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Deputados do Parlamento Jovem conhecem o Congresso Nacional

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Estudantes que participam da 9ª Legislatura do programa Parlamento Jovem da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) estiveram em Brasília, na terça-feira (4), em uma agenda de aprendizado e vivência política. A comitiva visitou a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, a Fundação Ulysses Guimarães, a Praça dos Três Poderes e outros marcos importantes da capital federal.

A atividade foi realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e acompanhada por servidores responsáveis pelas turmas de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.

O deputado estadual Thiago Silva (MDB), padrinho do projeto, destacou a importância da visita para a formação dos jovens parlamentares.

“Foi uma grande realização a ida dos deputados jovens a Brasília. Eles puderam aprender, na prática, como funciona a rotina da Câmara, do Senado e das principais instituições da capital. Este é um importante trabalho da Assembleia, que proporciona cidadania e aprendizagem aos estudantes e futuros líderes”, afirmou o parlamentar.

O coordenador do Parlamento Jovem, Éder Dourado, ressaltou que a experiência foi marcante para todos os participantes. “Eles tiveram uma agenda intensa, visitaram instituições importantes e foram recebidos pelos senadores Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL), que ouviram suas demandas e impressões sobre as realidades de suas regiões. Muitos nunca haviam viajado de avião e relataram que essa oportunidade foi inesquecível e transformadora para sua formação pessoal e cidadã”, destacou Éder.

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Entre os deputados jovens, Pedro Henrique do Carmo ressaltou o impacto positivo da visita. “A experiência foi ótima. Foi um prazer representar os alunos da rede estadual. O que mais me chamou a atenção foi a Praça dos Três Poderes, onde podemos ver claramente tudo aquilo que controla a nossa capital. Pretendo seguir na política, gosto de ajudar o próximo e quero continuar buscando conhecimento”, disse o estudante.

A vice-presidente do Parlamento Jovem, Melissa Monaski, também falou sobre o aprendizado adquirido durante a viagem.

“Foi uma experiência muito interessante, pois pude conhecer de perto Brasília e entender melhor o funcionamento dos três Poderes do Brasil. O que mais me chamou a atenção foi o plenário do Senado Federal, que achei muito bonito e impressionante por ser um espaço onde acontecem decisões importantes para o país. Os locais em Brasília são todos bem planejados e organizados, e me senti muito acolhida em cada visita. Admiro muito a carreira política e vou cursar Direito, talvez seguindo esse caminho no futuro e pretendo um dia atuar profissionalmente em Brasília e participar mais ativamente da vida pública”, destacou Melissa.

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A próxima etapa do programa será a organização da sessão ordinária simulada, quando os jovens deputados apresentarão projetos e propostas construídas a partir das experiências vividas durante o mandato.

Parlamento Jovem – É uma iniciativa da Assembleia Legislativa que tem como objetivo incentivar a participação política e o protagonismo juvenil, aproximando os estudantes do funcionamento do Poder Legislativo e do exercício da cidadania. Por meio de atividades práticas, debates e vivências, o programa contribui para a formação de jovens conscientes, participativos e comprometidos com o futuro de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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