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Deputado Wilson Santos participa da entrega de equipamentos para a agricultura familiar em Tangará da Serra

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) acompanhou de perto os investimentos do governo federal no fortalecimento da agricultura familiar nos municípios de Campo Verde e Várzea Grande e, recentemente, esteve em Tangará da Serra para participar a entrega de novos maquinários e equipamentos, realizada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD). A ação, ocorrida na última sexta-feira (18), no Assentamento Antônio Conselheiro (Agrovila II), integra o Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar em Mato Grosso, beneficiando também os municípios de Nortelândia e Nova Olímpia.

Além dele, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) também foi representada pelo primeiro-secretário, deputado Dr. João (MDB), e pelos parlamentares Valdir Barranco e Gleice Santos, ambos do PT. A solenidade contou ainda com lideranças políticas de Nova Olímpia, Denise, Porto Estrela e Nortelândia, representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cooperativa Regional de Produção Agropecuária da Agricultura Familiar (COOPRAF), entre outras entidades representativas e convidados.

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Defensor da reforma agrária, o parlamentar elogiou a atuação do ministro Fávaro, destacando os programas que vêm impulsionando a produtividade das famílias que vivem da agricultura familiar. “A reforma agrária não se faz apenas com a entrega de terras. É preciso garantir incentivos como linhas de crédito, insumos, equipamentos, maquinários e assistência técnica para suprir as carências e atender às necessidades do pequeno produtor rural”, afirmou o deputado.

“É um momento muito positivo e que deve ter continuidade. Também acompanhei o lançamento do Programa Solo Vivo, que vai transformar Mato Grosso e o país com parcerias estratégicas para a preparação do solo, garantindo um plantio adequado e colheitas mais produtivas”, destacou o deputado. “Hoje, já produzimos mais do que muitos outros estados. Se o grande produtor consegue, o pequeno também pode fazer a agricultura decolar”, complementou.

Durante o evento, Carlos Fávaro reforçou o compromisso do governo federal em atuar para a população, independentemente do viés partidário. “As políticas públicas precisam chegar à população que depositou um voto de esperança. Diversos programas do Ministério da Agricultura estão em andamento e todos os 142 municípios de Mato Grosso serão contemplados. Nosso foco é manter o diálogo e valorizar os produtores do campo”, pontuou o ministro, que destacou que foram mais de R$ 600 bilhões investidos no setor agropecuário, sendo R$ 89 bilhões destinados exclusivamente à agricultura familiar.

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O ex-deputado federal e atual secretário da Presidência da República, Valtenir Pereira, destacou a competência técnica e os resultados obtidos por Fávaro, que abriu mais de 400 mercados para produtos brasileiros. Já, o prefeito de Tangará da Serra, Vander Alberto Masson, enfatizou a importância da união de esforços em prol do desenvolvimento rural do município. “Precisamos superar os desafios que o campo nos impõe. A presença do ministro Fávaro nos honra muito. Torcemos para que novas ações venham fortalecer ainda mais o nosso agronegócio”, disse o gestor.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública discute caminhos para fortalecer economia indígena em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) discutiu economia indígena e caminhos para fortalecer a autonomia dos povos originários no estado em audiência pública na tarde desta quarta-feira (15). O debate foi proposto pela deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT).

Na avaliação da parlamentar, é importante entender melhor a realidade econômica nas aldeias. “A ideia de discutir a economia indígena é para que possamos trazer propostas e levá-las ao poder executivo. Há uma ausência de políticas, talvez por não compreenderem quais são as nossas necessidades”, afirmou.

Eliane ressaltou que a economia indígena é diversa e envolve diferentes cadeias produtivas. “Temos a economia de subsistência, a agricultura familiar, onde se vende o excedente, e também povos que trabalham com monocultura. Precisamos entender essa dinâmica para apoiar desde a produção até a comercialização”, explicou.

Durante a audiência, lideranças e representantes de instituições também apontaram desafios como falta de assistência técnica, dificuldades logísticas e acesso limitado a mercados. O coordenador da Operação Amazônia Nativa (Opan), Ivar Busatto, destacou que o cenário atual exige novas estratégias. “As formas tradicionais de sustento continuam importantes, mas hoje não bastam sozinhas para garantir qualidade de vida. É fundamental investir em educação e em uma assistência técnica forte, que respeite a diversidade de cada povo”, disse.

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Ele reforçou ainda a importância de garantir a segurança alimentar e avançar na geração de renda. “A produção tradicional responde por grande parte das necessidades básicas. A partir disso, é preciso pensar na comercialização do excedente, com apoio à logística, feiras e até ao turismo”, pontuou.

Foto: Helder Faria

Conforme destacado durante a discussão, os povos indígenas atualmente precisam de renda para adquirir itens que não produzem, acessar serviços essenciais como saúde, educação e transporte, e enfrentar as mudanças ambientais e pressões externas que impactam seus territórios. “As mudanças climáticas têm impactado nossas plantações, com períodos de seca e chuva desregulados, o que dificulta o trabalho nas roças. Já tivemos situações em que a mandioca acabou cozinhando na própria terra por causa do calor”, relatou Suyani Terena. Ela é vice-presidente de um projeto que tem fortalecido a agricultura familiar, com protagonismo feminino na Aldeia Enawenê-Nawê, em Sapezal.

A experiência no local demonstra que o apoio faz diferença, uma vez que contam com assistência da Empaer em parceria com o município. “Trabalhamos com foco nas mulheres e na segurança alimentar. Hoje temos cerca de 30 mulheres atuando diariamente na terra, produzindo alimentos como mandioca, macaxeira e abóbora para o consumo e também para a venda. Mas precisamos de mais apoio para ampliar as culturas, incluindo o fortalecimento de pomares, da produção de citros e de alimentos tradicionais como a mandioca e a araruta”, explicou Suyani Terena.

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Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nelson Borges afirmou que o governo federal busca ampliar o apoio às comunidades. “Estamos trabalhando para aumentar o número de parcerias nos municípios e viabilizando financiamentos, como o Pronaf A Indígena. Também vamos promover feiras para fortalecer a comercialização dos produtos”, destacou o superintendente em Mato Grosso.

A deputada Eliane Xunakalo reforçou que as propostas debatidas serão encaminhadas ao Executivo estadual. “Vamos direcionar as demandas às secretarias para provocar ações concretas. Esse espaço é justamente para ouvir os povos e construir soluções”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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