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Situação do Cemitério Municipal é tema de reunião

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Concessionado em 2012, local enfrenta problemas para novas éreas para jazigos

Em um município que cresce em ritmo acelerado, com um índice de cerca de 20% de aumento populacional ao ano, de acordo com estudo elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Semdec), o reflexo deste pulsante desenvolvimento aparece nos mais diversos setores. Lamentavelmente, no Cemitério Municipal José Maria Pinheiro Oliveira, também é visível a ocupação do espaço com novas sepulturas.

Concessionado em 2012, o cemitério é gerido pela Funerária São Jorge em um contrato de 20 anos, que pode ser prorrogado por mais 10. Por ser concessão, cabe à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Sorriso (Ager) fiscalizar e acompanhar a situação do local.

“Estamos preocupados com esta situação, já que não há mais espaço para construção de novas sepulturas no chão, havendo somente a opção de utilização de gavetas”, afirma o prefeito Ari Lafin. E para debater a situação, o prefeito segue em uma reunião nesta manhã, 5 de abril, com equipes da Prefeitura, Ager e Legislativo. “Buscar formas de ampliar o cemitério municipal, o tempo de vida útil dele, nesse momento é um dos grandes desafios da nossa gestão”, salienta.

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“Estamos atentos e precisamos agir para que, nos momentos em mais carecem de amparo, nossos cidadãos possam sepultar seus entes queridos da maneira que mais lhes trouxer conforto”, destaca o prefeito.

O panorama atual

Um levantamento feito pela Ager em janeiro de 2022 apontava que 6.480 cadáveres estão sepultados no Cemitério Municipal – número que aumenta consideravelmente , pois de acordo com a Ager são ocupadas cerca de 32 a 35 gavetas/mês. Já o número geral, aquele levantado em janeiro de 2022 se refere à sepulturas tanto em gavetas, quanto em sepulturas no solo, seja em túmulos individuais, covas ou jazigos (as capelinhas). Nestes últimos, que perfazem um montante de 314 unidades, há uma ocupação de 10% destes locais.

Como funciona

Hoje a empresa concessionária cobra das famílias o custo das estruturas básicas dos túmulos e jazigos, visto que não há venda de terrenos. O mesmo vale para as gavetas. A exceção, é claro, são as famílias em situação de vulnerabilidade social, cujos custos de sepultamento ficam por conta da Prefeitura de Sorriso, via Secretaria de Assistência Social.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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