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Sorriso é o 5º município mais populoso do Estado com 110.635 habitantes

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No Censo 2010, o Município tinha 66.521 moradores, o que representa uma alta 66.32%

Conforme os primeiros resultados do Censo Demográfico 2022, divulgados nesta quarta-feira (28-06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sorriso tem 110.635 habitantes contra 66.521 em 2010. O Município que apresenta um crescimento próximo aos 20% ao ano, o aumento populacional não poderia ser diferente, ficando bem acima da média da maioria dos municípios, com 66,32%.

Sorriso é o 5º colocado no ranking populacional do Estado. Em primeiro lugar está a capital Cuiabá com 650.912 moradores, seguido por Várzea Grande com 299.472, em 3º lugar Rondonópolis com 244.897 e a 4ª posição é de Sinop com 196.067 habitantes.

Mato Grosso é o 3º estado que mais cresceu em população no Brasil, tem 3,6 milhões de moradores. No Censo 2010, o estado tinha 3.035.122 habitantes, o que representa uma alta de 20,5%, bem acima da média brasileira de 6,5%. Trata-se de um aumento inferior ao apresentado em Censos Demográficos anteriores, o que indica que a população brasileira está crescendo em um ritmo cada vez mais lento ao longo das décadas.

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Em razão desse crescimento populacional, Mato Grosso passou da 19ª posição no ranking de estados mais populosos do país (2010) para o 16º lugar, ultrapassando os estados do Rio Grande do Norte, do Piauí e de Alagoas, mas permanecendo atrás do Estado de Goiás como o segundo mais populoso da Região Centro-Oeste.

Com a terceira maior extensão territorial do país, de 903.208 km², Mato Grosso teve densidade demográfica de 4,05 habitantes por km², enquanto a brasileira ficou em 423,86 habitantes por km². Várzea Grande foi o município com maior densidade demográfica no estado, com 413,48 habitantes por km². Cuiabá ficou em segundo com 150,41 habitantes por km².

A taxa de resposta ficou em 95,69% e a taxa de não resposta do Censo 2022 – soma entre os domicílios com moradores ausentes na hora da visita do recenseador e os com moradores que se recusaram a responder à pesquisa- ficou em 4,31% no estado, sendo 1,32% o percentual de recusa.

Em todo o Brasil, foram recenseados 203.062.512 moradores no Censo 2022. A taxa não resposta foi de 4,23% e, a recusa, 1,38%. A população imputada em Mato Grosso nos domicílios em que os moradores não responderam ao questionário foi de 146.778 pessoas. No país, 7.963.840 foram contabilizadas dessa forma.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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