“As facções criminosas têm implantado um verdadeiro ‘estado paralelo’ na periferia das cidades mato-grossenses, ocupando o vazio da ausência estatal no atendimento à saúde, à assistência social, esporte, lazer e cultura”.
O alerta foi feito na tarde de quarta-feira (15) pelo deputado Wilson Santos (PSD) na reunião de instalação da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele também questionou a mudança – sem razão aparente ou explicação do governo – na alta cúpula da Secretaria de Estado de Segurança Pública.
Santos conduziu a reunião, na qual o deputado Elizeu Rezende (PL) foi reconduzido à presidência da comissão – além deles, também composta pelos pares Valmir Moretto (Republicanos), Alberto Machado “Beto Dois a Um” (PSB) e João de Matos “Dr. João” (MDB), que será o vice-presidente.
DIREITOS HUMANOS
Antes aconteceu a instalação da Comissão de Direitos Humanos, Direitos de Defesa da Mulher, Cidadania, Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso, para a presidência da qual foi eleito o deputado Gilberto Cattani (PL). “Nossos debates e proposições sobre direitos humanos não terão a contaminação do viés ideológico”, assegurou o parlamentar.
Além de Cattani, a comissão será composta pelos deputados Lúdio Cabral (PT), Max Russi (PSB), Sebastião Rezende (União) e Thiago Silva (MDB), escolhido para a vice-presidência.
A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atuou, no primeiro semestre de 2026, na análise de proposições, fiscalização e acompanhamento de ações relacionadas à saúde pública no estado.
Segundo relatório do Núcleo Social, responsável pelo assessoramento técnico às comissões permanentes da área, no período foram realizadas seis reuniões ordinárias, uma audiência pública, seis visitas técnicas e seis registros de convocações, convites e solicitações de informações.
A comissão analisou mais de 170 proposições relacionadas às suas áreas de competência. As matérias passaram por apreciação técnica, com emissão de pareceres de mérito, conforme as normas regimentais.
As ações de fiscalização incluíram visitas ao Hospital Regional de Cáceres, aos hospitais municipais de Pontes e Lacerda e de Confresa e às obras do futuro Hospital Regional de Confresa, além do acompanhamento da situação dos hospitais regionais de Sorriso e Sinop. As agendas permitiram verificar presencialmente a situação de unidades e o andamento de obras de saúde em diferentes regiões de Mato Grosso.
O acompanhamento de obras hospitalares também incluiu a convocação de representantes de empresas responsáveis por empreendimentos em andamento no estado. A Construtora Augusto Velloso, responsável pelas obras dos Hospitais Regionais de Tangará da Serra e Confresa, e a Salver Construtora e Incorporadora, responsável pela construção da unidade hospitalar de Juína, foram chamadas pela comissão para prestar esclarecimentos sobre o andamento dos trabalhos, os prazos e eventuais entraves nos projetos.
Audiência pública para debater o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
As convocações foram aprovadas a partir de requerimento apresentado à comissão, em meio às discussões sobre o ritmo de execução das obras de hospitais regionais. À época, foram apontadas diferenças no andamento de empreendimentos similares.
A comissão também realizou uma audiência pública para discutir o processo de estadualização da oncologia em Mato Grosso e acompanhar a execução do contrato firmado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) com o Hospital de Câncer.
Além das construtoras, houve convocação de secretários de estado de Saúde. Um dos objetivos foi buscar esclarecimentos sobre exonerações e desligamentos de profissionais vinculados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os possíveis impactos na continuidade e na eficiência do serviço.
A comissão solicitou ainda informações ao governador sobre as contratações temporárias realizadas pela Secretaria de Estado de Saúde e sobre o concurso público da pasta. A comissão também convidou o secretário de Saúde e representantes do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
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