Fadas, anjos, estrelas, a lua e tantos outros seres dos sonhos humanos inspiram o novo show do Coro Experimental MT (CEMT), que abre a temporada 2024 nesta quinta-feira (6), no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros. O espetáculo “Sonho que se Canta Junto” será às 20 horas e os ingressos estão sendo vendidos pela plataforma Sympla (https://abrir.link/XRuwt). Há opção de meia solidária, com a doação de um quilo de alimento não perecível.
O roteiro escrito por Jefferson Neves – maestro que divide a direção artística do CEMT com Tuanny Godoi, é um convite para uma viagem em que pessoas comuns contracenam com criaturas do reino dos sonhos. As cenas acontecem ao som de canções como “Sonho Meu”, “Lua soberana” e “Noite Severina”, tudo embalado em arranjos originais do próprio maestro.
“Desde sua estreia há sete anos, o CEMT traz como característica a criatividade e a inovação, sem abrir mão da nossa paixão pelo canto coral”, registra Jefferson Neves. “Nossa intenção não é apenas apresentar um espetáculo de canto coral! É fazer teatro, utilizando os elementos cênicos para potencializar a experiência da plateia”, contextualiza o maestro.
“Sonho que se Canta Junto” questiona o que é sonho e o que é realidade e recorre à estética surrealista de Salvador Dali na criação de cenário e figurinos. O cenário do espetáculo foi concebido sob a coordenação da artista visual Rosylene Pinto (integrante do naipe dos sopranos) e os figurinos foram criados sob supervisão do fashionista e designer Luiz Pita (integrante do naipe dos baixos).
Vítor Falcão, outro representante dos baixos, recém-formado pela MT Escola de Teatro, idealizou o projeto de iluminação. Como de hábito, os próprios coralistas participam da confecção do cenário e a arte do material de divulgação foi desenvolvida por Nara Selva, que também integrou o CEMT.
O grupo de canto coral tem produção independente e conta com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT), que cede o salão do Palácio da Instrução para ensaios, e da Assembleia Social e do Teatro Zulmira Canavarros, como “palco-casa”.
“O Coro Experimental MT é um grupo de resistência, que apresenta toda a riqueza musical de Mato Grosso em uníssono, como é a própria relação dos integrantes. E cada novo espetáculo apresenta muita beleza na composição, no cenário, em como nos envolve. E é por isso que as portas do Teatro Zulmira estão sempre abertas aos coralistas e ao público! Estamos esperando todos vocês!”, convida a superintendente da Assembleia Social e diretora do teatro, Dani Paula Oliveira.
O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.
A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.
A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.
“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.
Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.
“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.
Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.
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