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CST da Saúde Mental visita Hospital Adauto Botelho

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Membros da Câmara Setorial Temática (CST) de Saúde Mental e Atendimento Psicossocial na Rede de Saúde Pública visitaram, nesta terça-feira (27), o Hospital Adauto Botelho, em Cuiabá. 

O hospital possui 70 leitos, divididos em três setores (acolhimento à crise, masculino e feminino) e recebe pacientes regulados por outras unidades de saúde, como policlínicas, Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O diretor-geral da unidade, Paulo Henrique de Almeida, explicou que ao dar entrada no hospital pelo setor de acolhimento à crise, o paciente permanece em observação por 72 horas. Nesse período, passa por avaliação de equipe multidisciplinar, composta por médicos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e arteterapeutas, que, em conjunto, avaliará a necessidade de tratamento do paciente. A mesma equipe também acompanha o paciente durante o período de internação.

Durante a visita, o presidente da CST, deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) e os demais membros, conheceram toda a estrutura física do prédio, considerada inadequada para os protocolos de atendimento psiquiátrico utilizados atualmente.

“O Adauto Botelho é um hospital muito antigo, então ele ainda carrega
a estrutura manicomial, em que os pacientes em sofrimento psíquico ficam presos. Hoje em dia, o paciente em sofrimento psíquico é tratado e reinserido na sociedade. Então, como o hospital é muito antigo, ele ainda carrega grades, carrega esse preconceito, mas que a nova estrutura que está sendo feita juntamente com o Governo do Estado acaba com isso. A parte nova não tem grades, possui janelas amplas e uma ambiência que favorece o tratamento do paciente”, explicou o diretor da unidade.

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Entre os avanços registrados nos últimos anos, Paulo Henrique destacou a redução do tempo de espera na fila para internação e a redução do tempo de permanência na unidade. 

“A gente tem um cuidado para que esse paciente seja readmitido na sociedade, readmitido na família, para que não perca o convívio social. Então, a gente conseguiu reduzir esse tempo de internação com a assistência integrada ao paciente”, frisou.

Além disso, o gestor destacou a implantação de projeto de alta assistida, em que uma equipe de assistentes sociais do hospital continua acompanhando os pacientes durante seis meses após a alta. Segundo ele, a iniciativa resultou na redução de 48% dos casos de reinternação.

Os membros da CST visitaram também as obras de construção das novas instalações, que contará com 14 leitos de internação, além de setores de regulação e administrativo, salas de arteterapia e TV, refeitório e um pátio para convivência. Segundo o diretor do hospital, a previsão é que a primeira etapa das obras seja entregue em setembro deste ano.

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Após a visita, o deputado estadual Carlos Avallone afirmou que a saúde mental precisa ser tratada como prioridade pelo estado e se comprometeu a inserir o assunto na pauta de discussões do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, que será apreciado pela Assembleia Legislativa.

“Eu fiquei extremamente impactado com a forma como a saúde mental é tratada em Mato Grosso. São muitos anos de abandono e, realmente, com a pandemia nós precisamos dar uma atenção maior a isso. Nós estamos nesse momento na Assembleia discutindo o PPA, que é o plano para os próximos quatro anos. Saúde mental tem que ser prioridade nos próximos quatro anos e nós vamos fazer todo o empenho com esse grupo de profissionais, de pessoas dedicadas,
para que isso aconteça”, declarou.

O parlamentar informou ainda que a CST dará prosseguimento às visitas a unidades ligadas ao Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho. 

Fonte: ALMT – MT

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Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Procuradoria da ALMT

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Acolher, orientar e encaminhar são alguns dos principais papéis da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Com atendimento especializado e sigiloso, a unidade acolhe mulheres em situação de violência ou violação de direitos e também orienta servidores e demais pessoas que presenciem ou tenham conhecimento de casos.

A Procuradoria atende situações de violência física, psicológica, sexual, moral, patrimonial ou digital, além de casos de assédio, discriminação e violência política de gênero. A equipe também acolhe relatos de ameaça, perseguição, controle, humilhação e outras condutas que possam representar violação de direitos.

Quem pode procurar — O atendimento especializado é destinado às mulheres, mas servidores e outros interessados também podem buscar a Procuradoria quando quiserem ajudar ou encaminhar uma colega, familiar, amiga ou outra mulher que esteja passando por uma situação de violência.

A PEM orienta a que não é necessário saber previamente qual tipo de violência está ocorrendo ou qual órgão deve ser acionado. A equipe realiza a escuta inicial, identifica as necessidades e orienta sobre os caminhos disponíveis.

A mulher pode procurar a Procuradoria mesmo que ainda não tenha decidido registrar uma denúncia. “A Procuradoria Especial da Mulher representa a capacidade de atuação do Poder Legislativo no enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso. É uma resposta concreta do Parlamento diante de uma realidade que ainda entristece e preocupa o nosso estado”, afirma a coordenadora da PEM, Thayara Novaes.

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Os serviços incluem acolhimento e escuta qualificada, orientação jurídica, psicológica e social, encaminhamento e acompanhamento de casos, informações sobre direitos e articulação com os órgãos da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

Foto: Luciano Campbell/ALMT

A Procuradoria também promove palestras, capacitações, campanhas e ações educativas e de prevenção. Outra frente de atuação é o apoio às Câmaras Municipais na criação, implantação e fortalecimento das Procuradorias da Mulher, ampliando a presença dessa estrutura nos municípios.

“Além de oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento nas áreas jurídica, psicológica e social, a PEM atua na prevenção, na articulação com a rede de proteção e junto às Câmaras Municipais, ampliando a capilaridade de um serviço que muitas vezes não chega aos pequenos municípios”, destaca Thayara.

Como funciona — Após o relato da pessoa que buscou o serviço, a equipe avalia a situação e os possíveis riscos, presta as orientações necessárias e, quando cabível, encaminha a mulher aos serviços responsáveis, como Polícia, Delegacia Especializada, Defensoria Pública, Ministério Público, saúde e assistência social. O procedimento, de acordo com a PEM, segue um fluxo de acolhimento, identificação da necessidade e do risco, orientação, encaminhamento e, quando necessário, acompanhamento.

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A Procuradoria ressalta que sua atuação não substitui a dos órgãos responsáveis por serviços especializados. A PEM não realiza investigação policial, não registra boletim de ocorrência, não concede medidas protetivas nem presta atendimento médico de urgência. Quando a demanda não é de sua competência, a equipe orienta sobre o serviço adequado.

Em situações de risco imediato, agressão em andamento ou ameaça à vida, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Posteriormente, a PEM pode atuar no acolhimento, orientação e articulação com a Rede de Proteção.

A Procuradoria Especial da Mulher funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Sala 17, no térreo da ALMT. O contato também pode ser feito pelo telefone (65) 3313-6802, pelo WhatsApp Zap-Delas, no (65) 98134-1655, ou pelo e-mail [email protected].

O atendimento é realizado de forma reservada e sigilosa, preservando a privacidade das mulheres e as informações compartilhadas. Não é necessário agendamento para o acolhimento inicial.

Fonte: ALMT – MT

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