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Deputado Avallone integra missão internacional da Aprosmat nos EUA

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O deputado Carlos Avallone (PSDB) representa a Assembleia Legislativa (ALMT) na missão internacional aos Estados Unidos da América (EUA) organizada pela Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat) que reúne 34 membros, entre produtores de sementes, parlamentares e representantes do setor produtivo. A programação, realizada entre os dias 23 e 31 de agosto, inclui reuniões técnicas, visitas a unidades de pesquisa e acesso a soluções inovadoras aplicadas à produção de sementes.

Nesta terça-feira (26), o grupo visitou a Stine Seed Company, nos Estados Unidos, em uma agenda de visitas que inclui ainda a GDM Seeds, BASF, Syngenta, Bayer e Corteva, empresas que trabalham com produção de sementes. A empresa familiar, liderada por Harry Stine, detém o maior banco de germoplasma do mundo e realiza mais de 1 milhão de cruzamentos anuais para o melhoramento das culturas de soja e milho. Atualmente, a cada três hectares de soja plantados no país, dois utilizam genética desenvolvida pela empresa.

Avallone destacou a importância do intercambio para fortalecimento das trocas comerciais para MT. “Estivemos em Adel, Iowa (EUA), na sede da Stine empresa referência mundial em genética de soja e milho, presente em 12 países e que está ampliando seus investimentos no Brasil, especialmente em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, onde investem mais de US$ 500 milhões na produção de etanol de milho. Conversamos com o Harry Stine que tem 84 anos e é pioneiro no melhoramento genético de sementes desde a década de 1940.”, enfatizou.

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“Nosso objetivo é conhecer o trabalho destas empresas e melhorar nossa legislação para avançar no uso da biotecnologia. Quanto mais resistente a pragas for uma semente, menor será a utilização de defensivos agrícolas, o que favorece o meio ambiente e a saúde da população”, afirmou o parlamentar.

Na comitiva mato-grossense estão o presidente da Aprosmat, Nelson Croda, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), Vilmondes Tomain, o secretário de Desenvolvimento Econômico César Miranda, o presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Lucindo Zamboni e a deputada federal Coronel Fernanda (PL). Participa também o deputado federal Alceu Moreira (MDB), membro da Frente Parlamentar da Agricultura e presidente da Frente do Biodiesel.

O objetivo do grupo é alinhar experiências internacionais às demandas regionais, priorizando inovação, sustentabilidade, aumento da produtividade e adaptação de tecnologias à realidade de Mato Grosso. “Estamos conhecendo e buscando tecnologias e parcerias estratégicas para expandir a produção com menor utilização de defensivos, possivel através do melhoramento genético das sementes”, explicou o deputado Avallone.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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