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Sessão especial homenageia o agronegócio em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (21), uma sessão especial em homenagem ao agronegócio e a personalidades que contribuem para o desenvolvimento do setor e do estado. A solenidade ocorreu no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e foi proposta pelo deputado Dilmar Dal Bosco (União), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária da ALMT.

Ao todo, 55 pessoas foram homenageadas, entre elas representantes de diversas entidades ligadas à produção rural, pesquisa, inovação e sustentabilidade no campo. A comenda Senador Jonas Pinheiro da Silva do Mérito Agropecuário, concedida a personalidades que tenham atuado na defesa e promoção do agronegócio ou por sua destacada contribuição social, econômica e ambiental ao estado de Mato Grosso, foi concedida a seis pessoas: Eraí Maggi Scheffer, Itamar Antônio Canossa, João Martins da Silva Júnior, Oswaldo Ribeiro Júnior, Pedro Lupion, e Vilmondes Sebastião Tomain.

Também foram entregues 33 moções de aplausos a profissionais e representantes do agronegócio e 16 títulos de cidadão mato-grossense a gestores públicos, lideranças e representantes do setor produtivo.

“Hoje, nós homenageamos parte desses homens e mulheres que ajudam no crescimento de Mato Grosso, que fortalecem o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro com mais tecnologia, conhecimento e qualificação. São pessoas que carregam o saber do campo e que fazem do nosso estado uma referência mundial em produtividade e inovação”, declarou o deputado Dilmar Dal Bosco.

O parlamentar destacou ainda a contribuição de representantes do setor com os trabalhos da Frente Parlamentar da Agropecuária. Segundo ele, essa relação de diálogo e parceria tem resultado em avanços concretos, como o diferimento tributário para o etanol, a revisão da tributação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) sobre a pecuária, além de avanços em infraestrutura e medidas que beneficiaram cadeias produtivas como a suinocultura, o algodão e a pecuária.

“Os representantes das cadeias produtivas trazem para nós as demandas e participam ativamente dos debates, apresentando ideias e estando à frente de toda a movimentação do agro mato-grossense. Tudo isso foi construído dentro da frente parlamentar, graças ao setor produtivo, ao Parlamento estadual e ao governo do estado, que acolheu nossas reivindicações e transformou em leis as medidas que hoje viabilizam o desenvolvimento do agronegócio em Mato Grosso”, disse.

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O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Ribeiro Júnior, recebeu a comenda Senador Jonas Pinheiro e agradeceu o reconhecimento da Assembleia Legislativa aos mais de 35 anos de trabalho no estado. Ressaltou ainda a importância da pecuária mato-grossense para o Brasil e o mundo, bem como o potencial do estado para crescer de forma sustentável.

“A Acrimat representa a pecuária no estado, que tem o maior rebanho do país. Se Mato Grosso fosse um país, seria o quinto maior do mundo. Hoje usamos tecnologia moderna: nutrição, sanidade, manejo. Reduzimos a idade de abate dos animais, o que melhora a qualidade da carne, tornando-a mais aceita no mercado internacional. Então, Mato Grosso, na área da pecuária, está muito bem representado e tem um potencial enorme para aumentar a produção sem derrubar uma árvore sequer”, frisou.

Vilmondes Tomain, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), também foi agraciado com a honraria. “Representar o produtor rural mato-grossense é motivo de grande alegria. Fui escolhido pelos colegas para estar aqui, representando mais de 33 mil produtores que fizeram de Mato Grosso o que ele é hoje: um estado construído com trabalho, esforço e vontade. Trabalhar em prol do setor é contribuir para melhorar a vida das pessoas, capacitar, ensinar e transformar. Isso é o que nos motiva todos os dias”, afirmou.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Lucas Beber, foi um dos homenageados com o título de cidadão mato-grossense. Natural do Rio Grande do Sul, reside em Mato Grosso há 35 anos e consolidou sua trajetória no setor produtivo.

“Sou mato-grossense de coração. Aqui construí minha vida e minha família, e tenho muito amor por este estado. Mato Grosso é o estado que mais cresceu economicamente nos últimos anos e isso se deve ao protagonismo do agronegócio. Representar esse setor é uma honra, especialmente por sabermos que, apesar de muitas vezes ser alvo de informações distorcidas, o agro é um pilar da economia e da sociedade”, enfatizou.

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Confira a lista de homenageados:

Comenda Senador Jonas Pinheiro da Silva do Mérito Agropecuário

Eraí Maggi Scheffer

Itamar Antônio Canossa

João Martins da Silva Júnior

Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior

Pedro Lupion

Vilmondes Sebastião Tomain

Título de Cidadão Mato-grossense

Andréia Barnabé

Caio Penido

Dulce Chiamulera Ciochetta

Francisco de Sales Manzi

Frederico Wagner França Tannure Filho

Gabriela Resende Tomain

Guilherme Piai Silva Filizzola

Lucas Luís Costa Beber

Luciana Regina Resende Tomain

Mari Stela de Lourdes Redivo

Marquia Rossin

Mônica Ribeiro de Castro Cunha

Nelson Catarino Croda Machado

Patrícia Sanglard Felipe Brunetta

Vivian Carolina Achá Azero

Xisto Alessandro Bueno

Moção de Aplausos

Afrânio Cesar Migliari

Alex Oliveira Rosa

Armando Biancardini Candia

Carlos Izaltino Bolzan

Cleiton Jair Gauer

Custódio Rodrigues de Castro

Décio Tocantins

Dione Aparecido Castro

Érika Segóvia da Silva Borges

Frederico Azevedo e Silva

Gabriel Dionísio Mancilla

Guilherme Luis Pereira Antunes

Jerusa Rech

João Victor Toshio Ono Cardoso

José Cristóvão Martins Junior

Juliane Soares de Ávila

Júnio César Santos

Karine Gomes Machado

Laura Garcia Venturi Rutz Lopes

Lécio Victor Monteiro da Silva Costa

Luiz Sérgio Brizuela Ferreira

Marcelo Lupatini

Marcos Coelho de Carvalho

Marlene de Fátima Lima Rodrigues

Nilton Cecilio de Mesquita Junior

Oribel Francisco da Silva II

Rodrigo Gomes Bressane

Rodrigo Matheus da Silva

Rosicler Saporski

Tânia Regina Arévalo de Camargo

Tatiana Monteiro Costa e Silva

Thiago Bras Rocha

Wellington Rodrigues de Andrade

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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