Sorriso

Sancionada a lei que institui Plano Municipal de Segurança nas Escolas

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Documento, que normatiza ações de segurança, nasceu do trabalho conjunto entre vários setores

Valorizar a cultura de paz, garantir a segurança e o bem-estar de todos os integrantes da comunidade escolar. Este é o cerne do Plano Municipal de Segurança nas Escolas, instituído pela Lei n.º 3.600, sancionada na quinta-feira (24 de outubro).

O documento começou a ser elaborado ainda no ano passado, pelo Comitê Integrado de Segurança Escolar (CISE) e sua consolidação em lei facilita a organização e sua implementação em todas as unidades escolares do Município.

A Lei n.º 3.600 tem como objetivo estabelecer as normas gerais de segurança e de prevenção de ações de violência física e emocional contra comunidades escolares, preservando assim a segurança e o bem-estar de alunos, professores e demais funcionários de unidades escolares.

O documento também deixa claro que o CISE está vinculado ao Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e deverá ser composto por integrantes das redes de ensino municipal, estadual e privada, além de representantes das esferas municipal, estadual e federal da segurança pública no Município.

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“É um plano de valiosa importância, construído coletivamente, e seu principal objetivo é ajustar ações para que, em caso necessidade, já haja um protocolo de ação unificado”, destaca o secretário de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), José Carlos Moura.

“Várias são as atividades promovidas nas unidades escolares para estimular a cultura da paz, o combate ao bullying e cooperação entre os alunos, e a formatação deste documento vem para contribuir no processo de normatização e alinhamento de ações”, complementa a secretária de Educação (Semed), Lúcia Korbes Drechsler.

Presidente do CISE, e diretor da Escola Militar Tiradentes Cabo Dilceu Amaral, o tenente-coronel PM Ilton Botelho explica que, para que cada escola possa seguir implementando seu próprio plano de ação, à luz da recente legislação, deve ser utilizada a metodologia IARA (identificação, análise, resposta e avaliação).

“O CISE está à disposição dos gestores escolares, para contribuir e orientar sempre que for necessário”, disponibilizou-se, lembrando que a promoção da paz perpassa pelo respeito às diferenças, pelo olhar empático às famílias e, principalmente, por um processo de relacionamento baseado na comunicação não-violenta.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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