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Dorner agradece TCE por sábia decisão a favor da abertura de UTIs pediátricas em Sinop

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O prefeito Roberto Dorner comemorou a decisão do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) ao determinar que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) suspenda os efeitos das decisões que motivaram a rescisão do contrato com a Organização Goiana de Terapia Intensiva (OGTI) para que, deste modo, a instalação dos leitos de UTI pediátrica ocorra de imediato no Hospital Regional de Sinop. A decisão partiu por meio de uma medida cautelar do conselheiro Antônio Joaquim. “Essa decisão foi muito sábia na parte do conselheiro Antônio Joaquim, porque a necessidade aqui é grande. Estamos brigando, pedindo constantemente para que aconteça a instalação das UTIs aqui em Sinop”, destacou o chefe do Executivo Municipal.

Dorner lembrou que o pedido para que essas UTIs entrem em funcionamento é antigo e reforçado constantemente por ele ao Governo do Estado. “Porém, vocês sabem, não está acontecendo. Não é por falta de briga, não é por falta de pedido, não é por falta de implorar. Inclusive, recentemente tive uma reunião do Consórcio de Saúde em Sorriso, onde foi falado das UTIs e parece que tudo vai ser para amanhã, mas não é nada disso. Estão levando, levando e enquanto isso vamos perdendo vidas, crianças estão morrendo por falta de atendimento na UTI aqui na nossa região”, reforçou.

O prefeito de Sinop reforçou que a instalação dos leitos não atenderá apenas Sinop, como também, toda a região, e é fundamental para que vidas sejam salvas. “Nós temos que ter pelo menos 15 ou 20 UTIs para nossas crianças aqui porque não é só Sinop. Sinop tem 200 mil habitantes, é o quarto município do Estado de Mato Grosso em população, portanto, a gente pede ao governo que olhe para a região, coloque as UTIs, porque estamos sofrendo na pele o que é morrer uma criança e não ter uma UTI para tentar salvar”, desabafou. Dorner ainda elogiou a decisão do conselheiro, solidário às necessidades da região. “Eu quero parabenizar o conselheiro Antônio Joaquim porque também está enxergando isso [a necessidade do serviço] e vejo com muito carinho esse pedido e agradeço também”, destacou.

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Conforme a decisão do TCE/MT, publicada no Diário Oficial de Contas 3042 (Doc) de segunda-feira (10), o julgamento singular é fruto de representação de natureza externa (RNE) proposta pela OGTI, e suspende o procedimento licitatório que foi reaberto para a convocação da segunda colocada. A empresa goiana venceu o Pregão Eletrônico 70/2022, que previu a abertura de 30 leitos pediátricos no Hospital Regional de Sinop, sendo 10 de UTI, bem como prestação de serviços de gerenciamento técnico, administrativo, fornecimento de recursos humanos, recursos materiais, medicamentos, insumos farmacêuticos, incluindo prestação de serviços médicos de nefrologia com fornecimento de equipamentos e insumos.

No entanto, em maio, a SES rescindiu o contrato de forma unilateral, alegando que a OGTI não apresentou a documentação da equipe médica. A empresa, por sua vez, apontou que apresentou os documentos previstos no edital e contrato, mas que não foram aceitos por excesso de formalismo; a organização apontou ainda que houve a rescisão unilateral sem o contraditório e ampla defesa, dado que foi concedido apenas o prazo de 24 horas. O relator, após análise das manifestações, compreendeu que houve a violação do contraditório e ampla defesa, pois o prazo concedido não foi adequado e que não foram oportunizados os prazos previstos no contrato e no edital para apresentação de documentos. Além disso, verificou a urgência da implantação das UTIs diante do falecimento de crianças noticiadas em março deste ano.

Em sua decisão, Antônio Joaquim recomendou que a administração pública estadual priorize o interesse público no presente momento, que é o início dos serviços de UTI e leitos pediátricos. Para tanto, destaca o respeito à função social do contrato e os preceitos da razoabilidade, proporcionalidade, isonomia e garantia da dignidade da pessoa humana. “Considerando a emergência e a necessidade imediata de UTI e leitos pediátricos, devido à notícia de falecimento de crianças no município de Sinop, recomendo à atual gestão da Secretaria de Estado de Saúde que priorize o interesse público e procure cooperar com a contratada, para que sejam apresentados todos os documentos necessários para o início dos serviços”, pontuou o conselheiro.

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LUTA PELAS UTIs

A luta pela instalação dos leitos de UTI’s pediátricas para o Hospital Regional de Sinop é antiga. Desde que assumiu, Dorner vem pedindo incansavelmente ao Governo do Estado a instalação de unidades neonatal (destinadas à crianças com até 28 dias) e pediátricas (para crianças a partir de um mês até 12 anos) para atender os usuários do Sistema Único de Saúde em Sinop.

Em março deste ano, durante agenda com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, Dorner conseguiu a confirmação e a garantia do Governo do Estado para a abertura de 10 leitos de Unidades de Terapia Intensiva pediátricas (UTI’s), 15 leitos pediátricos em Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e 5 leitos de retaguarda infantil. Na ocasião, o compromisso do Governo era de que os leitos entrassem em funcionamento num prazo aproximado de 30 dias, o que acabou não ocorrendo. Ao final de abril, quando o prazo estava se encerrando, o prefeito de Sinop voltou a solicitar a abertura, no entanto, na ocasião, o Governo do Estado esclareceu que questões contratuais impediram que os equipamentos fossem instalados, porém, todas essas questões estavam sendo sanadas.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Prefeitura de Sinop encaminha projeto para flexibilizar hora-atividade e aprimorar organização do trabalho dos professores da rede municipal

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A Prefeitura de Sinop encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei complementar que promove alterações na Lei Complementar nº 062/2011, que dispõe sobre a carreira dos Profissionais da Educação Pública Básica do Município de Sinop. A proposta busca modernizar a organização do trabalho docente, garantir maior flexibilidade no cumprimento da hora-atividade e fortalecer a valorização dos servidores da rede municipal de ensino. A medida está prevista para entrar em vigor no início do segundo semestre letivo de 2026, caso seja aprovada pelo Legislativo.

Entre as principais mudanças está a flexibilização do cumprimento da hora-atividade dos professores, período destinado à preparação e avaliação do trabalho didático, às reuniões pedagógicas, à articulação com a comunidade escolar e ao aperfeiçoamento profissional, conforme definido na legislação municipal vigente. Pela proposta, 40% dessa carga horária deverá ser cumprida presencialmente na unidade escolar e os outros 60% poderão ser realizados em regime não presencial, em local escolhido pelo profissional, mediante registro eletrônico e validação das atividades pedagógicas no sistema da Secretaria Municipal de Educação.

A proposta representa um avanço na política de valorização dos profissionais da educação, ao permitir mais autonomia para a organização da rotina pedagógica sem prejuízo ao atendimento dos estudantes ou à carga horária em sala de aula. O projeto estabelece mecanismos de controle e acompanhamento, garantindo que as atividades realizadas fora do ambiente escolar sejam devidamente registradas e acompanhadas pela coordenação pedagógica das unidades de ensino.

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A iniciativa também busca gerar impactos positivos no ambiente de trabalho, ao oferecer mais flexibilidade para os educadores realizarem atividades de planejamento e organização em locais mais adequados às suas necessidades, o que pode contribuir para a melhoria do bem-estar profissional, da qualidade do ensino e da rotina escolar.

A vereadora Sandra Donato, que apresentou a pauta ao Poder Legislativo, destacou que a proposta representa um ganho real na qualidade de vida dos profissionais da educação, ao permitir maior flexibilidade na realização da hora-atividade. “Estamos falando de uma medida que oferece aos professores a possibilidade de cumprir 40% da hora-atividade na escola e 60% em casa, garantindo mais autonomia e qualidade de vida aos nossos profissionais. E, quando valorizamos os professores, quem ganha também são as nossas crianças”, afirmou.

Outro ponto previsto no projeto é a regulamentação das chamadas aulas excedentes, que poderão ser atribuídas em caráter eventual e emergencial, mediante aceite voluntário do professor, garantindo continuidade do atendimento educacional nas unidades escolares quando houver necessidade. A remuneração será feita por hora/aula efetivamente ministrada, conforme regulamentação do Poder Executivo, sem incorporação ao subsídio do servidor.

A construção da proposta ocorreu a partir de diálogo institucional entre a Prefeitura de Sinop e o Poder Legislativo, após debate conduzido pela vereadora Sandra Donato, que apresentou pauta relacionada ao tema na Câmara Municipal. Em razão da competência legal para proposição de matérias relacionadas ao regime jurídico dos servidores públicos, o Executivo municipal acolheu a demanda e elaborou o projeto com base técnica e jurídica, consolidando uma alternativa construída em conjunto e voltada ao fortalecimento das políticas de valorização dos profissionais da educação.

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O prefeito Roberto Dorner ressaltou que a medida atende a um compromisso construído ao longo do tempo e busca reconhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da educação. “Esse é um projeto construído a longo prazo e que agora está sendo colocado em prática para garantir esse avanço aos nossos professores, que desempenham um papel fundamental na educação dos nossos filhos”, afirmou.

A secretária municipal de Educação, Salete Rodrigues, destacou que a proposta nasceu da escuta ativa dos profissionais da rede e do diálogo permanente com as unidades escolares. “Esse é um projeto construído ouvindo professores, diretores e toda a comunidade escolar. A gestão tem mantido uma escuta permanente das demandas da educação, buscando atender aquilo que contribui para fortalecer o trabalho pedagógico e valorizar os nossos profissionais”, destacou.

A proposta também segue modelo já adotado pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, com adequações à realidade da rede municipal de ensino de Sinop, preservando integralmente as aulas regulares e o atendimento aos alunos.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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