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Servidores da ALMT participam da 25ª Conferência da Unale

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Cerca de 20 servidores de diferentes setores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participaram da 25ª Conferência da União das Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), entre os dias 09 e 11 de novembro, em Recife (PE). Procuradoria, Gestão de Pessoas, Secretaria de Comunicação, Planejamento Estratégico, Instituto Memória, Secretaria de Finanças enviaram representantes para acompanhar o evento que neste ano tem como tema central “Unale: Rumo ao Parlamento do Futuro”.

Ao todo, mais de mil participantes do Poder Legislativo de todos os estados brasileiros participam da 25ª edição. No primeiro dia foram realizados os encontros das entidades legislativas que representam as áreas de atuação nas Assembleias e Câmaras Municipais.

O procurador da ALMT, Francisco Edmilson Brito Júnior foi um dos palestrantes do encontro da Associação dos Procuradores e Advogados do Poder Legislativo (Anpal). Ele fez uma apresentação sobre a nova lei de licitações, a Lei 14.133/2021, e a atuação dos procuradores na implementação nas Assembleia para implementar a legislação. De acordo com o procurador, que também é professor, um dos pontos mais polêmicos trata da segurança jurídica dos gestores. 

Ele expliqou que “na nova legislação, caso os gestores não sigam estritamente o que estabelece a nova lei, ele perde o direito de defesa por parte da procuradoria do Poder Legislativo”, resumiu. Além disso, o procurador também falou da experiência na ALMT. Francisco coordena um grupo de trabalho para a preparação das equipes para que a nova lei seja aplicada a partir de 31 de março do ano que vem. “A nova lei traz muitas incumbências para a Procuradoria, como auxiliar os fiscais de contratos, emitir parecer jurídicas quando for aplicadas penas aos contratados”.

O setor de Planejamento Estratégico da ALMT também fez uma apresentação durante a palestra no V Encontro Nacional da Rede Legislativa de Governança e Gestão (ReGov). O servidor Luiz Carlos Culca Nogueira falou sobre a experiência do Planejamento Estratégico após o processo de renovação parlamentar que ocorreu em 2018, que acabou provocando mudança no quadro de servidores. “Nós falamos sobre o impacto da rotatividade, que é natural dentro de todas as Assembleias, e que exige uma constante reestruturação e capacitação dos servidores. Durante a pandemia esse trabalho ficou suspenso, mas retomamos ano passado para dar continuidade à elaboração e implantação do Planejamento Estratégico”, descreveu Culca Nogueira.

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A coordenadora do Instituto Memória da ALMT, Mara Visnadi, participou dos debates sobre gestão de documentos, que neste ano abordou técnicas e ferramentas para tornar o processo mais sustentável, reduzindo os impactos causados pelo uso excessivo de papéis.

Outro setor que participou do encontro foi a Escola do Legislativo. De acordo com o coordenador Eduardo Mansiolli, durante o encontro com os gestores das Escolas, foi falado sobre os desafios que a pandemia impôs à educação e como isso acelerou o processo de digitalização dos conteúdos. O secretário de Gestão de Pessoas da ALMT, Domingos Sávio, e a servidora Adriane Caroline participaram das palestras sobre a implementação do Modelo de Gestão de Competências e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nos legislativos, com relatos da experiência das Assembleia do Ceará e do Rio Grande do Sul.

Os servidores da Secretaria de Comunicação acompanharam a programação oferecidas pela Associação Brasileira das Televisões e Rádios Legislativas (Astral), que incluiu as apresentações da TV ALBA, da Assembleia Legislativa da Bahia, da ALRN, do Rio Grande do Norte e da Assembleia de Santa Catarina.

O secretário-adjunto da Secretaria de Comunicação, Everaldo Jota, destacou a importância da Conferência da Unale como uma grande oportunidade para troca de experiências e atualização dos servidores do Poder Legislativo. “Aqui presenciamos a realidade de cada parlamento e vemos os pontos divergentes, mas principalmente o ponto comum que é se aproximar do cidadão. Estamos aqui em busca de soluções para dar visibilidade e melhorar a comunicação com a população”. De acordo com Everaldo Jota, ao longo do ano, os trabalhos são para integrar cada vez mais os trabalhos executados no dia a dia, por meio de diferentes canais de comunicação.

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O segundo dia da Conferência debateu o Poder Legislativo na construção de uma sociedade mais justa. Questões econômicas, sociais e o cenário político foram abordados por especialistas nacionais e internacionais para os mais de mil participantes do evento, que contou com um painel de discussão com a presença dos quatro governadores eleitos este ano para comandar os estados do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais e Goiás.

No último dia da 25ª Conferência da Unale aconteceu a 3ª edição do Prêmio “Unale Assembleia Cidadã, um reconhecimento pelos projetos desenvolvidos em três categorias: que redução de custos nas atividades do Parlamento; atendimento ao cidadão e projetos especiais que tratam diretamente da vida do cidadão fora das ações normais do Parlamento.

Foram premiadas as iniciativas da Assembleia do Rio Grande do Norte, pelo projeto “Legis Plenário”, na categoria gestão. Da Assembleia do Amazonas, com a “Ação Empreendedora no Amazonas, na categoria Atendimento ao cidadão e o Parlamento de Santa Catarina, com o “Programa Antonieta de Barros e a Inclusão de Jovens”, na categoria Projetos especiais.

Ainda neste dia, foi realizada a eleição da nova diretoria da Unale. O deputado Diogo Moraes, de Pernambuco, será o novo presidente da entidade, e se comprometeu com a defesa e ampliação do poder dos legisladores e legislativos estaduais durante a sua gestão, que será realizada no período de 2023-2024. O representante de Mato Grosso ainda não foi definido, a expectativa é que o nome seja indicado até janeiro de 2023.

Fonte: ALMT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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