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Prefeitura de Sinop realiza mutirão de atendimentos no CEM com foco no público autista

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, promoveu no último sábado (25) um mutirão de atendimentos no Centro de Especialidades Médicas (CEM), com foco especial no público autista e suas famílias, em alusão ao mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao todo, foram realizados 135 atendimentos, por meio da oferta de exames e consultas com médicos especialistas, a exemplo de psiquiatria, psicologia e nutrição.

A coordenadora de planejamento de Média e Alta Complexidade, Rivka Martins, afirma que a iniciativa surgiu com o objetivo de sensibilizar a sociedade e fortalecer o cuidado com esse público. “Esse movimento foi feito a pedido do prefeito Roberto Dorner e do nosso secretário Érico. Desenvolvemos este momento especial para os autistas, para a família dos autistas, para justamente trabalharmos a conscientização. E a conscientização, ela não é apenas da família, porque a família já é conscientizada, mas a sociedade que aqui está precisa ter esse olhar mais amplo de conscientização do autista”, destacou.

Além dos atendimentos médicos, foram ofertados serviços como eletrocardiogramas e cuidados em podologia. “Pensando neste processo de humanizar, de acolher, de trazer mais próximo da população este atendimento, estamos com vários atendimentos com médicos psiquiatras, nutricionistas, cinco psicólogos fazendo atendimento, temos podólogos, temos exames de eletrocardiogramas, enfim, várias atividades estão sendo ofertadas à população sinopense, principalmente com esse olhar ao autista”, acrescentou Martins.

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Para o médico psiquiatra que atuou no mutirão de atendimentos, Lude Uchiyama, a informação combate o preconceito e promove qualidade de vida às pessoas com TEA. Ele também explicou de que forma os atendimentos são realizados com o público adulto. “Na nossa avaliação, a gente sempre tem que estruturar quais são os principais prejuízos daquele indivíduo. Nós sabemos que, no autismo, a parte da comunicação social, seja ela verbalizada ou não, é o que tem mais dificuldades. Então, a gente precisa ver onde essa pessoa está inserida, o que ela faz, o que ela deixa de fazer, qual é a rotina dela para a gente estruturar um plano terapêutico individual”, explicou.

A psicóloga infantil Juliana Antoniollo destacou quais as principais demandas que tem recebido em Sinop. “A maior demanda que a gente tem aqui no CEM são crianças com TEA, crianças com TDAH, que é o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, e algumas outras questões de ansiedade, questões familiares”, informou.

Juliana ainda destaca que Sinop tem avançado significativamente na oferta de profissionais especializados para esses públicos. “A Secretaria de Saúde está oferecendo um atendimento de muita qualidade, com muitos profissionais como neuropediatra, psicólogos, psquiatas. Então está muito mais fácil para a população não precisar sair de Sinop e conseguir fazer todos esses atendimentos aqui mesmo no município”, afirmou.

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Além do mutirão de atendimentos realizado no CEM, a Secretaria de Saúde também promoveu, no sábado (25), diversas ações: atendimentos no Núcleo Avançado de Especialidades (NAE) e no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), vacinação itinerante próximo ao Nico Baracat e mais uma edição do programa “Saúde no Seu Bairro”, na EMEB Rodrigo Damasceno, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde em diferentes regiões do município.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).

Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.

Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.

Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.

Cooperação científica

Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.

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Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.

Último dia da programação

A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.

Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.

Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.

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Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.

Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.

A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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