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CST Projeto Panga entra na reta final dos trabalhos

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A Câmara Setorial Temática (CST) Projeto Panga realizou na manhã desta segunda-feira (9), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a terceira reunião de trabalho para a atualização sobre a produção do peixe-panga no Brasil, sob a ótica técnica e ambiental.

De acordo com o autor da CST, deputado Gilberto Cattani (PL), o desafio é sensibilizar as autoridades e mostrar a viabilidade e rentabilidade da produção dessa espécie em Mato Grosso.

“Em vários outros estados, como exemplo São Paulo, a comercialização dessa espécie é rentável. O Pangasius, que é um peixe oriundo da Ásia, pode fazer com que a piscicultura seja cada vez mais viável economicamente e até ambientalmente. Você não precisa mais escavar tanque, nem nada. Com a mesma quantidade de pisciculturas que temos hoje, no estado, nós podemos quadriplicar a produção só inserindo peixe-panga”, explicou o deputado Cattani.

O parlamentar explicou também que “estamos explicando e tentando conscientizar o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), imposta pelo órgão, não condiz com a realidade, pois o cultivo dessa espécie não extrapola a competência legislativa suplementar dos estados. Estamos lutando para que o órgão entenda que a necessidade desse peixe e a segurança que ele traz, tanto alimentar, quanto de produtividade. Não existe nenhum risco para o meio ambiente, nem nada do gênero”, justificou Cattani.

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De acordo com o presidente da Associação dos Aquicultores do Estado de Mato Grosso (Aquamat), Derci Carlos Fornari, o peixe-panga é para a piscicultura uma alternativa de comercialização e ganho reais.

“É uma alternativa de espécie para o piscicultor. Nós podemos explorar diferentes sistemas de produção. Por exemplo, explorar tanques já existentes para pequenos e médios produtores e trabalhar com alta densidade e atingir o mercado que já existe no Brasil, que é um grande exportador de filé de panga do Vietnã. Nós entendemos que esse mercado traz uma oportunidade para alavancar a piscicultura do estado e essa é uma grande estratégia”, explicou Darcy.

A professora do Departamento de Biotecnologia e Produção Vegetal e Animal da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Luciana Seki Dias, afirmou que é necessário fortalecer a cadeia produtiva do peixe-panga no país. Segundo ela, o Brasil tem condições climáticas, água em abundância, além de pessoas querendo produzir essa espécie de peixe.

“O Pangasius está no Brasil de forma legal; veio como importação e com a finalidade de aquário, e depois disso foi proibido. Nós importamos de 40 a 60 mil toneladas de filés vindos do Vietnã. Temos sim capacidade produtiva, de ordenamento e segurança para a produção”, contou Luciana.

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A professora acrescentou também que “não adianta o órgão A ou B dizer que a produção do panga é proibida. É preciso ordenar, regulamentar de forma legal tudo isso. Nossa equipe técnica já realizou um estudo atualizado sobre a literatura internacional e mostrou que essa espécie não oferece nenhum risco à população, e nem para o habitat natural. O panga também não compete com o filé de tilápia. O mercado desse peixe está consolidado no país. Em Mato Grosso estamos à disposição das autoridades para mostrar a importância e a viabilidade da produção do panga no estado”, contou Luciana.

“Estamos na reta final dessa CST, e, aqui, na Casa, temos certeza que não precisamos convencer ninguém, pois todos os deputados já votaram a favor do projeto. Não precisamos convencer o governador também, mas nós temos que convencer o Ministério Público que de fato é um benefício muito grande para o estado de Mato Grosso. Vamos apresentar um relatório final dessa comissão e mostrar ao MPMT que a essa lei é constitucional e benéfica à população em Mato Grosso”, finalizou o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão de Fiscalização debate resultados do Relatório Anual de Gestão de 2025 em audiência pública

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A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia realizou audiência pública para apresentação do Relatório Anual de Gestão (RAG) de 2025 na tarde desta quinta-feira (25). A exposição foi feita pelo representante da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Executivo estadual, Sandro Brandão.

O documento avalia anualmente a execução dos programas, indicadores e ações previstos no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 e integra a prestação de contas do governo estadual. Durante a audiência, foram apresentados os resultados consolidados da gestão referentes ao exercício de 2025, abrangendo áreas como educação, saúde, infraestrutura, meio ambiente, segurança pública, transformação digital e responsabilidade fiscal.

Segundo Sandro Brandão, o relatório apresentado representa o acompanhamento de metade do ciclo do atual PPA e permite verificar o cumprimento das metas estabelecidas para o período. “A gente vai conseguir identificar as atividades, as ações e as entregas que foram realizadas no ano de 2025. É um acúmulo de um grande planejamento que é feito até 2027”, afirmou.

Brandão destacou que o documento demonstra como o Estado vem articulando políticas públicas para ampliar sua capacidade de entrega à população. “O que a gente vai mostrar é como o [governo do] estado criou capacidade envolvendo a articulação dessas políticas públicas para poder entregar valor para a sociedade”, explicou.

Entre os destaques apresentados estão os avanços na educação, apontada pelo secretário adjunto como uma das áreas de melhor desempenho do governo. Segundo ele, os resultados são consequência de um conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura escolar, qualificação dos profissionais e ampliação do acesso à tecnologia. “Hoje Mato Grosso está numa posição muito mais favorável do que quando nós iniciamos. É o resultado de todas as políticas que foram feitas na Secretaria de Educação”, avaliou.

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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Os dados do relatório mostram que o governo alcançou 98% das metas dos indicadores estratégicos previstos para o período, executou 91% das ações planejadas e atingiu 97% de execução financeira dos recursos previstos para 2025. O documento também registra resultados em áreas como regularização fundiária, infraestrutura rodoviária e digitalização dos serviços públicos.

Presidente da comissão, o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) destacou que o RAG é uma ferramenta essencial para acompanhar a execução do planejamento governamental. “O relatório apresenta para a sociedade quais são essas mudanças e qual é o rumo para os quatro anos de uma gestão. É assim que a sociedade vai acompanhando todos os resultados”, afirmou.

Avallone também ressaltou a importância do trabalho técnico desenvolvido pelas equipes de planejamento do Estado. “As pessoas não veem, não reconhecem, mas essas equipes trabalham pensando em como alcançar as metas anunciadas. Elas têm que colocar tudo isso no orçamento, em ações e metas, e fazem isso com muita competência”, declarou.

O parlamentar ainda destacou o esforço para aproximar a população das discussões orçamentárias. Segundo ele, iniciativas como o Orçamento Mulher ajudam a tornar um tema técnico mais acessível. “O orçamento é uma peça muito distante da sociedade. O que nós temos tentado fazer é transformar uma peça técnica em um entendimento popular, para que as pessoas possam participar mais dela”, disse.

A audiência contou com a participação de representantes da sociedade civil. A presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, Tânia Regina de Matos, apresentou questionamentos relacionados ao Orçamento Mulher e às políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Segundo ela, o interesse pelo tema surgiu após um processo de capacitação voltado ao controle social do orçamento público. “Nós buscamos entender o orçamento para que as mulheres pudessem dominar essa ferramenta e exercer efetivamente o controle social”, explicou.

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Tânia afirmou que, após a análise prévia do relatório, o grupo identificou pontos que merecem maior esclarecimento. Entre eles, os indicadores relacionados à violência de gênero. “O feminicídio foi o único indicador que aumentou. Não faz sentido um estado que se diz campeão de prosperidade não planejar políticas públicas, ou planejar mal políticas públicas, para diminuir a violência contra a mulher”, argumentou.

Ela também relacionou o debate aos avanços registrados na área da educação e defendeu a criação de indicadores que permitam medir os resultados das ações de conscientização nas escolas. “A gente quer saber qual vai ser o indicador de que realmente essa temática está sendo absorvida pelos alunos das escolas públicas aqui do Estado de Mato Grosso”, questionou.

Transparência – Outro destaque da audiência foi a apresentação de uma plataforma digital baseada em inteligência artificial, desenvolvida pela Seplag para facilitar o acesso da população ao conteúdo do relatório. De acordo com Brandão, a ferramenta permite que qualquer cidadão consulte informações sobre políticas públicas em linguagem simples. “Qualquer cidadão mato-grossense pode perguntar o que foi feito para as mulheres, para os idosos, para a saúde ou para determinada região, e a plataforma apresenta essas informações de forma simples e acessível”, explicou. Acesse neste link.

Brandão definiu o Relatório Anual de Gestão como uma das principais ferramentas de avaliação da administração estadual. “O RAG fecha o ciclo do planejamento. Ele mostra o que foi planejado, o que recebeu orçamento e o que efetivamente foi realizado. É, na minha opinião, o documento mais importante que o governo entrega à sociedade”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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