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Prefeitos da Baixada Cuiabana oficializam adesão ao Fila Zero

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Os prefeitos da Baixada Cuiabana oficializaram a adesão ao programa “Gov MT Fila Zero na Cirurgia” após reunião realizada quinta-feira (20), na Secretaria de Estado de Saúde (SES), com o secretário Gilberto Figueiredo. No encontro, articulado pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), os gestores municipais discutiram os desafios do acesso a cirurgias eletivas e avaliaram os benefícios da inclusão no programa.

O deputado destacou a importância da parceria para garantir uma gestão da saúde mais sustentável. “A união é fundamental. A saúde é tripartite: precisa do município, do Estado e da União. Essa parceria entre os municípios da Baixada, por meio do Consórcio, busca oferecer um atendimento mais eficaz e com custo mais enxuto”, ressalta Botelho.

Após mais de duas horas de reunião, Gilberto Figueiredo apresentou números do programa, considerado o mais bem-sucedido do governo na área da saúde, e esclareceu dúvidas sobre o funcionamento. “O Fila Zero já realizou mais de 80 mil procedimentos e recebeu mais de R$ 80 milhões em investimento. É reconhecido nacionalmente pela eficiência. Agora, com os municípios da Baixada Cuiabana, teremos mais avanços para reduzir a fila e aliviar o sofrimento da população”, destaca o secretário.

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Consórcio – O fortalecimento do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (Cisvarc) é a promessa da nova diretoria. O presidente do consórcio e prefeito de Nobres, José Domingos Fraga, enfatizou que a adesão ao Fila Zero reforça a regionalização da saúde e amplia a oferta de cirurgias em Cuiabá e Baixada Cuiabana.

Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

“O consórcio é fundamental para garantir mais acesso à saúde, e o Fila Zero tem sido um grande parceiro nesse processo. Estamos investindo em estrutura, com nova sede própria, e trabalhando junto ao governo para ampliar o atendimento e reduzir as filas. Com a união dos prefeitos, temos tudo para ser um dos consórcios mais fortes do Estado”, destacou Fraga.

Atualmente, o Cisvarc reúne 19 municípios e administra, conforme o prefeito de Nobres, um orçamento anual próximo a R$ 100 milhões. Ao todo, o Fila Zero passará a ter 66 prefeituras ativas por meio de Consórcio.

Impacto – Durante a reunião, a experiência recente de Poconé, que já aderiu ao Fila Zero, foi lembrada. Por meio de emenda de mais de R$ 2 milhões, o deputado Eduardo Botelho está viabilizando mais de cinco mil procedimentos oftalmológicos (exames, consultas e cirurgias) aos poconeanos e moradores das cidades vizinhas.

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“Nossa população precisa dessas cirurgias. A adesão ao Fila Zero é um grande avanço para os municípios, e vamos acompanhar de perto para garantir que os procedimentos aconteçam o mais rápido possível e com transparência”, frisou o prefeito de Poconé, Dr. Jonas, que integra a diretoria do Cisvarc.

Também participaram da reunião: Neurilam Fraga (Cisvarc), secretário adjunto da SES-MT, Juliano Melo, os prefeitos Margareth da Silva (Barão de Melgaço) e Flávia Moretti (Várzea Grande), além do vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli, e os secretários de Saúde de Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães e Cuiabá.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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