade de conservação, mas a revisão de seus limites. “O PDL vai corrigir essa distorção e garantir segurança jurídica às famílias, sem abrir mão da preservação ambiental. Depois de todo o estudo realizado, a proposta ganha ainda mais força por estar fundamentada em dados técnicos”, argumentou.

O parlamentar informou que o relatório será apreciado pela Comissão Especial e subsidiará a tramitação do PDL nº 11/2025, que propõe sustar os efeitos do decreto estadual que ampliou a reserva em 2015 e discutir um novo desenho territorial para a unidade de conservação.

Além das questões fundiárias, o estudo apontou impactos sociais decorrentes da insegurança jurídica prolongada, como dificuldades para regularização das propriedades, indefinição dos limites territoriais e agravamento dos conflitos sociais na região.

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Entre as recomendações apresentadas pela equipe técnica estão a proteção integral das comunidades ribeirinhas e das áreas ambientalmente sensíveis, a regularização das ocupações consolidadas conforme critérios legais, a elaboração e implementação do Plano de Manejo da unidade, o fortalecimento da fiscalização ambiental e a criação de mecanismos permanentes de proteção às populações tradicionais.

Também participaram da audiência o vice-prefeito de Colniza, Marco Antônio Faita, os vereadores Cláudia Kafer e Jonas de Oliveira Miranda, além de lideranças comunitárias, produtores rurais e representantes de diversos segmentos da sociedade.

A vereadora Cláudia Kafer destacou a importância do estudo para orientar as decisões futuras sobre a reserva. “Esse estudo é fundamental para nortear o que será feito daqui para frente e traz informações que deveriam ter sido levantadas antes da criação e ampliação da reserva, ouvindo todas as partes envolvidas”, afirmou.

Morador da região há 23 anos, Adolfo Gordino Dornelas manifestou preocupação com a falta de regularização fundiária. Segundo ele, a insegurança jurídica tem causado prejuízos e dificultado a vida de diversas famílias que vivem no distrito.

Entenda o caso

Criada em 1996 pelo Governo de Mato Grosso, a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt possuía originalmente cerca de 57 mil hectares. Em 2015, sua área foi ampliada para aproximadamente 164 mil hectares, passando a abranger áreas ocupadas por moradores e produtores rurais, o que intensificou os conflitos fundiários.

Fonte: ALMT – MT

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