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Curta-metragem Tereza de Benguela é premiado em festival internacional

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A obra recebeu críticas positivas de membros do projeto Realizadores de Mato Grosso

O curta-metragem Tereza de Bengala, do cineasta Salles Fernandes, foi uma das obras premiadas no Alternative Filme Festival (ALTFF), realizado em Toronto no Canadá.

A entrega da premiação internacional ocorreu neste domingo (24), uma semana depois de o curta ser oficialmente lançado no Cine Teatro de Cuiabá. Na ocasião, a obra recebeu críticas positivas de membros do projeto Realizadores de Mato Grosso.

“O lançamento em Cuiabá marcou um novo ciclo da produção que desde o início vem seguindo fielmente a história dessa guerreira que, por duas décadas, liderou o maior quilombo do estado”, pontua Salles Fernandes.

O cineasta ressalta ainda o apoio obtido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), por meio do Edital de Seleção Pública Cine Motion nº 010/2021, para concretizar a obra audiovisual, possibilitando que fosse colocado em prática a política de igualdade entre os profissionais que atuaram na produção da obra.

“Essa metodologia de tratar todos de forma igualitária tornou o processo mais prazeroso. No set de filmagem, e também fora dele, os homens e mulheres receberam o mesmo tratamento, inclusive com relação aos cachês. Esperamos que essa iniciativa sirva como exemplo, até mesmo porque em muitos lugares o reconhecimento de igualdade ainda é algo muito distante da realidade”, observa.

“Uma ótima forma de demonstrar que esse sistema deu certo são as críticas positivas e o reconhecimento internacional, a exemplo desse prêmio recebido no Alternative Filme Festival”, conclui.

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Quem foi Tereza de Benguela?

Líder quilombola, Tereza de Benguela deu visibilidade ao papel da mulher negra na história brasileira. Durante o período em que esteve a frente do Quilombo do Quariterê, situado na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, ela liderou a resistência contra o governo escravista, além de coordenar inúmeras ações voltadas à economia e políticas de proteção aos povos negros.

Para contar cronologicamente essa trajetória foram necessários em torno de seis meses de pesquisas e preparação dos mais de 40 profissionais, todos residentes em Mato Grosso, que compuseram a equipe de produção da obra audiovisual.

Ficha Técnica

Direção Geral: Salles Fernandes

Assistente de Direção: Rosivania Reichert

Pesquisa, Contexto Histórico e Revisão: Salles Fernandes e os historiadores Manuela Arruda, Maurício Luandê e Marcelo Amaro

Roteiro: Salles Fernandes e Giovani Oliveira

Direção de Arte: Gleison Knups

Direção de Fotografia: Gerson Winter

Direção Executiva: Rosivania Reichert

Direção de Produção: Francisco Guimarães

Produção Cultural: Etiane Haamann e Iraci Zottis

Assistentes de Produção: Giovani Oliveira, Roberson Variani e Sueli Bonett

Figurinos e Customização: Gleison Knups e Rozeli Bonifácio

Figurinista: Rozeli Rodrigues Bonifácio

Assistente Adm-Financeiro: Elini Guimarães

Assessoria de Imprensa: Larissa Gribler

Social Media: Etiane Haamann

Designer Gráfico: Salles Fernandes e Lucas Henrique

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Operador de Câmera: Gerson Winter

Assistentes de Câmera: Renan kothrade, Mario Vinicius e Maicon klain

Contrarregra e apoio nas gravações externas: Lucinir Cioato e Giovani Oliveira

Som Direto: Na Cartola Produções Audiovisuais

Criação dos efeitos especiais VFX, e animação em 3D: Lucas Henrique Ferreira

Edição e finalização de vídeo: Artimagem Produções Artísticas

Coloração Color Grading: Marcos Paulo Maia

Fotógrafo e gravação de Making-Off: Lia Siquieri

Trilha Sonora Original: Paulo Monarco

Intérprete de Libras: Ataice Borges

Tradução Inglês/Espanhol: SF Produções Artísticas

Preparação de Elenco: Gleison Knups, Maurício Ricardo e Salles Fernandes

Cenário set interno: Antônio de Paula Ferreira, Anderson Teixeira e Thiago Waechert

Adereços e Objetos: Gleison Knups, Rosivania Reichert, Rozeli Bonifácio, Salles Fernandes, Anderson Teixeira e Cristina Belé

Elenco

Ingrid Beatriz Gonçalves como Tereza de Benguela

Gleison Knups

Maurício Ricardo de Moraes

Rozeli Bonifácio

Thairo Rodrigo Meneghetti

Elenco de Coadjuvantes:

Francisco Guimarães

Ilza Rodrigues

João Victor Walchak

Luciana Monteiro Campos

Luana Meireles

Saulo Fernandes

Tais Meireles

Wanderson Wagner Campos

Elenco de Figurantes:

Cassilda Marques

Consuelo Alves

Fabiano Rodrigues

Helena Gaspar

Hugo Costa

Ivan Moreira Júnior

João Pedro de Oliveira

Karonily Costarelli

Kayron Eduardo Lemos

Liah Emanuelli

Lijanete Sabina

Lucinir Cioato

Mara Cruz

Martinha Leal

Mairon Sérgio

Natanael Oliveira

Roberson Variani

Werlleson Rocha

Wends Landson Arouet Pierre

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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